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||| É o petróleo, estúpidos!

por Tomás Vasques, em 25.07.08

 

O encontro afectuoso, hoje, entre Hugo Chávez e o Rei de Espanha diz tudo.  

 (Adenda: RTP1, Domingo, 20 horas: «Chávez promete a Espanha petróleo a 100 dolares»

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publicado às 23:22

||| Um pau de dois bicos.

por Tomás Vasques, em 25.07.08

Sarkozy rende-se a Sócrates e manda um secretário de Estado do governo francês, a Portugal, aprender como se faz.

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publicado às 23:14

||| Livros e Leituras.

por Tomás Vasques, em 25.07.08

 

«Um dividiu-se em dois» (Aletheia, 2008) é um título bem encontrado para enquadrar as origens dos movimentos pró-chineses, entre 1960 e1965, de José Pacheco Pereira. Lê-se num ápice. Escrita enxuta, equilibrado nas citações, depurado do acessório. É quanto basta para ser lido fora dos círculos de «especialistas» e «interessados». Aguarda-se a continuação: a segunda vaga de movimentos pró-chineses. Na primeira vaga, os comunistas (militantes com créditos firmados nos PCs pró-soviéticos), que estiveram na origem da cisão, desacreditaram-se (Grippa pelo seu apoio a grupos resultantes de provocações policiais) ou foram presos (Francisco Martins Rodrigues). A segunda vaga nasce da revolução cultural chinesa e do Maio de 68. Os «velhos comunistas» dissidentes cederam o seu lugar a dirigentes do movimento estudantil, na maioria dos casos sem qualquer ligação «de classe», ideológica ou de cultura política aos comunistas pró-soviéticos. Mil flores desabrocharam. Esperemos, então, o próximo volume.

 

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publicado às 22:37

||| O seu a seu dono.

por Tomás Vasques, em 22.07.08

Hoje no Público, Rui Tavares (texto reproduzido no 5 Dias) escreve sobre os benefícios das cotas para habitação a custos controlados, a propósito da Quinta da Fonte. Em abono da verdade se diga que o pioneiro desta solução, em Lisboa, não foi Sá Fernandes ou António Costa, mas Nuno Kruz Abecassis. O democrata-cristão, antigo presidente da Câmara de Lisboa, nos anos 80 do século passado, concebeu (e aplicou) um plano para acabar com os bairros de barracas que passava pelas cotas para habitação a custos controlados nos empreendimentos a construir na cidade. Parece que a solução deu para o torto. Mas há coisas escritas sobre isso e testemunhos qualificados. Ou será que Kruz Abecassis teve razão antes de tempo?

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publicado às 23:28

||| É a política, estúpidos!

por Tomás Vasques, em 22.07.08

Joseph Stiglitz (Nobel da Economia e antigo Vice-Presidente do Banco Mundial) publicado, hoje, no Diário Económico, de onde destaca:

 

«Os defensores do fundamentalismo de mercado querem agora que os erros do mercado sejam vistos como erros de governo. Um delegado do governo chinês colocou o dedo na ferida: os EUA deviam ter feito mais para ajudar os norte-americanos com rendimentos mais baixos a gerir melhor o problema do crédito hipotecário à habitação. Estou plenamente de acordo, mas isso não altera os factos: os bancos norte-americanos geriram especialmente mal o risco e essa má gestão tem consequências globais. Mas a injustiça é ainda maior quando se sabe que, apesar dos erros, os gestores dessas instituições saíram airosamente e com indemnizações milionárias. Actualmente, existe uma grande disparidade entre os retornos sociais e os retornos privados. Se não forem alinhados, o sistema de mercado nunca poderá funcionar bem. O neo-liberalismo foi sempre uma doutrina política ao serviço de certos interesses e nunca se fundamentou em teorias económicas. Tal como, sabemo-lo hoje, não é fundamentado em experiências históricas. Se aprendermos esta lição, talvez se faça luz ao fundo do túnel.»

 

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publicado às 23:02

||| Citações.

por Tomás Vasques, em 22.07.08

 

«A marca da infâmia desta directiva é a possibilidade de expulsão de menores sem família para os seus países de origem, condenando-os a toda a espécie de abusos, ao sofrimento físico e mental, à fome, à doença e à morte – depois de terem vindo bater à nossa porta pedir ajuda.


É uma pura hipocrisia dizer (como se diz na directiva), que essa expulsão será feita com todos os cuidados e respeitando todos os direitos das crianças e jovens expulsos. Que deputado europeu pode honestamente garantir que isso será feito dessa forma? Que deputado europeu não sabe que isso são apenas palavras ocas usadas para acalmar a consciência dos que aprovaram este documento infame? Vamos enviar um assistente social a acompanhar cada criança devolvida à Serra Leoa, à Nigéria, à Mauritânia, à China, ao Brasil? Se é assim, sai certamente mais barato deixá-los ficar por cá.
(…)

 

Como cidadão europeu sinto-me envergonhado pelos ministros que aprovaram esta directiva (e pelos que, cobardemente, nem sequer o admitem), sinto-me envergonhado por estes deputados que votaram esta directiva e tudo o que posso dizer é que a mim não me representam. E que, para mim, esta é a directiva da vergonha

 

Retorno à directiva da vergonha, José Vítor Malheiros, Público, 22.07.2008.

 

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publicado às 08:17

||| Luiz Pacheco.

por Tomás Vasques, em 21.07.08

 

 

«Finalmente, parece-me ter encontrado a fórmula: 1+1=1. Ou nada? É uma aposta que se decide no que já fiz em quase meio século e no que vier a fazer no tempo mais que tiver. Concentrar-me

 

Luiz Pacheco, Diário Remendado, 1971-1975 (D. Quixote, 2005).

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publicado às 22:42

||| Arquivado.

por Tomás Vasques, em 21.07.08

O «caso» Maddie chegou hoje ao fim, um ano e pouco depois do desaparecimento da criança, com o desfecho esperado – o arquivamento –, pese embora as vicissitudes mediáticas e a investigação pendular, sem falar nessa diversão que dá pelo nome de segredo de justiça e que alimentou, a peso de ouro, jornais e televisões. A comunicação social, cada vez mais, se parece com as agências funerárias: vivem das desgraças alheias.

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publicado às 19:28

|||Chips [3].

por Tomás Vasques, em 21.07.08

||| Absoluta vs relativa*.

por Tomás Vasques, em 21.07.08

É curioso ver os resultados de um inquérito sobre a solução governativa depois das próximas eleições legislativas, promovido por Daniel Oliveira, no Arrastão, entre os seus leitores. Neste momento, as 3 soluções mais votadas são de maioria absoluta: maioria absoluta do PS, em primeiro lugar; maioria absoluta do PS com o BE, em segundo lugar; e, a seguir, maioria absoluta, PS-PCP-BE. Só depois, em quarto lugar, aparece a maioria relativa do PS. Afinal, a maioria absoluta talvez não seja tão má como a pintam, mesmo para os leitores de Daniel Oliveira.

 

* Título de um post de Eduardo Pitta.

 

 

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publicado às 19:22

|||Chips [2].

por Tomás Vasques, em 21.07.08

Jorge Bacelar Gouveia, presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações, em entrevista à Lusa, disse: «Podemos discutir estes assuntos e convencer os cidadãos de que a possibilidade de escutas telefónicas devidamente controladas, é um meio inestimável de aumentar a eficácia dos serviços [de informações] e de proteger a segurança dos cidadãos».

Estas coisas começam sempre em nome da segurança. Depois? Depois, é tarde.

 

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publicado às 08:47

||| Enrique Vila-Matas.

por Tomás Vasques, em 21.07.08

 

 

«Assomar o vazio» à procura dos Exploradores do Abismo (Teorema, 2008).

 

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publicado às 08:18

||| Chips.

por Tomás Vasques, em 21.07.08

Sucessivos choques tecnológicos vão desfazendo, aos poucos, a liberdade. Um dia destes acordamos numa democracia electrónica: um chip no cartão de eleitor informará se és um bom cidadão – se tens os impostos e as prestações da casa em dia, se a inspecção ao carro foi feita a tempo e horas, se nunca tiveste problemas com a ASAE, se… e, em consequência, se tens direito a voto. Depois? Depois, é tarde.

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publicado às 08:10

||| Agenda cultural [21].

por Tomás Vasques, em 20.07.08

 

Ricardo Paula, Galeria Torreão Nascente, Cordoaria, de 24 de Julho a 21 de Setembro de 2008.

 

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publicado às 20:14

||| Balança de pagamentos.

por Tomás Vasques, em 19.07.08

Se Hugo Chávez se rendeu ao plano tecnológico, e atravessa o Atlântico para vir, a Lisboa, fechar um negócio de computadores, significa que o governo português fez um bom trabalho; se Angola já é o nosso principal importador fora da EU e, desde 2006, as exportações cresceram mais de 50%, quer venha cá Eduardo dos Santos, quer vá lá José Sócrates, também significa um bom trabalho do governo português. E se a China entrar em força no nosso roteiro económico e comercial, melhor. O que não devemos, nunca, é trocar computadores, rebuçados ou o que quer que seja, por favores políticos. Acaba sempre mal: quando faltar o favor, vem a represália e, então, lá se vai a balança de pagamentos...

 

 

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publicado às 10:05




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