Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Situacionistas são todos aqueles que estiveram contra a invasão do Iraque, a qual provocou quase um milhão de mortos. Não se deve mostrar a realidade porque não corresponde à minha opinião. Isto é o mesmo que tirar  Trotsky da fotografia.

 

«5 de Maio de 2003 - Noticiário das 22 horas - apresentação de um livro de poemas contra a guerra no Iraque . Música e imagens de fundo propagandísticas de responsabilidade dos autores do noticiário. Soldados americanos, bombas, sofrimento nos hospitais. Será que os nossos jornalistas não percebem que inserir estas peças num noticiário é pura propaganda e nada tem a ver com jornalismo

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:07

 

Situacionismo é tudo aquilo que não corresponda à minha opinião, enquanto eu (e os meus) estivermos na oposição. Quando eu (e os meus) estivermos no poder, situacionismo é tudo aquilo que não acompanha a mudança que o meu Governo quer realizar; ou seja, tudo aquilo que não corresponde à minha opinião. Em suma, se és hoje um situacionista por não acompanhares a minha opinião, não tens alternativa:  ou te subordinas ou serás situacionista toda a vida. Isto é o que diz a minha prima Hermenegilda e  Jerónimo de Sousa, seguindo ambos os ensinamentos dos «mestres pensadores».

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:39

«Quem bebe pelo gargalo, compra a garrafa

 

João Gonçalves, Portugal dos Pequeninos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:13

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 29.01.09

«A Pátria tem esta fraqueza: tudo que de bom ou mau de nós se diga para lá de Olivença tem uma enorme repercussão nas nossas lusas meninges

 

Helena Matos, Público, 29.01.09.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:56

||| Internacionalismo proletário.

por Tomás Vasques, em 29.01.09

Alguns portugueses – por razões políticas – ficam satisfeitíssimos com as «investigações» jornalísticas que, hoje, dão conta que os «Ingleses suspeitam de Sócrates». Qualquer português honrado, no mínimo, mandaria os «ingleses» suspeitarem da mãezinha deles. Além da honra que lhe carece, são pacóvios: o que vem do estrangeiro é que é bom. Isto é verdade para este primeiro-ministro, como para qualquer primeiro-ministro de Portugal, seja de que partido for, bem como para qualquer cidadão. A investigação portuguesa que siga o «rasto do dinheiro» e chegue a qualquer lado. Por meia dúzia de lugares no Parlamento não é necessário vestirem-se de Miguel de Vasconcelos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:24

||| ARCO, Madrid.

por Tomás Vasques, em 28.01.09

 

Abrir Karmakar, from my photo album IV, 2005, oil on canvas, 183 x 245 cm

 

De 11 a 16 de Fevereiro, em Madrid, realiza-se a 28º Feira Internacional de Arte Contemporânea. O país convidado é a Índia que participa através de 15 galerias de arte (na imagem a reprodução de uma obra de um artista de uma das galerias indianas). O resto será, como é habitual, uma mistura entre o déjà vu e a inovação criativa, com predominância do déjà vu. Mas vale sempre a pena. Depois, há o Museu Reina Sofia (atenção a Deimantas Narráveis), o Thyssen (atenção à exposição A sombra – um percurso de artistas e movimentos desde o Renascimento até finais do século XIX). E ainda há o CAFÉ JAZZ POPULARART. Faça-se à estrada e borrife-se naquela gente que pensa que a política é a única razão da existência.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:08

||| Spam Cartoon. Coisas novas com juízo.

por Tomás Vasques, em 28.01.09

||| Política à portuguesa.

por Tomás Vasques, em 28.01.09

Hoje foi dia de debate no Parlamento. As políticas económicas e sociais eram, segundo leio nos jornais, o principal tema do debate. Uma excelente oportunidade para a Oposição questionar o governo sobre tais políticas, sobretudo neste difícil ano de 2009. Certamente haveria muito a debater, principalmente porque todos os dias chovem notícias preocupantes. Anteontem, meia dúzia de empresas anunciaram mais de 70 000 despedimentos de trabalhadores na Europa e nos Estados Unidos. Hoje, foi divulgado um relatório da Organização Internacional do Trabalho, onde se prevê que: «Quarenta milhões de pessoas podem engrossar este ano o número de desempregados no mundo». Também hoje o FMI divulgou um relatório onde diz que se «agrava queda das principais economias que são clientes de Portugal». Coisa pouca para interessar à Oposição. As consequências, entre nós, da deterioração da economia mundial não merecem grande atenção aos partidos que não estão no Governo. Se não é assim, assim parece. As duas primeiras notícia do Público sobre o debate de hoje, no Parlamento, sobre as políticas económicas e sociais foram: «PSD e CDS questionam credibilidade de estudo sobre 1º ciclo do ensino básico» (às 15h.31) e, a segunda, sobre «o licenciamento do Freeport». (às 18h.19). Se o que se passou no Parlamento corresponde aos destaques noticiosos do Público é caso para dizer: a Oposição demitiu-se completamente de apresentar aos portugueses políticas económicas e sociais alternativas às praticadas pelo Governo. Certamente porque não tem alternativa. E, assim sendo, a única coisa que podem fazer, a única coisa que está ao seu alcance, é transferir o «combate político» para o único terreno em que se movimentam com peixe na água: meter lama na ventoinha. Convenhamos que é pouco, muito pouco, para quem pretender governar Portugal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:16

||| As coisas que nunca te disse.

por Tomás Vasques, em 27.01.09

 

«A ideologia do progresso chegou à conclusão de que, para haver transformação do homem, este não podia ter natureza humana».

 

Edgar Morin, Paradigma Perdido a natureza humana.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:49

 

 

José Pacheco Pereira é uma das mais interessantes personagens da cinematografia política portuguesa. Deambulou, empenhado, pela mediocridade do aparelho partidário e defendeu com unhas e dentes a «imaculada» maioria absoluta cavaquista. Desde aí, está na oposição. Na oposição propriamente dita e, também, na oposição no partido que escolheu como seu. Atira-se ao presidente do seu partido (o anterior, naturalmente) com a mesma agressividade felina com que se atira aos opositores externos, ao Governo, a jornalistas e outros «infiéis». É um propagandista, no bom estilo marxista, quando usa a comunicação social e um exímio agitador leninista quando usa o blogue. E quando lhe desaparecem os opositores, ele inventa-os. Vê o mundo a preto a branco, cada vez mais. Mas é um bom historiador. Do comunismo, principalmente. Leio com agrado e concordância tudo o que escreve: sobre Cunhal e o PCP ou o maoísmo. Ainda no último domingo, no Público, escreveu um excelente texto sobre Stella Piteira Santos. Contudo, penso que é nesta sua faceta histórica, é nos seus estudos sobre o comunismo, que reside o mal dos seus pecados políticos. É aqui que ele alicerça a sua visão do mundo a preto e branco. Para ser mais rigoroso, Pacheco Pereira já tinha feito a primeira comunhão na adolescência, no maoísmo. E prosseguiu, quase inconscientemente, tomando repetidamente a hóstia, através da história do comunismo. No fundo, Pacheco Pereira é um comunista (na análise, na metodologia e na luta política) estilo vintage. Escolheu o PSD para travar os seus combates. Outros escolheram o PCP, e outros optaram pelo Bloco de Esquerda. Mas, em democracia, cada um escolhe o partido que lhe dá na gana.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:22

||| Telhados de vidro.

por Tomás Vasques, em 27.01.09

 

 

Na semana passada, 4 dirigentes do Sindicato dos Professores do Norte demitiram-se do PCP. Entre eles, Júlia Vale, membro do secretariado nacional e do conselho nacional da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), acusou o «partido» de se imiscuir na vida do Sindicato. Como se isso fosse novidade. Sabemos que estas demissões do PCP são sempre dolorosas para quem sai e resultam de um processo mais ou menos longo de divergências «ideológicas» ou devido ao excesso de intromissão e de «centralismo» do «partido» na vida e na actividade profissional, sindical e pessoal dos seus militantes. O que hoje denunciam não novo, mas há um momento em que lhes «salta a tampa». Com Júlia Vale abandonou também o «partido» Manuel Macedo, coordenador do mesmo Sindicato, e dois outros dirigentes sindicais: Adriano Teixeira de Sousa e Carlos Midões. Todos eles estavam em ruptura com o PCP há quase dois anos, mas só agora consumaram a demissão. Hoje, foi anunciada a demissão de Manuel Coelho, presidente da Câmara de Sines e militante comunista há 35 anos. Os motivos evocados são os mesmos: intromissão do «partido» nos assuntos da autarquia que dirige. E desabafou: «Concluo que este partido está impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna, que o tornam uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado». Manuel Coelho só agora teve coragem de dizer o que todos sabemos, mas é sempre bom ouvir da boca de quem lá esteve 35 anos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:50

|||A frase.

por Tomás Vasques, em 27.01.09

«há uma promiscuidade entre os maus investigadores e o mau jornalismo em Portugal»

 

Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 08:29

||| Esconder a cabeça debaixo da areia (2).

por Tomás Vasques, em 27.01.09

«Não houve nenhum crash da bolsa, não estamos em 1929 e nem sequer foi uma quinta-feira, mas o dia de ontem bem poderia ficar conhecido como a segunda-feira negra. Em menos de 12 horas, sete empresas anunciaram cerca de 72.500 despedimentos na Europa e nos Estados Unidos, agudizando o panorama de crise económica mundial

 

Ana Rita Faria, Público, 27.01.09.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:57

||| Insegurança.

por Tomás Vasques, em 26.01.09

Pedro Correia tem razão quando escreve que o Governo pensa que os tribunais são lugares inseguros, a propósito da decisão de retirar as caixas de Multibanco dos tribunais. Mas o problema não é o Governo pensar que os tribunais são inseguros. O problema é que os tribunais são mesmo inseguros. E a insegurança dos tribunais não se resolve com a retirada das caixas Multibanco.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:50

||| Orelhas moucas e palavras loucas.

por Tomás Vasques, em 26.01.09

Um relatório da OCDE elogia a política educativa deste governo para o 1º ciclo. Escreve, preto no branco, que deve ser um caso a estudar por outros países. Sobre isto, o pessoal do costume fez orelhas moucas. Mas, segundo a TSF, ouvido Mário Nogueira: «A Fenprof considera «prematuros» os elogios feitos por um estudo internacional à reforma do ensino escolar, afirmando que a educação estava tão mal, que qualquer medida tomada teria visibilidade». Pois…Pois….

(ADENDA: onde se lê, neste post: «um relatório da OCDE», conforme as primeiras notícias indicavam, deve ler-se: um estudo sobre política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008), realizado por peritos internacionais independentes encomendado pelo Governo», como se veio a demonstrar.)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:13




Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2006
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Links

SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES

CONSULTA

LEITURA RECOMENDADA.