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||| Rescaldo. Memória.

por Tomás Vasques, em 06.11.08

 

 

O Partido Democrata dos Estados Unidos da América apresentou, neste ano de 2008, para que o seu eleitorado escolhesse como candidato à presidência, uma mulher e um negro. Foi uma humilhação à Europa culta e democrática. Para não falar na «libertação da mulher», adorno com que o «socialismo real» moscovita nos «brindou», qual alfinete de dama, apenas para enfeitar, mas cujos resultados – os únicos que contam – produziram apenas a gerontocracia andropoviana.  

 

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publicado às 22:57

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 06.11.08

 

Gineceu (Papiro Editora), de Cristina Nobre Soares, a partir de segunda-feira nas livrarias.

 

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publicado às 22:06

||| Manifestações. Alhos e bugalhos.

por Tomás Vasques, em 06.11.08

Vítor Dias pensa que me impressiona com manifestações de 100 000 professores, como se eu não conhecesse as manifestações de um milhão de pessoas convocadas, em Madrid, pelo PP do senhor Rajoy. A razão – e, sobretudo, quando se trata de uma luta corporativa – não se mede em número de manifestantes. Foi pena o 7 de Novembro não ter calhado a um sábado. Os professores teriam comemorado o 91º aniversário da revolução de Outubro…

Ou como escreve o meu amigo Lauro António:

 

«Eu sei que não é politicamente correcto concordar com esta conclusão, por demais óbvia, mas custa-me ver uma classe que tem dentro de si tanto e tão bom material humano, ser amesquinhada diariamente mercê de uma política sindical de todo em todo mal conduzida.

Os professores – classe a que desde sempre me orgulhei de pertencer! - eram uma das classes mais prestigiadas em Portugal, antes desta inglória polémica, onde ninguém tem a razão absoluta pelo seu lado, mas onde a actividade oratória do sindicalista Nogueira coloca a maioria do lado oposto aos professores. O Ministério da Educação não poderia ter melhor aliado. É que já se sabe sempre, com dias de antecedência, o que a "cassete" vem dizer. O desprestígio da política é total em casos como este.»

 

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publicado às 21:40

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 06.11.08

«A América que deixou Billie Holiday morrer à porta de um hospital porque não era branca, foi aquela em que os negros se libertaram através da música e nesse processo mudaram toda a música do século XX. "Música de pretos" na origem, o jazz ou o blues foram desde sempre músicas abertas aos outros, aos brancos. Músicas de sábios negros, também, e eu sempre vi Nelson Mandela de uma certa maneira por um dia ter entrevistado o baterista Max Roach numa escadaria da Gulbenkian. O conhecimento tem um ritmo.


Fala-se pouco de jazz quando se fala de Barack Obama e pode parecer tolo pensá-lo. Mas é esta raiz musical que está por detrás daquela retórica que virou a América do avesso, que transformou os que assistiam ao discurso de vitória de Obama num coro de gospel repetindo "yes, we can". A América ontem foi digna dessa enorme herança de liberdade que não tem muito a ver com raça

 

Miguel Gaspar, Público, 06.11.08.

 

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publicado às 08:17

||| Ficção.

por Tomás Vasques, em 06.11.08

 

António Lobo Antunes não é um escritor muito «querido» entre os mentideros. Desaprovam-lhe a petulância. Nem é um escritor muito lido - dizem. Eu gosto de Lobo Antunes. Da pessoa. Da arrogância e da vaidade. E da obra. Há dias, num debate em Oeiras, Lobo Antunes disse que o último livro de José Rodrigues dos Santos, A Vida Num Sopro, «é uma grande merda». Eu não sei se é ou não porque de José Rodrigues dos Santos só li uma entrevista recente. E essa entrevista ainda mais alicerçou a minha abstinência. Mas isto nada tinha a ver como José Rodrigues dos Santos. Era apenas para dizer que gosto de António Lobo Antunes.

 

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publicado às 01:49

||| Obama. Costumes. Mudanças.

por Tomás Vasques, em 05.11.08

 

 

Barack Obama é presidente dos Estados Unidos da América. Este facto é, só por si, uma mudança. Mudança da «percepção» que os americanos tem de si, enquanto povo. A dimensão da participação eleitoral e a dimensão da vitória reforçam esta mudança. A mudança exteriorizou-se com Obama. Resta saber se está para além de Obama.

 

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publicado às 08:24

||| Petições. Afinal havia outra…

por Tomás Vasques, em 04.11.08

 

 

Circula por aí uma outra petição, esta Em defesa de Lisboa, na qual se lê:

 

«O Porto de Lisboa e as actividades que dele dependem empregam cerca de 140.000 pessoas e representam cerca de 5% do PIB regional e 2% do PIB Nacional. Trata-se, por isso, de uma estrutura económica de importância vital para Lisboa e para o bem-estar dos seus cidadãos, sendo também uma peça estratégica do sector portuário nacional sem a qual seriam alguns portos estrangeiros os grandes beneficiados. (…)

Não podemos ser meros espectadores dessa irresponsabilidade, nem pactuar com a desinformação que existe em torno do tema. (…)

Não vamos permitir que uma das infra-estruturas mais importantes para o desenvolvimento e sustentabilidade da cidade e do país sucumba ao populismo irresponsável. Vamos lá assinar a petição, pela defesa do Porto de Lisboa e da cidade, do emprego e do ambiente, contra a demagogia!»

 

Já recolheu cerca de 3 000 assinaturas e o primeiro subscritor é João Carlos Quaresma Dias, professor do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL).

 

(Foto daqui)

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publicado às 08:17

||| A frase.

por Tomás Vasques, em 02.11.08

As obras públicas ao «desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido».

 

Manuela Ferreira Leite, presidente do PSD, entrevista à TSF.

 

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publicado às 21:48

||| Professores.

por Tomás Vasques, em 01.11.08

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 01.11.08

 

Transa Atlântica (Quetzal), de Mónica Marques, em Novembro nas livrarias.

 

«O livro é sobre o amor a uma cidade e uma ficção sobre mulheres de quarenta anos mais ou menos enlouquecidas. É sobre uma mulher que gosta muito do Philip Roth e do Miguel Esteves Cardoso e adora as novelas do Gilberto Braga e caminhar ao lado do Chico Buarque, no calçadão do Leblon. Uma mulher que não troca o Rio de Janeiro e o amor difícil de todos os dias por uma paixão brutal. Mas que fica a pensar nisso. Uma mulher muito parva e muito analisada também. Tanto que chega a dar a volta. Tem muito Freud, tem búzios, tem sexo, tem a dificuldade de escrever sobre isso e ficar sozinha. E voltar a escrever. Até descobrir que não há nada de novo para dizer. Só sentar à frente do computador e deixar o sangue correr. Na America chamam-lhe fist-writing . Mas os americanos inventam muito

 

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publicado às 09:59

||| Porto de Lisboa. Nostalgia. Obreirismo.

por Tomás Vasques, em 01.11.08

 

 (Foto de LM Correia, Rocha Conde de Óbidos ).

 

 

Eu leio-os, como quem lê epitáfios. E em cada leitura, cada vez mais, «há, nos olhos meus, ironias e cansaços». Eles «não sabem, nem sonham» como há 40 anos, ali, na Rocha de Conde Óbidos, o cais fervilhava de gente de trabalho e a actividade portuária e a reparação naval eram as únicas actividades por aquelas bandas. Um quiosque madrugador servia o «pequeno-almoço» aos operários do estaleiro naval e aos estivadores e marinheiros, entre as 7 e as 8, ainda «eles» dormiam a sono solto. E os barcos aportavam uns atrás dos outros. E os guindastes se perfilavam atarefados nas cargas e descargas. E os sacos eram alombados por homens de trabalho. O porto – o Porto de Lisboa – como diziam as placas em letras negras em fundo branco, era (e é, ainda) o modo de vida de milhares de pessoas. Era um tempo em que eu, com 18 anos, de fato-macaco, palmilhava a zona, à hora de almoço, à procura da refeição mais barata. E por lá nunca encontrei as outras «pessoas», aquelas que , hoje, não querem que os contentores lhes ofusquem as vistas . E, muitos deles, têm a minha idade. Os cais, os guindastes, as gaivotas, as tascas, o rio e o cheiro a maresia eram só «nossos». Naquele tempo, aquelas «pessoas», que hoje querem contemplar as vistas, não se queriam misturar com operários a cheirar a nafta e estivadores a cheirar a suor. Mas, hoje, Lisboa já é das «pessoas», como é de bom tom e democraticamente aceite. É de quem contempla as vistas, de quem almoça em restaurantes caros, de quem escreve nos jornais. Não é de quem trabalha no porto; de quem tem de levar o salário para casa para sustentar a família, mas de quem quer contemplar as vistas. Para ser rigoroso, no entendimento dessas «pessoas», o porto de Lisboa deve ser de quem tem casa no Alentejo, escreve nos jornais, bota palavra nas televisões e, para descontrair de tanta azáfama, quer vistas largas sobre o rio. Isso de operários, contentores, trabalho, produção, e outras merdas desse tipo só lhe atrapalha a vida e cheira mal. Sobretudo a suor, o que «eles» detestam. Eles, com o dinheiro que ganham por andar nestas andanças da «opinião», gostam mais de passarinhos!

 

 

PS: Penso ter respondido, com este texto, a todos os e-mail recebidos e a outras referências blosgosféricas sobre o meu post sobre o porto de Lisboa.

 

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