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Há quem associe arbitragens de futebol a fruta. Talvez por isso, o árbitro do jogo da final da taça da cerveja, realizado no sábado, em Faro, tivesse declarado: só vi que não tinha sido penálti quando cheguei ao quarto do hotel. Esclarecedor?
Pela leitura deste post, de João Pedro Henrique (5 Dias), percebe-se melhor que quem quer «chegar a horas» não gosta de ser chateado. Seja por meias-maratonas, seja por manifestações. O tal anúncio era politicamente incorrecto, mas parece que batia na tecla certa, enquanto mensagem publicitária.
Agora quando fazem manha nos jogos, os jogadores do Figueirense, clube de futebol do Rio de Janeiro, são obrigados a vestir uma camisola (camisa de noite) cor de rosa com folhinhos, nos treinos que se seguem à ronha.
Hoje, no Globo, vinha a foto de um, cumprindo o castigo. No meu photoshop mental vesti logo uma camisola ao Nuno Gomes que é um jogador muito bonito, mas que 99 por cento das vezes falha golos de baliza aberta para a selecção.
O treinador do Figueirense pode vir a ser processado por assédio moral, comentam alguns patetas processuais. Eu cá gostava dele era para o Sporting.
Mónica Marques (sushileblon).
Há 39 anos – a 21 de Março de 1970 – a edição da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica (Edição Afrodite, Lisboa, Dezembro de 1966) foi apreendida e julgada em Tribunal Plenário da Boa Hora, como «ofensivo do pudor geral, da decência e da moralidade pública e dos bons costumes». Foram condenados Fernando Ribeiro de Mello, editor, e Natália Correia, escritora e organizadora da Antologia, a 90 dias de prisão correccional; Luíz Pacheco, escritor, Mário de Cesariny de Vasconcelos, escritor, José Carlos Ary dos Santos, escritor, e Ernesto Geraldes de Melo e Castro, escritor, todos a 45 dias de prisão, substituídos por multa.
Texto extraído do catálogo da exposição Gosto de Mulheres, Galeria Arade, em Portimão.
(Na imagem: Natália Correia, vista por Artur Bual, obra patente na exposição.)
Há 8 meses que o PS e o PSD andam às voltas, sem se encontrarem, com o «nome» do próximo Provedor de Justiça. Depois de, há dois dias, Manuela Ferreira Leite ter reclamado o direito da «oposição» indicar o novo Provedor, Paulo Portas veio a jogo sugerindo os «bons ofícios» de Jaime Gama, enquanto presidente da Assembleia da República, no sentido de resolver o impasse em sede parlamentar. Isto é chutar para canto: não há outra sede para resolver este assunto. Mas a líder do PSD, num reconhecimento público da sua desastrada conferência de imprensa, aplaudiu a proposta de Paulo Portas, deixando de reclamar a indicação do «nome» do Provedor pela «oposição» e transferindo tal indicação para o «parlamento», onde sem o acordo do PS não é possível ultrapassar o impasse. Entretanto, ao fim do dia de hoje, Bernardino Soares, em nome do PCP, veio reclamar – e bem – que a eleição do Provedor de Justiça deve caber a «todas as forças políticas na Assembleia da República». Só que eu estava convencido que a eleição do Provedor de Justiça já, anteriormente, cabia ao parlamento, nos termos da constituição. E se cabe ao Parlamento, tudo isto é conversa de surdos. Ou não?
O «apito vermelho» não deve tardar muito a aparecer por aí.
Há quem julgue que já não há tempo para reflectir
Na noite sem veias
E caminhe de encontro a um muro negro
Há quem tenha perdido a sensação do intacto
E procure ainda uma lâmpada mas as lâmpadas
extinguiram-se
há quem se decida a não esperar a não ouvir a não chamar
(António Ramos Rosa, Gravitações, Lisboa, 1983)
Hoje, na Assírio & Alvim, no Espaço Pessoa & Companhia (no Largo S. Carlos, em Lisboa), das 12h00 às 22h00, todos os livros de poesia terão um desconto de 50% sobre o preço de catálogo.
A TVI, propriedade da Media Capital, cujo maior accionista é o grupo espanhol Prisa (conotado com os socialistas espanhóis), proprietário do El País, entre outros títulos, é apontada como um exemplo de pluralismo de informação e bom jornalismo, sobretudo o telejornal às sextas-feiras da autoria de Manuela Moura Guedes. Hoje, muita gente da área do PSD, a começar por Pacheco Pereira, acusa o governo de «pressionar» a TVI para a «governamentalizar». No entanto, não devemos esquecer que a mesma gente dizia há menos de dois anos, a propósito da nomeação de Pina Moura para presidente da TVI: «O dr. Pina Moura presidente da TVI é a completa falta de pudor. Isto é o descaramento total. É o controlo político, assumido sem qualquer disfarce e de forma ostentatória. Com a espantosa nomeação de dois socialistas para a administração da TVI, fica sem qualquer disfarce o projecto político socialista de tomada do controlo da TVI». Afinal não tinham razão e, pelos vistos, aconteceu exactamente o contrário. Aliás, são os mesmo que hoje enaltecem as virtudes da TVI, que se desmentem sem vergonha. A sua visão estritamente partidária leva-os ao engano com muita frequência. O que dizem, hoje, sobre a tentativa de «governamentalização» daquela estação televisiva enforma, provavelmente, da mesma cegueira político-partidária. Não têm emenda!
Manuela Ferreira Leite esticou a corda do Provedor de Justiça até partir em Jorge Miranda. O que aparentava ser um jogo do «empurra», entre o PS e o PSD, passou a ser mais uma das costumeiras inabilidades políticas da presidente do PSD. Sobretudo, porque Jorge Miranda é um nome acima de qualquer suspeita de «partidarização» do cargo mas, também, porque desde 1990 que a Provedoria de Justiça está nas mãos do PSD.
Bento XVI é um crente, como lhe compete. Na sua viagem a África já pediu dois milagres: um, abstinência sexual; outro, fim definitivo da corrupção.
Manuela Ferreira Leite defendeu, hoje, que «a indicação do próximo Provedor de Justiça deve caber à oposição». É, provavelmente, uma sugestão acertada em benefício da democracia. Mas, tal sugestão, tem dois óbices de monta: um político; outro constitucional. Quanto ao primeiro, exige que – no caso da presente legislatura – o PSD se entenda com o PCP e o BE (não me parece que Manuela Ferreira Leite pense excluir estes dois partidos do conceito de «oposição»). Quanto ao segundo, é necessário que a Constituição e a Lei sejam alteradas. Hoje, o Provedor de Justiça é, nos termos da Constituição, eleito pela Assembleia da República, exigindo-se uma maioria de dois terços dos deputados presentes. Ora, sendo necessário, neste figurino constitucional, que o partido do governo vote favoravelmente o nome indicado pela «oposição», não há maneira de ultrapassar este obstáculo sem primeiro alterar a Constituição e a Lei no sentido de conferir exclusivamente aos partidos da oposição, com representação parlamentar, o direito de elegerem o Provedor de Justiça. O resto é conversa fiada para empurrar o problema para os «outros, com responsabilidades repartidas entre o PS e o PSD.
«Desta vez, Francisco Louçã elevou a fasquia da desfaçatez: ele, que nas suas múltiplas intervenções nos últimos tempos, todas laboriosamente difundidas pelos média dominantes – que são, nunca é demais repetir, propriedade do grande capital – se esqueceu sempre de apelar à mobilização dos trabalhadores para a jornada de dia 13, apareceu agora, fingindo fazer uma gracinha, a dizer que entregou a José Sócrates «os cumprimentos» dos manifestantes…»
Editorial do Avante, 19.03.09.
Já está disponível o nº3 ops!, revista da corrente de opinião socialista liderada por Manuel Alegre.
Em França, hoje é dia de greve geral, sobretudo nos transportes públicos, na saúde e no ensino. Ainda se lembram dos que, por cá, diziam que Sarkozy representava a salvação da França contra a «mediocridade» socialista? Veio a crise e comeu-o.