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Na Grécia, onde há poucos meses alguns iluminados confundiram uns distúrbios de rua, que se esfumaram em duas semanas, com a «revolução proletária», o governo decidiu congelar os salários dos funcionários públicos que ganham mais de 1. 700 Euros. E ainda há quem diga que a «nossa» crise é «pior» do que a dos outros.
No outro lado do atlântico, nos EUA, a Reserva Federal, injectou hoje 1, 15 biliões de dólares na economia. A parte mais substancial desta astronómica verba destina-se à compra de activos financeiros hipotecários e à compra de dívidas da Fannie Mae e da Freddie Mac, instituições de refinanciamento hipotecário. Informam ainda as agências noticiosas que estas medidas têm por objectivo estimular a economia. Por cá, muitos do que apoiaram Obama devem estar com espasmos «ideológicos».
Há livros com muita memória. Sei que o meu amigo Ricardo Paula ainda lê às filhas Os Contos de António Botto, usando uma edição de 1935. Esta edição foi «aprovada por sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira». Como escreveu Pessoa: «Nos seus versos há o infinito da alma. Nos Contos, a necessária disciplina condicionada à política do que é preciso lisonjear... Você é um grande artista.»
Os livros são todos iguais, mas há uns mais iguais que outros. Há livros nas minhas estantes que nunca li ou, pelos menos, não os li até ao fim; há outros que folheio página a página, demoradamente, vezes sem conta, como quem fala com um amigo. Tenho entre mãos Canções, de António Botto, edição de 1921. (Já não sei se o encontrei num alfarrabista, se foi Mário Viegas que me ofereceu. Ou foi o Juvenal Garcês?). As referências à obra dizem que esta edição é de 1922, mas o meu exemplar, rubricado pelo autor, diz que foi impresso em Fevereiro de 1921. Dizem, também, as ditas referências, que foi publicado pela fugaz editora de Fernando Pessoa – Olisipo. Não sei. Não encontro no livro nada que me dê essa indicação. Mas, da releitura, neste momento, anoto: «Se me deixares, eu digo /O contrário a toda a gente; / E, neste mundo de enganos/ Falla verdade quem mente.»
Não sei quem fala verdade, mas a D. Dren – aquela senhora que mal sabe escrever – só arranja encrencas. Mal sai de uma, entra logo noutra. É preciso ter faro.
DAQUI POSTO DE COMANDO DO MOVIMENTO NOVA DEMOCRACIA.
Como escreve Pedro Vieira: nos 50 da morte de antónio botto eduardo pitta assinala-o. às 18h30, na casa fernando pessoa. Enfim gosto.
Dia 19 de Março, quinta-feira, pelas 21:30, na FNAC NorteShopping, Manuel António Pina, João Luís Barreto Guimarães, Jorge Reis-Sá e Rui Lage são os convidados especiais de «Uma Tertúlia. Quatro Poetas. A Celebração do Dia Mundial da Poesia», organizado pela Porto Editora e onde serão apresentados 4 novos títulos da colecção Mundo das Letras.
Estou estupefacto: em Portugal já se faz política com egos ofendidos sobre cadeiras vazias e ocupadas; e cigarradas depois de jantar; com jornalistas apeados e ministros no bar. Quando chegarem à parte de lavar as latrinas não se esqueçam de me avisar.
Já poucos se devem lembrar do assassinato do arcebispo Óscar Romero, em 1980, enquanto celebrava uma missa, por um atirador especial do exército salvadorenho, e a execução de dezenas de participantes no seu funeral. A partir daí e até 1992, El Salvador ficou a ferro e fogo, numa sangrenta guerra civil entre a guerrilha de extrema-esquerda da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional e a extrema-direita liderada por Napoleón Duarte, com o apoio dos Estados Unidos. Ontem, Maurício Funes, um jornalista de televisão, candidato da Frente Farabundo Martí, foi eleito presidente de El Salvador. Hugo Chávez e Barack Obama vão agora procurar influenciar o rumo político de El Salvador. Chávez está em vantagem, o que significa que a história é uma permanente armadilha.
Dia 21 de Março, às 17 horas, na Galeria Arade, no Parque de Exposições de Portimão, inaugura a exposição de pintura, escultura, fotografia, poesia, joalharia, moda, banda desenhada, música, teatro, cinema e outras artes sob o tema «GOSTO DE MULHERES». A ver até 24 de Maio.
«O Magalhães de Barreto», de Pedro Rolo Duarte.
Jerónimo de Sousa desmentiu, hoje, categoricamente, a afirmação do primeiro-ministro de que a CGTP é manipulada pelo PCP. Se desmentiu, está desmentido.
«Desemprego: apesar de tudo, Portugal continua a resistir».