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Pedro Sales (Zero de Conduta) tem dedicado algum tempo a escrever, acertadamente, com factos e evidências, sobre os «os campeões de sofá» dos Jogos Olímpicos de Pequim. Transcrevo um parágrafo:
«Não sei como é que os campeões de sofá ainda não repararam, mas o turismo olímpico não começou
Ainda a propósito de russos e georgianos, em particular, e do Cáucaso, em geral, talvez seja bom reler Tolstoi (Khadji-Murat, Cavalo de Ferro Editores, 2005), a sua última obra ficcional, escrita em 1904: uma critica mordaz às manipulações czaristas na região (ou, esta, terá sido, apenas, «uma imagem pré-formatada para oferecer às criancinhas?»).
PS: quem estiver sinceramente interessado em «trocar umas ideias obre o assunto» não precisa de usar as «caixas de comentários» dos blogues. Estas são, maioritariamente, destinadas ao gozo da irresponsabilidade anónima, a narcisistas encartados e a funcionários partidários que são remunerados, na maior parte dos casos, para enviar «cartas à redacção», participar nos «fóruns» radiofónicos, nas micro-manifestações e nos blogues. Confundir esta actividade profissional com liberdade ou democracia é o mesmo que chamar estrada da Beira à beira da estrada.
«Muito se disse e se escreveu sobre o que se convencionou chamar a "nova" criminalidade. O PSD pediu a demissão do ministro Rui Pereira e o CDS acusou o governo de ter "desertado". Há de facto um aumento do uso de armas de fogo em assaltos, carjacking, guerras de gangues e até, segundo parece, prosaicamente na rua. Mas talvez seja bom ver as coisas de mais perto. Na semana de
Quanto ao resto dos crimes, não passaram de crimes de amadores e renderam, ainda segundo o Expresso, no total, 1650 euros, dos quais 500 foram logo recuperados. Em Vagos, três jovens roubaram o supermercado da aldeia. Em Setúbal, um bando matou a tiro o dono de uma ourivesaria e fugiu sem nada. E da Beira ao Algarve, outros bandos levaram umas centenas de euros de postos de gasolina. É difícil ver a "modernidade" destas tristes façanhas. Já no século XIX as quadrilhas que infestavam o país tinham espingardas (não como as de hoje, claro está) e pilhavam cavalos (a forma contemporânea do carjacking). Antes do comboio, ninguém viajava sem uma escolta, principalmente no Alentejo e no interior. (…)
A criminalidade é um efeito da crise; e não é "nova", é uma velha, muito velha, tradição nacional.»
A "nova" criminalidade, Vasco Pulido Valente, Público, 24.08.2008.
A história política do século XX conheceu momentos grandiloquentes e únicos, onde se travaram combates ideológicos e políticos no terreno, minuto a minuto, como nos dias da revolução francesa. Destaco, entre todos, a revolução de 1917 na Rússia (sem esquecer o ensaio geral em 1905); 1968 na Checoslováquia; e 1974,
PS: Esta lenga-lenga (escrita há 8 anos como nota de leitura a um livro sobre a revolção russa) assemelha-se a conversa de arqueólogo, mas não é por acaso que, ainda hoje, mal descobrimos umas pedras romanas as preservamos como património histórico. O património ideológico e político também deve ser preservado para que o futuro não nos reserve surpresas.
«Foram presos, libertados e novamente presos. Os brasileiros que assaltaram à mão armada a bomba de gasolina Alves Bandeira, na Pampilhosa, Mealhada, pouco tempo estiveram
Comentário de O Jumento:
Começo a recear que alguns magistrados estão a ser permissivos, talvez para tentar culpar a lei e dessa forma atingir o governo, em defesa dos seus interesses corporativos.
É curioso ver qual o livro mais vendido, na segunda semana de Agosto, em 3 livrarias: quem comprou na Bertrand preferiu Istambul, de Orhan Pamuk; na Centésima Página, de Braga, O Apocalipse dos Trabalhadores, de Valter Hugo Mãe encabeçou as vendas; na FNAC, o primeiro do Top 10 foi para Português Suave, de Margarida Rebelo Pinto.
«Tiene 28 años y trabaja en la piscina de un hotel, porque su padrastro le compró un empleo en el turismo. Su dominio del inglés es fatal, pero con los dos mil pesos convertibles que le pagó al administrador, no fue necesario hacer la prueba de idiomas. Más de la mitad de las botellas de ron y coca cola que vende en el snackbar, la ha comprado él mismo a precio de mercado minorista. Los colegas le enseñaron a priorizar la venta de su “mercancía” por encima de la que el Estado destina a los turistas. Gracias a ese truco, se embolsa en cada turno de trabajo lo que ganaría un neurocirujano en un mes.
Su ritmo de gastos se apoya en las ganancias ilegales, así que trata de cumplir y no desentonar en el plano de la “incondicionalidad ideológica”. Es uno de los primeros que llega cuando convocan a una marcha o al desfile del primero de mayo. Entre sus ropas guarda, para cuando haga falta, un pulóver alusivo a los cinco héroes, otro con el rostro de Che Guevara y uno, intensamente rojo, que dice “Batalla de Ideas”. Si su jefe intenta sorprenderlo en el desvío de recursos, se cuelga una de esas camisetas y la presión baja.
Con sus pocos años, ya ha comprendido que no importa cuántas veces pasas la línea de la ilegalidad, siempre que te mantengas aplaudiendo. Unas consignas gritadas en un acto político, o aquella vez que le salió al paso a un “grupúsculo” contrarrevolucionario, lo han ayudado a conservar tan lucrativo empleo. Sus manos, que hoy roban, engañan a los clientes y desvían mercancías estatales, firmaron –hace casi seis años- una enmienda constitucional para que el sistema fuera “irreversible”. Para él, si lo dejan seguir llenándose los bolsillos, el socialismo bien podría ser eterno.»
La corrupción de la sobrevivencia, Yoani Sánchez (Generación Y)
«Pssst, não façam muito barulho...», de Pedro Sales (Zero de Conduta).
Nos comentários cruzados a este post, do Rui Bebiano, alguém classifica as referências blogosféricas à invasão soviética da Checoslováquia, em 1968, de «revivalismo do que está morto e faz parte de um cadáver de que já nem ossos há». É exactamente a frase que me faltou para classificar a Festa do Avante, onde se comemorou, com elevado empenho, os 90 anos da Revolução de Outubro de 1917.
Usar um acidente de aviação, num momento em que ainda se procura identificar as vítimas, para fundamentar a opção por um novo aeroporto, é uma insensibilidade de todo o tamanho. O mau gosto torna-se tanto mais incompreensível quanto o argumento bastas vezes usado foi a ruptura da Portela.
As três vidas, último romance de João Tordo (QuidNovi), estará nas livrarias em Setembro.
«O álbum mais triste do mundo», Rui Bebiano (A Terceira Noite).
Colocaram-me a seguinte questão:
«fico à espera que Tomás Vasques leia ou releia as edificantes páginas que Rui Mateus, no silenciado, esgotado e nunca reeditado livro CONTOS PROÍBIDOS – MEMÓRIAS DE UM PS DESCONHECIDO (edição da Dom Quixote), dedicou às relações do PS com a Roménia de Ceascescu, com o Iraque de Saddam Hussein e com a Coreia do Norte de Kim-Il-Sung e nos venha contar como é que ele faz para não carregar com essa «história» do seu partido.»
Eu conto:
É simples: demarco-me de posições, mesmo do PS, quando não estou de acordo.
Exemplo:
Escrevi, aqui, sobre o «despropositado convite ao Partido Comunista Chinês para se fazer representar no próximo Congresso do PS. As relações do Estado português com o Estado da República Popular da China são normais e desejáveis, mas relações partidárias? Na minha actividade profissional relaciono-me com quem tenho de relacionar-me, mas para jantar em minha casa só convido os meus amigos.»
Como já escrevi sobre muitos outras questões com as quais não estou de acordo.
Mas, quem nunca se demarca das posições do seu partido ou de seus destacados militantes, mesmo quando no íntimo não está de acordo, tem de carregar aos ombros tais posições, sejam recentes, ou remotas.
Não são acusações, são conivências.
Quem não percebe isto, não sabe o que é a liberdade de pensamento e de expressão.
Verá sempre bugalhos onde estão alhos. Verá sempre democracias onde estão ditaduras e vice-versa.
PS: Há quem bote faladura, através de comentários, em posts de outros blogues. A isso, e quando a mim se referem, respondo como no anúncio televisivo a uma cerveja: «oh Daniela, agora não dá!»