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Béria e Krutchev transportam a urna de Estaline.

 

 

Vítor Dias – tal como os demais comunistas portugueses – tem a ingrata tarefa de transportar, aos ombros, a história oficial do PCP. Isso obriga-o a não ceder um milímetro aos luxos burgueses, como a liberdade de pensamento, por exemplo. Vítor Dias pensa que Álvaro Cunhal, enquanto líder do PCP, nunca cometeu erros (ai o culto da personalidade!), do mesmo modo que endeusou Estaline até 1953 e depois, como se nada fosse com ele, alinhou na denúncia dos crimes do ditador soviético feita por Krutchev, em 1956. E nem pestanejou quando Krutchev, na luta pelo poder, executou Béria da mesma forma que Estaline tinha executado tantos dos seus camaradas. Nem estranhou que quem denunciava os crimes de Estaline tinha escrito, anos antes: «Os trotskistas levantam as suas mãos traidoras contra o camarada Estaline, Estaline a nossa esperança; Estaline o nosso desejo, Estaline: a luz da humanidade avançada e progressista. Estaline a nossa vontade, Estaline: a nossa vitória». Vítor Dias não acredita nas ideias, nos factos, na multiplicidade, na discussão. Acredita apenas, piamente, na «linha justa» do Partido. Vítor Dias vê o mundo através de umas lentes que lhe distorcem o que vê: por exemplo, democracia na Coreia do Norte e fascismo («grau zero da democracia») em Portugal. Por isso, não entendeu a ironia do meu post. Apenas reagiu ao «ataque» ao camarada Cunhal. Vítor Dias é politicamente cego. É como os meus camaradas de partido que não pensam. Conheço alguns que, nos congressos do PS, apoiaram incondicionalmente Mário Soares, Vítor Constâncio, Jorge Sampaio, António Guterres, Ferro Rodrigues e José Sócrates, sem nunca perceberem as diferenças entre eles; por oportunismo ou por cegueira partidária. Vitor Dias não percebe que o PC da URSS nunca deixou de ser estalinista e que o bem estar dos povos não se alcança com ditaduras, mesmo que sejam do «proletariado».  

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publicado às 18:58

||| Dúvidas metódicas.

por Tomás Vasques, em 15.08.08

Vagueando pela bloga é fácil perceber que a maioria as pessoas usa o mês mais cruel para exercer o seu direito constitucional ao gozo de férias. Se, por acaso, a maioria dos portugueses fosse de férias em Dezembro, e se, em vez de procurar a praia e sol, pelos Algarves ou pelas Caraíbas, se dedicasse a ler as Teses sobre Feuerbach e a adorar o menino Jesus, passaria a ser Dezembro o mês mais cruel?

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publicado às 15:54

||| Esconder a cabeça debaixo da areia [2].

por Tomás Vasques, em 15.08.08

Com o espectro da recessão técnica a bater à porta dos principais países europeus, da Dinamarca ao Reino Unido; com os crescimentos quase nulos da Espanha e da Irlanda; com a Alemanha a desacelerar, estavam todos, de faca afiada, à espera de resultados catastróficos nas contas nacionais. Face aos resultados apresentados pelo INE, mesmo modestos, ficaram de boca aberta, ao ponto de António Borges, vice-presidente do PSD, exclamar: «Os números hoje conhecidos são uma surpresa melhor do que se estava à espera, são um bom resultado». O Paulo Gorjão não gostou. Estava à espera que viessem atacar os «péssimos resultados»? Ou que não compete ao principal partido da oposição elogiar os resultados divulgados?

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publicado às 11:27



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