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|||Avante camarada, avante! [2].

por Tomás Vasques, em 29.06.09

Eu entendo que o Avante, enquanto órgão central do PCP, expressa a opinião do partido, como aqui referi. No entanto, dois militantes comunistas, que muito respeito, dizem-me, por e-mail, que este entendimento é arqueológico. Não só do ponto de vista político, mas também do ponto de vista funcional ( «devia ser óbvio que articulistas e cronistas, incluindo no Avante!, abordam uma míriade de temas e assuntos que jamais qualquer órgão partidário responsável terá tempo para analisar ou definir posição.») . Concordo e registo. Mesmo no Avante, cada articulista é responsável pela sua prosa. Aliás, na semana anterior foi publicado um texto não assinado, onde se escrevia: Milhares de iranianos protestaram em Teerão contra o regime despótico, exigiram liberdade e democracia e contestaram a reeleição de Mahmud Amadinejad. De qualquer modo, o que escrevi não é displicente, já que se encontram no Avante vários exemplos que catalogam de «trapalhada», por exemplo, situações em que o primeiro-ministro e um ministro dizem coisas diferentes sobre o mesmo assunto. Digamos, pois, que apenas estamos perante uma «trapalhada».

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publicado às 22:28

|||Honduras, o contra-golpe [2].

por Tomás Vasques, em 29.06.09

 

Nuno Ramos de Almeida, quase sem querer, estou certo disso, comunica por sound bytes «à moda antiga», o que é como quem diz, à moda utilizada na propaganda do KGB (anteriormente NKVD), desde os tempos dos processos de Moscovo: quem não está de acordo com a linha do partido é agente da CIA. É uma questão de cultura política. Daí, talvez, os sound bytes tipo «émulos de Pinochet» ou a «Pinossócrates» atirados à parede, como quem pensa a preto e branco, ou apenas para intimidar e desvalorizar uma opinião diferente. Não é que falte a Nuno Ramos de Almeida inteligência (e informação) para discernir os meandros políticos que, em Tegucigalpa, se foram tecendo até ao contra-golpe militar, sobretudo o comportamento golpista e anti-democrático (há partidos políticos e outras instituições democráticas no país, nomeadamente o Congresso e os tribunais) de Manuel Zelaya, numa tentativa de passar por cima das regras democráticas para se perpetuar no poder. O presidente hondurenho deve regressar ao seu cargo até às próximas eleições e os militares aos quartéis, mas não nos atirem areia para os lhos. O «equilíbrio» está no ponto intermédio, contra os extremos perversos, terá escrito Aristóteles. A cartilha marxista é outra!

 

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publicado às 21:25

||| Avante camarada, avante!

por Tomás Vasques, em 29.06.09

 

O Jornal Avante é – diz no cabeçalho – o órgão central do PCP. Por isso, as posições expressas, mesmo assinadas individualmente, certamente reflectem uma posição colectiva: a posição do partido. Vem isto a propósito de um texto assinado por Jorge Cadima, no último Avante, no qual o seu autor, num estilo a roçar a demência «de classe» – do tipo «julgam que na Florida há mais democracia do que no Irão? – se coloca religiosamente ao lado do bando de reaccionários dirigidos por Ali Khamenei, do Conselho dos Guardiões e do Conselho de Discernimento do Interesse Superior do Regime iraniano. Cito: «Dizem-nos que houve fraude eleitoral. Também nos disseram que havia armas de destruição em massa no Iraque.» Ou seja, não houve fraude eleitoral no Irão, segundo os comunistas. Em consequência, os protesto do povo iraniano são infundados e a sangrenta repressão está conforme a «legitimidade democrática» do poder instituído. O PCP envelheceu tanto e defende tanto o modelo totalitário soviético que qualquer ditadura, mesmas as mais ignóbeis, são democracias aos olhos dos seus militantes. Já tínhamos, como paradigmático, a «democracia» norte-coreana. Agora, podemos acrescentar a «democracia» iraniana. E, depois, levam dias inteiros no Comité Central à procura das razões da ultrapassagem eleitoral do BE.

 

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publicado às 13:25



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