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|||Livros.

por Tomás Vasques, em 20.04.09

 

 

 

Blues de Um Gato Velho (Teorema, 2009), de Óscar Málaga Gallegos, é uma história de amor, mágica e triste, como devem ser todas as histórias de amor. O autor, um escritor peruano (Lima, 1946), viveu na China, onde leccionou Cultura Latino-Americana e Língua Espanhola. Aí partilhou o destino com uma rapariga do sul da China, Sha Li Pi, que lia Charles Bukowski na versão original e lhe entrou pela vida dentro, em Pequim, na carreira de autocarro 302: «antes que a minha erecção a surpreendesse, pedi-lhe desculpa». A partir daí, numa narrativa poética, o amor, a traição, a magia e o gato esmagado contra a parede (que depois de morto empreendeu uma longa viagem até ao Egipto) desenvolvem-se ao veloz ritmo latino-americano, mas com a serenidade oriental. Numa sensualidade em permanente reflexão. «E escrevi este livro. Para vencer o destino que calha aos homens que estão sempre a olhar para o mar».

 

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publicado às 22:32

|||O bom-senso é um produto escasso.

por Tomás Vasques, em 20.04.09

A senhora bastonária da Ordem dos Notários acaba de instituir um precedente de consequências imprevisíveis: prestar informação, a todos os cidadãos que se lhe dirijam a solicitar conhecimento de toda e qualquer escritura realizada, por qualquer outro cidadão, em qualquer notário do país. Esta informação constitui, nas palavras da dita bastonária, «um serviço público». Não me parece mal, caso todos os cidadãos requerentes sejam tratados da mesma maneira, ou seja, que a senhora bastonária, de imediato, solicite essa informação a todos os notários e vá dando conhecimento dos resultados da diligência. Se assim não for, a senhora bastonária, por ressabiamento contra medidas legislativas do actual governo, discriminou o cidadão José Sócrates, concedendo ao cidadão «jornalista de investigação» um previlégio negado aos demais cidadãos. E se assim for, a senhora bastonária não prestou nenhum «serviço público»; apenas colaborou numa acção mediática contra um cidadão. E, acima de tudo, é desta gente que a democracia (e a transparência) se tem de defender.

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publicado às 21:56



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