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||| Treinador de sofá.

por Tomás Vasques, em 11.01.09

 Consta por aí que Luís Filipe Vieira está plantado, desde o final do jogo do Benfica, à porta do DIAP, onde aguarda a abertura daquele organismo a fim de apresentar ao Ministério Público uma queixa-crime contra o árbitro Paulo Baptista. O dirigente benfiquista não aceita que se marquem golos com jogadores notoriamente em fora de jogo e se faça vista grossa a penáltis inquestionáveis. Face à temperatura baixa que se espera durante a madrugada, centenas de adeptos do clube da Luz, solidários, têm-se deslocado à Gomes Freire levando café, cigarros e agasalhos ao seu dirigente. O clube de Braga criticou a arbitragem mas, segundo dizem, dispensam essa «palhaçada» das queixas-crime. Quem não tem culpa nenhuma de tudo isto é o treinador Flores, o qual já declarou que está no Benfica por acidente. A sua ambição é treinar uma equipa de nível europeu.

 

 [ Adenda: O Trofense  retirou a liderança ao FC Porto. Francisco, o Campeonato promete…. ]

[Adenda 2 : o Correio da Manhã tem o desplante de escrever um texto intitulado Árbitro ajuda Benfica a vencer Sp. Braga. Provavelmente este título constituirá motivo para uma segunda queixa-crime de Luís Filipe Vieira que a esta hora se encontra à porta do DIAP, na Gomes Freire, em Lisboa. ]

  [Adenda 3 : Já recebi 2 e-mail a chamarem-me «filha da puta» e «lagarto de merda». Não é por acaso que o Benfica tem 11 milhões de adeptos.]

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publicado às 22:53

||| Pequenas hipocrisias.

por Tomás Vasques, em 11.01.09

O Presidente da República, através de um comunicado, desmentiu uma notícia do Expresso. No final do referido comunicado, acrescentou: «a agenda da classe política deve estar centrada no combate à crise que afecta o País e a atenção dos portugueses não deve ser desviada dos problemas que efectivamente os preocupam.» Em resposta, todos os partidos políticos com assento parlamentar – PS, PSD, PCP, CDS-PP e BE – apressaram-se em comunicar que estão «centrados» na crise e «preocupados» com o desemprego e com os portugueses e nem lhes passa pela cabeça pensar no «calendário eleitoral». Ora, se a política é a luta pelo poder e se a data das próximas eleições legislativas é um factor importante nessa luta (não coincidindo, eventualmente, os interesses do partido do governo com os interesses da oposição), não é verdade que o calendário eleitoral não esteja, também, no «centro» das suas atenções. As «preocupações» com a crise e com as suas consequências na vida dos portugueses, quer por parte do governo, quer por parte das oposições, não afasta as preocupações dos partidos com as datas das eleições. São dois planos diferentes. A «crise» não veio acabar com a luta política, antes pelo contrário. Não vale a pena meter a cabeça debaixo da areia. Só a hipocrisia política pode dar esta repentina «unanimidade».

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publicado às 18:57

||| Obscenidades.

por Tomás Vasques, em 11.01.09

Ana Cristina Leonardo prova que a directora da Direcção Regional de Educação do Norte escreve mal comàmerda.

 

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publicado às 15:57

||| O que não é mediático não existe?

por Tomás Vasques, em 11.01.09

José Leitão está atento a Shirin Ebadi, prémio Nobel da Paz em 2003, e à luta pelos direitos humanos no Irão.

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publicado às 15:41

||| Informação, contra-informação e vice-versa.

por Tomás Vasques, em 11.01.09

A Presidência da República está a instituir o hábito do «mentido» e «desmentido». Depois de «desmentir» o «mentido» de Mário Crespo, veio «desmentir» o «mentido» pelo Expresso de ontem, quanto às preferências presidenciais sobre datas de eleições. Contudo, como disse Mário Crespo: ««Uma coisa é certa: ou as notícias saem lá de dentro ou são inventadas pelos jornais.»

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publicado às 12:34

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 11.01.09

 

 

«José Sócrates tem razão. À manifestação de disponibilidade para um debate com o primeiro-ministro, expressa por Manuela Ferreira Leite, Sócrates mandou responder que não discute os planos do Governo da maneira que ela pretendia, mas só o faz no Parlamento. Por uma vez, não é possível acusar o primeiro-ministro de autoritarismo e de não querer debater com a oposição. Na verdade, é no Parlamento que estas coisas se discutem, é ali, ou deveria ser ali, que os esclarecimentos se fazem. À vista de todos, sob observação da imprensa, sem recados nem notícias dirigidas e com ampliação pela televisão e pela rádio. Com a possibilidade de conceder livre acesso à sociedade e aos grupos de interesses.


A situação de Manuela Ferreira Leite, que não é deputada, é ou deveria ser considerada anormal. Em certo sentido deveria mesmo ser evitada. Mal ela foi eleita presidente do partido, logo se percebeu que acabaria por tropeçar neste problema. O fenómeno não é novo e traduz a pouca importância que se dá em Portugal ao Parlamento. (…)


Tudo, no nosso sistema político, parece feito para diminuir o Parlamento. Até a eleição directa dos chefes, consagrada agora pela maioria dos partidos parlamentares, é, além de uma concessão despudorada ao populismo, uma facada na Parlamento. Sem falar, evidentemente, nos hábitos adquiridos de dar o primado à televisão para os debates, os anúncios de medidas e as tomadas de posição. Discuta-se no Parlamento. Dê-se liberdade aos deputados. E, se assim se fizer, talvez um dia o Parlamento tenha vida

 

Razões, António Barreto, Público, 11.01.09 (Sublinhados meus).

 

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publicado às 08:36



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