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||| As coisas que nunca te disse.

por Tomás Vasques, em 27.01.09

 

«A ideologia do progresso chegou à conclusão de que, para haver transformação do homem, este não podia ter natureza humana».

 

Edgar Morin, Paradigma Perdido a natureza humana.

 

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publicado às 23:49

 

 

José Pacheco Pereira é uma das mais interessantes personagens da cinematografia política portuguesa. Deambulou, empenhado, pela mediocridade do aparelho partidário e defendeu com unhas e dentes a «imaculada» maioria absoluta cavaquista. Desde aí, está na oposição. Na oposição propriamente dita e, também, na oposição no partido que escolheu como seu. Atira-se ao presidente do seu partido (o anterior, naturalmente) com a mesma agressividade felina com que se atira aos opositores externos, ao Governo, a jornalistas e outros «infiéis». É um propagandista, no bom estilo marxista, quando usa a comunicação social e um exímio agitador leninista quando usa o blogue. E quando lhe desaparecem os opositores, ele inventa-os. Vê o mundo a preto a branco, cada vez mais. Mas é um bom historiador. Do comunismo, principalmente. Leio com agrado e concordância tudo o que escreve: sobre Cunhal e o PCP ou o maoísmo. Ainda no último domingo, no Público, escreveu um excelente texto sobre Stella Piteira Santos. Contudo, penso que é nesta sua faceta histórica, é nos seus estudos sobre o comunismo, que reside o mal dos seus pecados políticos. É aqui que ele alicerça a sua visão do mundo a preto e branco. Para ser mais rigoroso, Pacheco Pereira já tinha feito a primeira comunhão na adolescência, no maoísmo. E prosseguiu, quase inconscientemente, tomando repetidamente a hóstia, através da história do comunismo. No fundo, Pacheco Pereira é um comunista (na análise, na metodologia e na luta política) estilo vintage. Escolheu o PSD para travar os seus combates. Outros escolheram o PCP, e outros optaram pelo Bloco de Esquerda. Mas, em democracia, cada um escolhe o partido que lhe dá na gana.

 

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publicado às 22:22

||| Telhados de vidro.

por Tomás Vasques, em 27.01.09

 

 

Na semana passada, 4 dirigentes do Sindicato dos Professores do Norte demitiram-se do PCP. Entre eles, Júlia Vale, membro do secretariado nacional e do conselho nacional da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), acusou o «partido» de se imiscuir na vida do Sindicato. Como se isso fosse novidade. Sabemos que estas demissões do PCP são sempre dolorosas para quem sai e resultam de um processo mais ou menos longo de divergências «ideológicas» ou devido ao excesso de intromissão e de «centralismo» do «partido» na vida e na actividade profissional, sindical e pessoal dos seus militantes. O que hoje denunciam não novo, mas há um momento em que lhes «salta a tampa». Com Júlia Vale abandonou também o «partido» Manuel Macedo, coordenador do mesmo Sindicato, e dois outros dirigentes sindicais: Adriano Teixeira de Sousa e Carlos Midões. Todos eles estavam em ruptura com o PCP há quase dois anos, mas só agora consumaram a demissão. Hoje, foi anunciada a demissão de Manuel Coelho, presidente da Câmara de Sines e militante comunista há 35 anos. Os motivos evocados são os mesmos: intromissão do «partido» nos assuntos da autarquia que dirige. E desabafou: «Concluo que este partido está impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna, que o tornam uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado». Manuel Coelho só agora teve coragem de dizer o que todos sabemos, mas é sempre bom ouvir da boca de quem lá esteve 35 anos.

 

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publicado às 20:50

|||A frase.

por Tomás Vasques, em 27.01.09

«há uma promiscuidade entre os maus investigadores e o mau jornalismo em Portugal»

 

Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados.

 

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publicado às 08:29

||| Esconder a cabeça debaixo da areia (2).

por Tomás Vasques, em 27.01.09

«Não houve nenhum crash da bolsa, não estamos em 1929 e nem sequer foi uma quinta-feira, mas o dia de ontem bem poderia ficar conhecido como a segunda-feira negra. Em menos de 12 horas, sete empresas anunciaram cerca de 72.500 despedimentos na Europa e nos Estados Unidos, agudizando o panorama de crise económica mundial

 

Ana Rita Faria, Público, 27.01.09.

 

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publicado às 07:57



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