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Militante do PCP denuncia o terrorismo das FARC. O Comité Central dos comunistas ainda não decidiu a sua expulsão. Será este o ponto de partida para a institucionalização do direito de tendência dentro do Partido?
«Agora vemos tudo à escala do pequeno ecrã da televisão e do computador. O grande problema do nosso tempo é conciliar a técnica com a ética, a estética e a poética. Eu não quero que a vida pare, mas também não quero que se perca o sentido da filosofia da vida. Eu sou um homem dos cinco sentidos, não me submeto ao pequeno ecrã. O que me norteia é a dialéctica entre o erudito e o popular. E ponho a ética acima de tudo.»
Lagoa Henriques
«Mais forte é a convicção do Ministério Público
Nuno Brederode Santos, DN, 22.01.09.
Antigamente convidava-se para os congressos partidários os partidos e personalidades estrangeiras com afinidade ideológicas. Hoje, parece, os convites correm ao sabor das oportunidades. Eu sei que, por exemplo, o BE gostaria de ter a presença de Hugo Chávez no seu congresso na esperança de que os coelhos se reproduzissem muito mais. Mas Chávez não se deu a essa incómodo. Também sei que no PS há quem pense que a presença de Hugo Chávez no congresso dos socialistas é um «trunfo» contra o crescimento eleitoral do BE. Por isso, convidaram-no. É um erro. Um erro crasso. O Governo português pode e deve ter as melhores relações com o Governo venezuelano e com o seu presidente. Seja por causa do petróleo, do Magalhães ou da comunidade portuguesa naquelas paragens. O PS ao convidar Hugo Chavéz vai, em primeiro lugar, transformar o congresso numa feira; em segundo lugar, confundir os porugueses sobre o que é que o PS quer para Portugal. É que Chávez não é o modesto quadro intermédio do Partido Comunista Chinês que, despercebido, esteve presente no último congresso do PS. Chávez é um espalhafatoso militar golpista, presidente da Venezuela, que vê em Cuba o modelo de «socialismo» para toda a América Latina. A ser verdade que Chávez foi convidado para assistir ao congresso do PS, desde o aeroporto até ao aeroporto, o congresso do PS vai ser o congresso de Hugo Chávez.
Quem viu o derby lisboeta percebeu que os encarnados são uma equipa insonsa, cinzenta. Não é por acaso que o Benfica não passou da primeira fase da taça UEFA, quando o Braga vai por aí fora. De resto, o melhor elogio ao Sporting, no jogo deste sábado, veio de um meu amigo benquista. Dizia-me ele após o jogo: o Paulo Bento deu-lhes coca ao intervalo. O mais certo é o Braga e o Leixões afastarem o Benfica taça UEFA.
Esta frase de Joana Amaral Dias condensa a ligeireza e a demagogia em que se alicerça os «fundamentos» da oposição. Atribuir a Sócrates uma decisão de uma Magistrada do Ministério Público de Torres Vedras é todo um programa e um modo de «fazer» política.
Na próxima terça-feira, dia 24, na Fnac do Chiado, pelas 18h.30, será apresentado o livro de Tony Bellotto, Um Caso com o Demónio (Quetzal Editores).
«Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres.»
Presidente da Câmara de Torres Vedras.
A Oficina do tempo, de Álvaro Uribe (Cidade do México, 1953), agora traduzido para português, pela Quetzal Editores, é um daqueles romances que atiça o prazer da leitura. Uribe maneja o tempo e a narrativa no conflito e nos «pecados» de três gerações. «Os homens crêem que uma mulher primeiro deixa de amá-los e depois faz amor com outro. É ao contrário» – diz Amélia.
O Café Aliança, um dos Cafés mais antigos do país, situado na «baixa» de Faro, foi encerrado, esta semana, por decisão judicial, na sequência de uma acção de despejo por falta de pagamento das rendas. Com mais de cem anos, o Aliança resistiu à voragem do final dos anos sessenta, como resistiram o Majestic, do Porto, o Santa Cruz, em Coimbra ou a Brasileira do Chiado,
Foi atribuído, hoje, em Espanha, a Luis Sepúlveda o Premio Primavera de Novela, 2009, ao seu romance La sombra de lo que fuimos, onde escreve sobre as suas memórias políticas no Chile.
Não «alimento» programas de televisão medíocres, tipo «prós e contras», mas tenho «doutrina» sobre o assunto debatido na última segunda-feira: o Estado deve assegurar a liberdade de escolha de cada cidadão. Em tudo. De cada um casar (ou não casar) com quem quer e lhe dá na gana, independentemente do sexo, da raça, da religião ou da deficiência física; de comer rissóis, independentemente de serem cozinhados na cada da D. Albertina, sem que tenha de ser feita prova de que ela lavou as mãos depois de ter ido à casa de banho, como ASAE pretende; de abortar ou não abortar; de fumar ou não fumar. O Estado não deve decidir o que cada cidadão deve ou não fazer. Apenas deve assegurar que a liberdade de escolha garantida a cada cidadão não prejudica o vizinho do lado. Sou um liberal à moda antiga, como diria o Francisco.
Ver televisão não faz parte dos meus hábitos. Ligo o aparelho para ver um ou outro jogo de futebol ou para ver um telejornal quando há algum tema «quente». Na semana «Freeport», por exemplo, vi os noticiários televisivos 3 ou 4 dias seguidos, o que me deixou meio atordoado. Programas do tipo «prós e contras» ou o «eixo do mal» não fazem parte do meu roteiro gastronómico «informativo». Sempre que posso decidir, não consumo mediocridade. Gosto de lebre. Prefiro passar fome a comer gato. Vem esta lenga-lenga a propósito dos «prós e contras» da última segunda-feira: parece que não há ninguém que tenha um blogue que não veja o dito programa. Até um deputado do PSD, excitado pelo «debate», deixou que lhe roubassem a password do twitter, como quem lhe rouba a pochett no Saldanha. Eu prefiro citar Miguel Vale de Almeida, um exemplo de coerência, que tal como eu , se interroga: como é que um ser humano normal se sujeita a ir ao programa de Fátima Campos Ferreira? Andamos todos a fazer de conta?
Leio nos jornais: General Motors vai despedir 47 000 trabalhadores; leio-o, também, no mesmo dia: professores vão endurecer a luta contra a avaliação no 3º período. Estas duas notícias relacionam entre si dois mundos do trabalho. De um lado, os trabalhadores que podem perder o emprego a qualquer momento, que estão sujeitam às normas do Código de Trabalho, que beneficiam do regime geral da Segurança Social. Do outro, os trabalhadores que não correm o risco de ficarem sem emprego porque têm emprego vitalício, e beneficiam de regimes especiais, quer nas relações de trabalho, quer na Segurança Social. Os primeiros, em regra, estão inseridos em processos produtivos de criação de riqueza. Sabem que a sua negligência ou desleixo no cumprimento dos seus deveres pode conduzir à falência da empresa onde trabalham e, consequentemente, ao desemprego. Os segundos, em regra, integram a «superestrutura» do Estado e «delapidam» a riqueza criada pelos primeiros. No século XXI, ao contrário do século XIX e primeira metade do século XX, os segundos são a «vanguarda» das lutas «operárias», a base social de apoio dos partidos comunistas e dos radicais de todas as matizes. Aqui e por essa Europa fora, como se viu nas graves de há um mês em França: professores, funcionários públicos, transportes públicos, empresas públicas. O colapso da URSS foi, em última instância, o colapso do «funcionário público». Mas há muito boa gente que ainda não deu por isso.
Hoje, no Forum para a Competitividade, Belmiro de Azevedo não esteve para poupar palavras, e disse que a crise do nosso país é uma crise de liderança: no Governo, nos partidos, nos Sindicatos, nos empresários e Associações. Sem desprimor para os africanos – disse – parecemos um país africano.