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|||Um post desnecessário.

por Tomás Vasques, em 11.09.08

Fiz a minha ronda habitual pela bloga. Constatei que já foi escrito, sobre o 11 de Setembro, tudo o que era importante escrever. Quer em Nova Iorque, quer em Santiago do Chile. Não há nada a acrescentar a não ser assinalar a data.

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publicado às 20:10

||| Rapsódia.

por Tomás Vasques, em 11.09.08

Foi anunciado o fim do mundo porque um Grande Acelerador de Hadrões fez hoje uma experiência inédita, o que me deixou numa grande ralação. O fim do mundo não se anuncia por dá cá aquela palha. Enquanto isso se passava, Helena Roseta comprometia-se com António Costa para a salvação de Lisboa. Esperemos que tal acordo resulte, sem acusações de traição, antes que o mundo acabe. Ou seja, sou crente, mas não sou parvo. Pelo menos é o que diz o meu electrocardiograma em esforço. E por falar em hipertensão, um tresloucado entrou na esquadra da polícia de Portimão de pistola em punho e premiu o gatilho três vezes sobre um queixoso. O juiz que apreciou a «problemática» dispensou o atirador de prisão preventiva, como se apenas estivesse em causa uma violação da Lei do Tabaco. Ao que parece isto da prisão preventiva tem muito que lhe diga. E, por hoje, por aqui me fico, porque já referi a frase de Durão Barroso. Como insiste o meu amigo João Gonçalves, talvez seja o «regime» que se fina.

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publicado às 00:01

||| A frase.

por Tomás Vasques, em 10.09.08

«Sem Angela Merkel, não haverá acordo sobre o tratado. Cara Angela, receio que tenhamos ainda de recorrer aos teus bons ofícios para que este tratado se torne finalmente realidade»

 

Durão Barroso (Presidente do PSD há 4 anos – 4 repito - sucedido no cargo por Santana Lopes, Marques Mendes, Filipe  Meneses e Manuela  Ferreira Leite)

 

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publicado às 23:06

||| Treinador de sofá.

por Tomás Vasques, em 10.09.08

 

Grande jogo da selecção nacional de futebol contra a Dinamarca. Grande vitória de Scolari. O mesmo de sempre: a luta de classes, onde a Dinamarca, como lhe competia, fez o papel da «classe operária».

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publicado às 22:45

||| A frase.

por Tomás Vasques, em 09.09.08

«Poucas eleições africanas terão sido disputadas com tanta liberdade, pluralismo e transparência como estas».

 

Vital Moreira, A vitória de Angola, Público, 09.09.08.

 

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publicado às 07:32

||| Más notícias para os neo-liberais.

por Tomás Vasques, em 09.09.08

A Administração republicana, de Bush, nacionalizou – sim, nacionalizou – os dois grandes bancos norte-americanos especializados em crédito à habitação, antes que fossem nas águas da chuva. Uma operação que custou aos cofres do Estado – aos contribuintes, digo eu – cerca de 170 000 milhões de euros (cento e setenta mil milhões de euros). A partir daqui, a tradição deixou de ser o que era.

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publicado às 07:25

||| No fio da navalha.

por Tomás Vasques, em 09.09.08

O PS mantém a Lei do Divórcio vetada pelo Presidente da República. Esta era a única posição que o partido do governo podia tomar. Qualquer outra posição assemelhava-se aos tempos em que Guterres oscilava nos limites mínimos de alcoolémia conforme as manifestações dos produtores de vinho. E os resultados dessas vacilações são conhecidos. Cavaco Silva, com o seu veto, já satisfez o seu eleitorado natural. Agora, vai provar o fel com a sua assinatura. A «cooperação estratégica» foi um período táctico, no qual Cavaco Silva, em primeiro lugar, quis moldar a sua imagem, enquanto «presidente de todos os portugueses»; em segundo lugar, aproveitou para se demarcar do PSD de Marques Mendes e de Filipe Meneses. Ficamos à espera da desforra, sabendo que tudo será medido em função da reeleição presidencial. Cavaco Silva não quer ficar na história como o primeiro Presidente-candidato derrotado.

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publicado às 00:13

|||Lisboa vista à distância.

por Tomás Vasques, em 08.09.08

 

 

Flamingos no Tejo. (Foto de O Jumento).

 

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publicado às 23:15

|||Citações.

por Tomás Vasques, em 08.09.08

 

«Os "criminólogos" de serviço poderiam também ter mencionado que ninguém sabe se a mudança das leis penais, no número de efectivos policiais, nas taxas de encarceração ou noutra qualquer medida de política criminal produziu este ou aquele efeito na criminalidade em Portugal. Ninguém sabe porque não existe - que eu conheça - qualquer estudo sobre a matéria no nosso país que, com um mínimo de sofisticação metodológica, tenha apurado o efeito desses factores na criminalidade participada ou na vitimação. Fazê-lo é um pouco mais complicado do que olhar para um gráfico e comparar o que aconteceu antes e depois de qualquer coisa. Por um lado, porque a criminalidade é afectada por muitos factores - a situação económica e as desigualdades nos rendimentos, em especial - que não são constantes ao longo do tempo, sendo que as mudanças detectadas podem dever-se a eles e não a outras alegadas causas. Segundo, porque as medidas de política criminal são elas próprias reacções a mudanças na criminalidade, o que dificulta sobremaneira o apuramento dos reais efeitos dessas medidas. Mas juristas, políticos, polícias e "criminólogos" defenderam e atacaram, nas últimas semanas, as mais variadas medidas do passado como se tivessem em seu poder informação rigorosa sobre quais foram as suas consequências. Não têm.

 

«Como em muitos outros domínios, a discussão sobre a política criminal em Portugal encontra-se numa era pré-moderna e pré-científica, carente de dados e análises objectivas sobre o impacto das políticas públicas. A realização de um Inquérito Nacional à Vitimação patrocinado pelo MAI, cujos resultados deverão ser conhecidos em Janeiro, é um primeiríssimo passo na direcção certa. Mas à luz de exemplos recentes, é impossível não ficar algo preocupado. Em Março passado, o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) promoveu um inquérito de opinião que mostrava que mais de metade dos portugueses confia nas forças de segurança e que mais de 70 por cento se sentiam seguros. Contudo, em reacção aos resultados, o presidente do OSCOT, Garcia Leandro, acha que "somos um povo demasiado optimista". E acha também "que a criminalidade organizada vai aumentar" e que os factos recentes lhe têm dado "alguma razão, mesmo que isto ainda não tenha um significado directo nas estatísticas". Ora bolas. Malditas estatísticas. »

 

Pedro Magalhães, Público, 08.09.08.

 

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publicado às 08:28

||| A frase.

por Tomás Vasques, em 08.09.08

«Se não gostam de ouvir o que Manuela Ferreira Leite tem para dizer, por que razão lhe pedem para falar mais vezes?»

 

Rodrigo Moita de Deus (31 da Armada).

 

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publicado às 01:59

||| Literatura chinesa.

por Tomás Vasques, em 08.09.08

 

Diane Wei Liang (Pequim, 1966) nasceu no ano em que se iniciou a Revolução Cultural. Com vinte e poucos anos envolveu-se em protestos «pouco recomendáveis». Após os massacres da Praça Tiananmen saiu da China. Sobre esse período escreveu um romance autobiográfico: O lago sem nome (Bizâncio). A mesma editora publicou este Verão O olho de Jade – um policial que, na passagem, estabelece a ligação entre os Guardas Vermelhos dos anos sessenta do século passado e a agitada vida de Pequim, hoje, desde a vertigem dos casinos à vida empresarial. «Éramos como carneiros conduzidos de um lado para o outro» (pág. 208) é a resposta à pergunta: Vocês nunca se questionaram sobre a Revolução Cultural?

 

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publicado às 01:42

|||Lisboa vista à distância.

por Tomás Vasques, em 08.09.08

 

Lisboa, Mouraria. Largo das Olarias. (Lisboa SOS)

 

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publicado às 00:47

|||Censuras.

por Tomás Vasques, em 07.09.08

A propósito deste meu post, onde me insurgi ao saber, pelo João Gonçalves, que a Biblioteca Municipal de Faro bloqueia o acesso a determinados blogues, Adriana Freire Nogueira teve a atenção de esclarecer que, nos sítios públicos, está instalado um filtro que barra o acesso mal detecta conteúdos «associados a pornografia»: ao encontrar algumas palavras consideradas obscenas, bloqueia. Isto chega ao caricato: sei de um caso de um colega de Latim que, ao colocar no blogue que criara para a sua disciplina um texto em que entrava o verbo latino puto, putas, putare, putaui, putatum (que significa «julgar, considerar»), foi bloqueado. O mal não está, como presumi, na Directora da Biblioteca António Ramos Rosa. Está no excesso de zelo de uma Administração despersonalizada que, por preguiça, deixa andar e pouco faz para separar o trigo do joio. Mais filtro, menos filtro, ninguém se incomoda. Mas não é verdade: há quem se incomode.

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publicado às 22:35

|||Rentrée política.

por Tomás Vasques, em 07.09.08

Terminou hoje a Festa do Avante. No comício de encerramento, Jerónimo de Sousa, disse o que lhe compete dizer: atacou as «políticas de direita» do governo, mas – escrevem os jornais – centrou parte da sua intervenção no aumento da criminalidade violenta, à qual o governo deu uma resposta «fraca». Aliás, Jerónimo de Sousa parece ter moldado esta parte do discurso pelo que, à hora do almoço, ouviu a Manuela Ferreira Leite, no encerramento da Universidade de Verão. A dirigente social-democrata também centrou o seu discurso na «insegurança»: não se sente que os criminosos sejam perseguidos e punidos, disse. O líder comunista copiou a frase ao dizer que se gerou um sentimento de que os criminosos ficam impunes e que o Estado está vulnerável ao crime. Ambos cederam ao efeito fácil: «isto» da segurança deve «render», falemos então no assunto. Para a rentrée se completar falta ainda ouvir as sábias palavras de Francisco Louça. De Paulo Portas já não se espera nada de relevante. No fundo, os discursos de Jerónimo de Sousa e de Manuela Ferreira Leite foram uma prenda de aniversário a José Sócrates.

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publicado às 21:27

|||Eleições. Angola.

por Tomás Vasques, em 07.09.08

Sobre as eleições em Angola, pelo que tenho lido, há três leituras: a primeira, diz que se trata de uma farsa montada pelo partido no poder para enganar incautos, comparando-as com as eleições marcelistas; ao contrário, a segunda, diz que se trata de um acto eleitoral legal e democrático, que em nada fica a dever aos processos eleitorais realizados em qualquer país europeu; entalada entre estas duas leituras, a terceira, diz que se trata de um processo eleitoral imperfeito, em que o partido no poder domina todos os canais de «mediação» com os eleitores e distribui emprego e benesses, mas é um passo no caminho da democracia. Apesar de cada uma destas leituras poder estar directamente relacionada com «exportações» e «importações», há quem, se tivesse vergonha na cara, nunca mais deveria escrever uma linha que fosse sobre Alberto João Jardim e a Madeira.

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publicado às 17:44




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