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||| Pessimismos.

por Tomás Vasques, em 10.05.08
Na sua crónica de hoje, sábado, Vasco Pulido Valente escreve sobre futebol, tema pouco usual nas suas ladainhas pessimistas. Assume-se como benfiquista desde o berço. Mas, apesar de usar, como sempre, com rigor a imprecisão, pela primeira vez, o seu pessimismo faz sentido.

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publicado às 00:49

||| Tirem o cavalo da chuva.

por Tomás Vasques, em 10.05.08
Os obamistas, quer os que têm direito a voto, nos Estados Unidos, quer os seus partidários na Europa (onde o leque está todo aberto, da extrema-esquerda à direita liberal), em «nome do interesse» dos Democratas norte-americanos, apelam à desistência da senhora Clinton. Mas ela vai fazer suar as estopinhas ao seu adversário até ao último minuto. E, como diz a sabedoria popular, até ao lavar dos cestos é vindima.

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publicado às 00:34

||| Inacessível?

por Tomás Vasques, em 07.05.08


O blogue da cubana Yoani Sánchez continua inacessível. Será que Raul Castro está farto de abusos?
(Adenda: o blogue já está acessível, apesar de Yoani ainda não estar autorizada a viajar até Madrid para receber o Premio Ortega y Gasset).

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publicado às 15:08

||| Memória curta.

por Tomás Vasques, em 07.05.08
O efémero tomou conta dos nossos dias. A memória encurta cada vez mais. Há dois meses a «revolta» dos professores encheu Lisboa, «abanando o regime» e, sobretudo, a ministra da Educação. A «rua», durante uma dezena de dias, «parecia» querer decidir o nosso destino político. A vertiginosa agenda política reduz tudo a cinzas. Ontem, por exemplo, tivemos director da polícia judiciária de fricassé.

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publicado às 01:35

||| Livros.

por Tomás Vasques, em 02.05.08


O Maio de 68 explicado a Nicolas Sarkozy, de André Glucksmann e, seu filho, Raphaël Glucksmann. Tradução de Rui Santana Brito. (Guerra & Paz, Maio de 2008).

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publicado às 08:40

||| Maio, maduro Maio [2]

por Tomás Vasques, em 02.05.08
Menos de 40 anos depois da morte de Karl Marx (e vinte e poucos anos depois da morte de Engels), consumou-se a primeira tomada do poder pela «classe operária», concebida e dirigida por Lenine. Em 1917, na Rússia czarista e feudal. Trinta e poucos anos depois, em nome da Marx e Engels e com os contributos de Vladimir Ilitch Uliânov, consumou-se a segunda tomada do poder pela «classe operária». Em 1949, na China imperial e feudal. O que unia, no começo do século XX, a Rússia e a China, era modo de produção asiático, como o próprio Marx caracterizou. Asiático e feudal, na China, feudal e asiático, na Rússia. Marx concebeu a revolução proletária como consequência natural do modo de produção capitalista. Na Inglaterra, na Alemanha, na França. Aqui, a revolução industrial tinha produzido uma classe operária despojada de tudo, maioritária entre todas as classes sociais e que nada tinha a perder senão as amarras à miséria e à opressão. Mas, por ironia do «destino», as revoluções «proletárias», em nome de Marx, aconteceram em países com uma classe operária residual e quase inexistente. O resultado não podia deixar de ser o que foi. Por isso, não é de estranhar que os partidos comunistas que encabeçaram estas duas revoluções, cada um num momento próprio, tenham concluído que era necessário fazer marcha atrás e desenvolver, primeiro, o modo de produção capitalista, como etapa necessária para a iniciar a construção do socialismo. (o próprio Lenine tinha chegado a esta conclusão e, por isso, lançou a Nova Política Económica, abortada por Staline com o fuzilamento de milhões de camponeses). O PC da URSS, com Gorbachov, não se considerou capaz de dirigir o processo de desenvolvimento capitalista e entregou o poder a quem fosse capaz de tal tarefa. Ao contrário, o PC Chinês considerou que era capaz de dirigir a etapa do desenvolvimento capitalista. É necessário desmistificar o óbvio: a «ditadura do proletariado» em sociedades praticamente sem classe operária foi, quer num caso, quer noutro, a ditadura de um partido e não a ditadura de uma classe. Mas, agora, no século XXI coloca-se uma questão nova: onde é que está a classe operária do século XIX, a classe operária analisada por Marx? Os comunistas portugueses, a avaliar pelo eixo de gravidade das suas lutas, acham que a «nova» classe operária são os trabalhadores da Função Pública, maxime os professores. Ainda não perceberam que Cristo morreu, Marx também e eu próprio já não me sinto nada bem ....
(PS: estes textos - Maio, maduro Maio - são a resposta a algumas questões que me são colocadas por email.)

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publicado às 00:03

||| Agressões e violação de espaço público.

por Tomás Vasques, em 01.05.08



Volto à esquadra da polícia de Moscavide. O Francisco tem razão: parece que o «então queixoso» deve ter concluído: se foi espancado dentro de uma esquadra da polícia, por apresentar uma queixa contra os agressores, o que lhe acontecerá fora da esquadra, caso persista na queixa e na identificação dos agressores. Não há queixa, não há crime. Esqueçam o assunto.É precisamente este desleixo que provoca o sentimento de impunidade. Que provoca insegurança. Mas, afinal, não foi invadida uma esquadra da polícia, símbolo da autoridade, da ordem e da segurança pública, competências atribuídas ao Estado? E o Estado (o Ministério Público) lava as mãos porque um particular, com razão para estar assustado, não apresenta queixa?

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publicado às 22:30

||| Só chegaram a esta conclusão agora ?

por Tomás Vasques, em 01.05.08

||| Maio, maduro Maio.

por Tomás Vasques, em 01.05.08


Enrique Vila-Matas escreveu: «Temo que nunca se saberá o que foi Maio de 68 e se essa revolução pertence à cultura francesa ou melhor – como suspeitam alguns – à civilização chinesa.» (artigo integrado no Écrire, Mai 68, Paris 2008, transcrito pela revista FP, edição espanhola). Esta frase curta sintetiza a influência (e os elos de ligação: juventude, estudantes, luta contra a autoridade e o poder) do «Maio de 68» com a «Revolução Cultura» chinesa (Grande Revolução Cultural Proletária), lançada dois anos antes, em 1966. De qualquer modo, quer um, quer outra – o «Maio de 68», em França, e a «Revolução Cultural» chinesa – produziram consequências irreversíveis, cada uma no seu «mundo», apesar dos objectivos serem diferentes. Na China, Mao Tsétung, após iniciar o combate ideológico contra o PC da URSS, necessitou de «desovietizar» o aparelho do PC Chinês e dar-lhe novos rumos. Para além da luta pelo poder interno, na altura, as consequências estão à vista: o PC Chinês mantém-se, ainda, no poder, enquanto PC da URSS fez implodir a pátria do «socialismo». No «mundo capitalista», depois do «Maio de 68», também nada ficou como antes, apesar da estrondosa derrota eleitoral da esquerda nas eleições para Assembleia Nacional convocadas por De Gaulle, em finais de Junho de 1968. Já li algures, acertadamente, que o feliz casamento de Sarkozy, presidente da República Francesa, com Carla Bruni, só foi possível graças ao «Maio de 68». E a vida continua…

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publicado às 15:23

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