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Esta campanha demonstrou, mais uma vez, o elementar: os temas «europeus» não rendem votos. Nem mobilizam. Para a generalidade dos portugueses as «europeias» pouco lhes diz. Em todas as outras eleições escolhem alguém que, mal ou bem, lhes vai gerir o destino. Nas «europeias», essa escolha não é palpável. A nomenclatura da UE encarrega-se de tornar opacos os «assuntos europeus». O Tratado de Lisboa é o exemplo mais clamoroso. Nesta altura do ano, o tempo e os feriados convidam mais a banhos de sol do que a decidir quem vai passar uns anos
Hoje no i.
Os suportes físicos da leitura não se perdem nem se substituem: acumulam-se. Quanto mais se avança na tecnologia, mais se valorizam as maneiras tradicionais de fazer livros. O único perigo é não termos nada para ler – e esse perigo não existe.
Miguel Esteves Cardoso, Público, 3.06.09
O Pedro Correia tem lido e comentado, no Delito de Opinião, o programa de todos os partidos que concorrem as eleições europeias. É um verdadeiro serviço público, sobretudo sabendo que, entre nós, os programas partidários só quem os escreve os lê.
Amanhã, 3 de Junho, às 18h30, na Bertrand do Chiado, será apresentado o livro Portugal dos Pequeninos, de João Gonçalves. Como escreve no prefácio Medeiros Ferreira: o autor deixa nestas crónicas uma marca de água de autenticidade e desassombro. Para quem conhece o João Gonçalves e para quem lê o Portugal dos Pequeninos sabe que é verdade. E, o mais importante, é que o seu estilo «mata-mouros» e o seu espírito livre e sem teias de aranha são um bom contributo para pôr as algumas «coisas» no devido lugar. Voltarei ao livro depois da sua leitura.
Nas ditaduras comunistas a «firmeza ideológica» e a «linha revolucionária» transmitem-se apenas através dos laços de sangue. Em Cuba, Fidel Castro designou o seu irmão Raul como sucessor. Na Coreia do Norte, diz uma agência noticiosa sul coreana, o ditador Kim Jong-il, que tinha sucedido a seu pai, designou o seu filho mais novo, Kim Jong-un, com 26 anos, como sucessor. Estão todos a cair de podres.
Alguns camaradas mostram-se agastados e descrentes na democracia porque a canção Sem eira nem beira, dos Xutos e Pontapés, não passa nas rádios. Se não me engano, foram muitos destes camaradas, uma espécie de democratas a meio-tempo, que mal viram um anúncio da Antena 1, em que se dizia que uma manifestação estava a decorrer contra quem quer chegar a horas ao trabalho, gritaram tão alto que o anúncio foi de imediato retirado de circulação. Não nos tomem por tontos, deixem-nos ouvir os Xutos e ver os anúncios que quisermos.
«Ao subir ao palco, durante um comício do PSD no pavilhão municipal de Barcelos, Paulo Rangel observou: “É impressionante esta moldura humana.”
“Isto sim, é uma festa social-democrata, uma festa que não tem espelhos, que não tem efeitos especiais, ao contrário dos comícios do PS, onde se usam espelhos para duplicar as imagens”, acrescentou.
O comício do PSD começou com mais de uma hora de atraso, tempo durante o qual o pavilhão se foi enchendo, com a ajuda do “speaker”, que pedia à “malta jovem” para ocupar o ringue, que então se encontrava meio vazio.»
Público on-line, 31.05.09 às 03h16