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Fidel Castro, em 31 de Julho de 2006, por motivos de doença, passou o testemunho da direcção do Estado e do Partido Comunista Cubano a seu irmão, Raul. Uma sucessão monárquica, no quadro do «socialismo», que evidência o cunho pessoal da ditadura castrista. A «revolução cubana», em 50 anos, não produziu dirigentes comunistas capazes de a dirigir após a retirada do velho ditador das Caraíbas. Para manter o rumo «revolucionário», Fidel Castro só encontrou fidelidade na família: no irmão com 75 anos na altura. Se Pinochet, por motivo de doença, tivesse entregue o «poder» a um irmão, o que diriam aqueles que, ainda hoje, nos querem fazer crer que Cuba é um «país socialista».
Em 2003, com correcções em 2004 e 2005, Fidel Castro deu uma longa entrevista a Ignacio Ramonet, director do Le Monde Diplomatique e um dos promotores do Fórum Social Mundial. Em Dezembro de 2006, a editora Campo de Letras publicou, em português, Fidel Castro, biografia a duas vozes. Nas mais de 600 páginas que transmitem 100 horas de conversa, Castro responde a tudo o que há para responder: desde José Martí até à sua sucessão (que ainda não tinha acontecido), passando pelo futuro do «socialismo» depois da queda do muro de Berlim. É a síntese da vida de um homem e de uma «revolução» feita a pensar na posteridade. Nas palavras de Castro não há uma centelha de lucidez política; há apenas dogmas, fé e um total alheamento da realidade cubana e mundial.
(continua)
Depois de uma semana em que muitos apostaram na subversão do Estado de Direito, pretendendo que a comunicação social desempenhasse o papel constitucionalmente conferido ao Ministério Público e aos Tribunais, numa explosiva mistura entre acusação, julgamento e condenação, à moda dos tribunais plenários ou dos processos de Moscovo, os telejornais – pelo menos o da SIC – voltaram à normalidade e elegeram o desemprego (e as suas consequências na vida de quem perde o seu emprego) como tema principal, como lhe compete. Esperemos que o Ministério Público seja eficiente e célere na investigação do «caso Freeport», como lhe compete.
O Partido Republicano dos Estados Unidos elegeu, pela primeira vez na sua história, para Party Chairman um negro, Michael Steele de seu nome.
(Via Ku Frontalidadi)
A iniciativa da Sofia Loureiro dos Santos ainda está a fazer o seu caminho. Com atraso, agradeço as referências ao Hoje há Conquilhas de João Brecht, João Espinho, Maria, José Teófilo Duarte, Pedro Soares Lourenço, André Carvalho, David Oliveira e Paulo Gorjão.
Pela minha parte, com as voltas que a vida dá, até tremo só de pensar que um dia posso estar nas mãos destes senhores da PGR. Não me inspiram nenhuma confiança.
Paulo Gorjão, Delito de opinião.
«Limito-me a dizer objectivamente o que penso. Chegámos ao extremo-limite do perigo.»
Mário Cesariny, Titânia.
O jornal Sunday Times noticia hoje que dezenas de funcionários da agência policial britânica de combate a grandes fraudes (Serious Fraud Office), que está a investigar o caso Freeport, vão ser dispensados por alegada incompetência». Não comem caracóis, nem são do Benfica, mas…