Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



||| Bloco-notas.

por Tomás Vasques, em 04.12.08

Há quem tenha uma freudiana necessidade de ser desrespeitado. Para satisfação dessa necessidade passa o tempo a desrespeitar os outros. Formular de forma mais simples: quem desrespeita os outros é porque necessita de ser desrespeitado. Procurar simplificar ainda mais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:16

||| A superioridade moral da democracia (3).

por Tomás Vasques, em 04.12.08

Encafuaram-se por uns tempos, na ressaca da implosão do muro, a choramingar a queda do império – do seu império. Passado o luto, pensam que pastorear os professores é suficiente para reerguer o império no estertor do capitalismo. Subiu-lhes a arrogância, tal com há trinta e tal anos, e babam-se de raiva só de saber que existe mais do que uma opinião. Educados numa organização de tipo militar, agindo em nome de quem não lhes dá representação, onde acham natural não lhes ser conferido o direito de opinião, aliviam a opressão de que são vitimas ofendendo e difamando quem não aceita ser reprimido por ter opinião e a expressar livremente. Os exemplos multiplicam:

 

Os dedicados (e pouco delicados) militantes/simpatizantes comunistas decidiram, como disse Charlie, ler os seus males na minha opinião e aplicaram a frase clássica: "Quando a mensagem não agrada, mata-se o mensageiro".

Não vou responder a quem me manda “catar”, ou a quem me chama “ensonado jornalista”, a quem se sente “profundamente enojado” com o que digo, a quem fala de “paleio roto”, a quem gostaria de me “dizer pessoalmente onde é que deveria pôr a pimenta... - talvez no sítio onde se põe pó de talco nos bebés”, a quem me considera “desacreditado” e acha que “minto muito” e sou um “nojo”. Uma das razões porque a caixa dos comentários é aberta, não moderada, e até acolhe cobardes anónimos - no blog que leva em cima o meu nome, sublinhe-se -, é justamente porque eu respeito a opinião alheia, qualquer que ela seja. Não me tenho dado mal com a opção. Na verdade, num ano, contam-se pelos dedos de uma mão os insultos e as difamações de que fui alvo. Nessa medida, é muito curioso, e dá que pensar, que seja no dia em que me refiro ao Partido Comunista que chegam em catadupa as ofensas gratuitas.

 

Pedro Rolo Duarte.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:14

|||A ler.

por Tomás Vasques, em 04.12.08

·         da vez em que estava a gamar matrículas, Ana Cristina Leonardo.

 

 

·         os 3 do simca airado, Mário Rui Batista Fernandes.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:09

|||A festa da democracia.

por Tomás Vasques, em 04.12.08

 

O que Odete Santos fez na SIC Notícias, ainda com o balanço da faena dada aos delegados comunas dias antes, foi expressar o quadro mental de grande parte dos professores, activistas e demais simpatizantes deste puro salazarismo. Os cartazes, frases e gestos ofensivos para a pessoa de Maria de Lurdes Rodrigues espelham a condição a-política de quem se reduz a uma subjectividade que constrói um delírio de perseguição. A violência que salta desta juliana de pessoas de todas as idades e currículos partidários, ou cívicos, é uma esplendorosa celebração da democracia. Porque se a democracia não resistisse aos que ainda não a compreendem, ela nunca teria nascido e chegado até nós.

Valupi, Aspirina B

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:51

||| A luta contínua…

por Tomás Vasques, em 04.12.08

Ei-los de novo. Em frente, marche, pois marcha que se farta Mário Nogueira, a mão cheia de nada e a outra de coisa alguma. Repete-se, não se enxerga  e vai de mal a pior aos olhos de quem desconfia deste perigoso unanimismo. Os sinais estão todos à vista: Nogueira não quer isto, não quer aquilo, não quer este modelo, não se sabe que modelo quer, torce o nariz a tudo o que lhe põem no prato como adolescente enfastiado, a esticar a corda. Não, não se pode respeitar este indivíduo, ar de faia, um pintas todo pintas e esta é, talvez, a única característica digna de registo, a graça que ele tem. Porque quanto ao que sobra, estamos conversados: é o vazio. Convenhamos que a luta dos professores não é outra coisa que resistência natural, desastrosa resistência feita de nada, uma lástima. Basta-me passar os olhos pelo blog do professor Guinote para perceber o que anda no ar. Apoucado, o simbólico professor Guinote escreve que se desunha, posta que posta e torna a postar, passa a vida naquilo, às voltas com a não existência, panfletos, a tomada da Bastilha em forma de histórias de vida, lamentosas, chorosas, «prenhes» de amor pelo ensino, pelos alunos, novelas que mostram o que interessa mostrar.
Na 5 de Outubro, a inépcia política começou no dia em que se imaginou ser possível entregar aos professores, entre pares, um regime de avaliação de desempenho, observado como deve ser observado, avaliado, tal e qual e qual é o problema? É isto e mais aquilo, os titulares, os pares e a palavrinha mágica: colega. Todos colegas, todos iguais a subir na carreira sem mais nem menos, sem distinção ou «castas» como ouvi a uma professora que aqueles professores aplaudiram. A isto se resume a «luta», a resistência, o ovo da pobre serpente. Fui clara?
Tudo deveria ter sido oferecido com outro papel de embrulho menos austero e em certa medida, passe o trocadilho, menos embrulhado. Mais tempo, mais tento, menos pressa. Que pena! Por mim, estes professores «humilhados» mereciam, mereciam? Estão a pedir um
Ofsted
 que lhes endireite a coluna, que os faça perceber que se deve ter cuidado com o que se deseja, que os obrigue a sair dessa cozinha provinciana onde toda a estupidez se concentra e coze em fogo lento.

 

E agora volto a mim de onde saio quando me apetece para voltar quando preciso, no tempo que preciso.

 

In fwoldblog

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:47

|||Citações.

por Tomás Vasques, em 04.12.08

«Saudar o início da era Obama é ir esperar Elvis Presley quando este descer de uma nave espacial em Graceland. Yes, he can? Depois desta, não me venham falar de expectativas exageradas

 

Ficheiros secretos, Miguel Gaspar, Público, 4.12.08

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:08

|||A superioridade moral da democracia (2).

por Tomás Vasques, em 04.12.08

 

 

Alguns leitores anónimos – militantes do PCP - indignaram-se, através de e-mail que me endereçaram, com estas poucas linhas que aqui escrevi sobre a superioridade moral da democracia. Para além de uma ou outra ofensa desqualificada própria de quem se esconde debaixo da manta do anonimato, os argumentos são, fundamentalmente, dois. Primeiro, o autor destas linhas é um «anti-comunista primário», pessoa ignorante e de má-fé, a quem não se deve dar a menor importância. Mas, não vá o diabo tecê-las, o melhor é responder-lhe (sempre que lhes tocam no fundo, na sua natureza totalitária, eles não se contêm) . Segundo, a personagem – escrevem – é tão ignorante e iletrado que nem sabe ler as teses do PCP, sobretudo onde se diz que a «democracia política, embora intimamente articulada com a democracia económica, social e cultural, possui um valor intrínseco pelo que é necessário salvaguardá-la e assegurá-la como elemento integrante e inalienável da sociedade portuguesa

Ora, não passará pelas «cabecinhas pensadoras» dos meus interlocutores que a «democracia política» defendida nas teses do PCP só pode ser interpretada à luz do projecto de sociedade que as próprias teses defendem (para além da revolução de Outubro, a qual se esfumou estrondosamente), a saber:

 

«Importante realidade do quadro internacional, nomeadamente pelo seu papel de resistência à «nova ordem» imperialista, são os países que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista – Cuba, China, Vietname, Laos e R.D.P. da Coreia."(1.3.14)

 

Não consta que nos regimes mencionados se realizem congressos de partidos da oposição. A «democracia política» nas teses do PCP tem o rabo de fora. Repito, os congressos partidários, incluindo o do PCP, como sinal vital de liberdade e democracia, são o símbolo da superioridade moral dos regimes democráticos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:35



Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2006
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Links

SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES

CONSULTA

LEITURA RECOMENDADA.