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Ilda Figueiredo defende uma «Europa de Estados soberanos». Já não era sem tempo. Ela e os seus camaradas de partido sempre defenderam a «soberania limitada» dos Estados socialistas. Em Agosto de 1968, 200 000 soldados e 5 mil tanques soviéticos invadiram a Checoslováquia. Em Outubro desse ano, o Avante transcrevia uma Declaração dos comunistas portugueses, onde se lia:
Não fico espantado quando Paulo Rangel, sem migalha de pudor, diz que Sócrates «anda a fugir aos debates quinzenais, mas eu durante esses quinze dias não vou deixar de o interpelar todos os dias», quando foi o próprio Rangel quem mandou alguém, em seu nome, à conferência de líderes parlamentares, acertar as datas do próximo debate. É desonesto, mas é próprio de um certo tipo de «políticos». O que me espanta é o «pessoal do costume», tão zeloso em criticar este tipo de «fazer política», aplaudir agora, em pé, na primeira fila. Lá se vai o verniz…
O que irá acontecer ao PSD após o 7 de Junho quando mandarem o «picareta falante» para Bruxelas e deixarem o PSD outra vez nas mãos de Manuela Ferreira Leite?
Parece que nos querem convencer que a nossa senhora de Fátima nos vem visitar de novo. Ontem, Paulo Rangel dizia sem se rir que «o PSD é o porta-voz do interesse nacional». Como se nós não soubéssemos dos negócios que nasceram – até um banco, cuja estranha história estamos todos a pagar – à sombra de dez anos de governo PSD. Haja pudor!
Correio da Manhã/Rádio Clube – Afinal, foi ou não foi militante do CDS?
Paulo Rangel – Não sei. Eu apoiei de forma informal e muito activa a candidatura de António Lobo Xavier à presidência do CDS contra Manuel Monteiro. E isto porque tínhamos uma proximidade muito grande. E nessa altura não sei se assinei alguma ficha ou não. Não me lembro. Porque depois disso estive muito tempo ausente, entrei mais tarde como independente, não sei se era ou não, no Conselho Consultivo de Paulo Portas.
(Correio da Manhã, 24.05.09).
Jerónimo de Sousa mostrou-se, hoje, «convicto de que a CDU vai tirar a maioria absoluta ao Governo PS». Aliás, na mesma linha, Miguel Portas, na entrevista ao I, também se mostrou convicto de que o BE irá tirar a maioria absoluta ao PS. Paulo Portas tem insistido, em várias ocasiões, que «só o voto no CSD-PP retirará a maioria absoluta ao PS». O PSD, que governou muitas vezes com maioria absoluta, alinha também pelo mesmo diapasão. Estão todos a preparar a noite das eleições legislativas: todos virão reclamar vitória.
A «direita» anda, há anos, desesperadamente à procura de quem os mobilize. Descrentes nas lideranças partidárias (Paulo Portas foi chão que nunca chegou a dar uvas. Santana Lopes, Marques Mendes, Luís Filipe Meneses e Manuela Ferreira Leite também não) promoveram Manuel Moura Guedes e Eduardo Cintra Torres a guerrilheiros de serviço. Mais recentemente, Paulo Rangel veio reforçar a «mobilização». Mas, em cada dia que passa mais se percebe que Paulo Rangel é de ideias curtas, as únicas que cabem no título das notícias. Está limitado à chicana política. Hoje, «descobriu» que a presença de Zapatero num comício do PS é «uma desautorização do cabeça-de-lista do PS às europeias, Vital Moreira». E porquê? «Porque Zapatero apoia inequivocamente Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia.» E eles aplaudem!Já estão por tudo...
"Chegou a fazer parte do CDS?
Sim, participei nuns conselhos.
Mas foi mesmo militante?
Isso é que eu também não sei. Eu tenho um problema com as militâncias (risos).
Mas assinou um cartãozinho?
Não sei se assinei. Não me lembro bem. Estou a dizer a verdade.
A sério que não se lembra?
Não me lembro! Aliás, também tive esse problema com o PSD. Inscrevi-me como militante e depois não estava lá. "
Esta é uma deliciosa passagem da entrevista que Paulo Rangel deu hoje ao "i". Eu aprecio muito as pessoas assim, que conseguem viver tão despreocupadamente que nem sabem em que partidos se filiaram. Agora percebo o cartaz que manda pagar a crise com fundos europeus. Filia-se na mesma despreocupação com o que nos diz respeito.
Jorge Ferreira, Tomar Partido.
«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia.
(via José Mateus)
Vão dizer-me que a gravação da professora de Espinho vai permitir que ela deixe de dar aulas e que isso é bom. Tudo bem. Mas eu digo-vos que é melhor ainda que, aos 12 anos, eu não tenha tido quem me fizesse espião a soldo.
Ferreira Fernandes, DN, 20.05.09
«Sempre gostei de estar como estou agora. Deitado sobre uma rocha a ver o mar.» (Obrigada pelo lume, cavalo de ferro, 2008)
Hoje à noite, no Café Nicola, Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD às eleições para o Parlamento europeu, reúne com bloggers. O espaço foi bem escolhido, e a iniciativa é louvável e politicamente rentável.
Ao cuidado da Ana Cristina Leonardo: aqui.
Uma questão interessante à volta de livros, leituras, temas e autores.
Está a sair fumo negro do topo da sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. Fumo branco só depois de 7 de Junho.