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||| O Oriente é vermelho, o Ocidente o será.

por Tomás Vasques, em 08.03.08

Hoje foi um dia importante na contestação ao Governo de José Sócrates, eleito há 3 anos com maioria absoluta. Aliás, desde de sábado passado, com a manifestação do PCP, que há no ar um cheiro a 1975. Mas o que me surpreende é que a direita anda eufórica e, em momentos destes, fica unida. Por exemplo, José Pacheco Pereira e Luis Filipe Menezes coincidem na interpretação da «rua» e do seu efeito benéfico sobre o «mudar de página». Com uma pequena diferença, o primeiro vai mais longe: num empolgante regresso ao passado, gostaria que o Março de 2008 fosse um prolongamento do Maio de 68. Mais consequente, naturalmente. Rumo a qualquer coisa que não se entende bem o que será. Pacheco Pereira teme que a manifestação de hoje se desfaça em espuma e não se prolongue numa greve dos professores por tempo indeterminado. Escreve, preto no branco: «Se os professores estivessem dispostos a entrar em greve, a "rua" poderia ter tido um papel de uma etapa de luta para outra. Mas duvido que os professores tenham a unidade, a força, a disposição, a resistência psicológica e financeira que são necessárias para uma greve que só seria eficaz se fosse prolongada, sem fim à vista, dura e intransigente.» A direita está eufórica a cavar a sua própria sepultura.

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publicado às 21:49

||| Leituras matinais.

por Tomás Vasques, em 08.03.08
«A manifestação desta tarde no Marquês de Pombal está intimamente ligada à de sábado passado no Rossio: primeiro convoca-se a vanguarda militante, depois o povo unitário e todos os aliados de circunstância
Fernando Madrinha (Expresso, 8.03.08).
«E para que serve uma corporação? Para proteger os medíocres, não os bons. Acontece com os professores, com os médicos, com os magistrados, com os agentes culturais, com os empresários encostados ao Estado.»
Miguel Sousa Tavares (Expresso, 8.03.08).
«Desde a táctica de desgaste de Sócrates, que ia dos assobios de meia dúzia de activistas à entrada deste para as suas sessões de propaganda e casting, estragando-lhe os cenários e o marketing, até à sucessão de greves para culminar em greves gerais, estava em curso um treino do clima de agitação
José Pacheco Pereira (Público, 08.03.08).
«Lembro-me bem dos meus professores. Não tinham nada que ver com esta gente. Eram referências para os seus alunos. A maior parte escolheu aquela profissão porque gostava de ensinar. Talvez por isso eram todos licenciados e com um curso (dois anos) de pedagógicas
Emídio Rangel (Correio da Manhã, 08.03.08).

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publicado às 09:08

||| Marchas populares.

por Tomás Vasques, em 07.03.08

Amanhã, em Lisboa, há uma marcha da indignação. Pessoas descontentes com algumas políticas do governo – professores, educadores, seus amigos e familiares, neste caso – vão gritar o que lhes vai na alma: «Assim não se pode ser professor». Mas, neste momento, quando se cumpre a liberdade e a democracia, quando se exercem direitos tão elementares, como o de manifestação e indignação, lembremo-nos dos povos oprimidos por regimes ditatoriais, como em Cuba ou Coreia do Norte, nos quais a manifestação e a indignação são crimes punidos com anos e anos de prisão. O sol quando nasce devia ser para todos.

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publicado às 22:35

||| Agenda Cultural [12]

por Tomás Vasques, em 07.03.08
Carlos Barroco, pintura/Objectos, »Mundo de Aventuras», 8 de Março a 29 de Março. Galeria Novo Século, Rua do Século, 23, Lisboa.

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publicado às 00:44

||| Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 07.03.08
João Espinho: «No próximo Sábado a Câmara Municipal de Beja disponibiliza o seu autocarro, a título gratuito, para quem queira deslocar-se a Lisboa.Isto é, a CMB considera que a deslocação dos professores (e respectivos acompanhantes e familiares) à manif marcha da indignação é um serviço público que deve ser suportado por todos os contribuíntes.Isto só deve admirar quem não conhece quem está à frente da CMB e os interesses que persegue. São os interesses partidários (PCP) a sobreporem-se ao bom senso.E não há quem se indigne contra a pouca vergonha?»

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publicado às 00:24

||| O estado de um Estado «policial».

por Tomás Vasques, em 06.03.08
Corre por aí uma história do arco-da-velha. Consta que uns polícias à paisana foram a 2 escolas, uma no Porto, outra em Ourém, procurar saber quantos professores iam à manifestação de sábado. A informação destinava-se, segundo nos contam, ao controlo dos autocarros a sair para Lisboa(?). Os comunistas apressaram-se a «aproveitar», de imediato, esta «intervenção» policial. Se estes polícias são mesmo verdadeiros é preciso saber se foram mandados ou se foram por conta própria e punir, de uma vez por todas, exemplarmente, os responsáveis destas «touradas». (É evidente que os ditos «polícias» não possuem cartão do PCP. Nem ao Tribunal Constitucional eles os mostram - os cartões, obviamente - quanto mais numa esquadra da polícia).

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publicado às 23:54

|||Treinador de sofá.

por Tomás Vasques, em 06.03.08

Ontem, o Porto jogou muito bem. Teve azar. «Infelicidade» - disse o comentador de serviço. Uns remates mal chutados. Perdeu em casa, no estádio do Dragão. Hoje, o Benfica jogou muito bem. Teve azar: uns remates mal chutados, à excepção daquele remate do «coxo». Perdeu em casa, no estádio da Luz. Também hoje, o Sporting jogou bem. Muito bem, mesmo. Empatou fora, no estádio do Bolton, em Inglaterra. Ainda corremos o risco do Sporting ficar sozinho nas taças europeias. Se isso acontecer, sou obrigado a conceder mais um «tempo» a Paulo Bento. (Isto do futebol é uma alienação das classes dominantes para distrair as massas populares do essencial: as manifestações dos professores).

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publicado às 21:22

||| Professores. As coisas que eles dizem:

por Tomás Vasques, em 05.03.08

António Ribeiro Ferreira: «Os professores vão para a rua defender a incompetência e o laxismo. Os professores vão para a rua porque a política do Governo colocou os interesses de pais e alunos acima dos seus privilégios. Os professores vão para a rua porque o seu Ministério da 5 de Outubro está a ser substituído por um Ministério da Educação. Os professores vão para a rua, apoiados pelo PCP, PSD e parte do PS, porque têm medo de ser avaliados. Os professores vão para a rua porque a vergonha há muito deu lugar à pouca vergonha neste sítio chamado Portugal.»
Rodrigo Moita de Deus: «Nestes trinta anos de lamúrias sobre a educação que não temos, a responsabilidade já foi dos governos, dos ministros, das instalações e dos manuais. E mesmo assim o sistema não funciona. Reformámos governos, ministros, instalações e manuais. E mesmo assim o sistema não funciona. Somos dos países no mundo que mais investe per capita em educação. E mesmo assim o sistema não funciona. Mudámos tudo, culpámos quase todos. Quase todos. Claro. A culpa não pode ser dos senhores que dão as aulas
João Gonçalves: «Quando vejo um professor a falar em "hierarquia fascizante" nas escolas, não sei se me dá mais para rir ou se para chorar. Imagino o que é que os "alunos", já por si dados à "festa", andam a pensar disto tudo. Sócrates entretanto devia correr com Valter Lemos - um pequeno cacique sentado na 5 de Outubro - que não se perdia nada. O que não pode é, nesta esquizofrenia para a qual a própria contribuiu, desautorizar Maria de Lurdes Rodrigues. O cálice bebe-se até ao fim: a alternativa não pode ser o governo das escolas ficar entregue a estes descamisados tardios que raciocinam, em 2008, como há quarenta anos atrás

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publicado às 23:01

||| USA, 2008 [7]

por Tomás Vasques, em 05.03.08

Hillary Clinton vence Barack Obama nas primárias dos Democratas em de Ohio, Texas y Rhode Island, o que lhe dá um balão de oxigénio para se manter na corrida. Na campanha de Obama diz-se que «matematicamente» Clinton já não consegue ser a preferida dos Democratas, mas até ao lavar dos cestos é vindima.

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publicado às 07:16

Não se trata de descontextualizar uma frase, porque é de leitura directa: «O recurso às bandeirinhas (por parte de José Sócrates) coloca-o ao mesmo nível de um Louçã, de um Portas, de um Jerónimo ou de um Menezes.» - Escreve João Gonçalves. Eu já adivinhava que, por detrás do «manto diáfano da fantasia» com que o João cobre a sua crítica ao «socratismo» reinante, sempre considerou José Sócrates a um nível acima de todos os seus adversários políticos. A «nudez forte da verdade» vem sempre ao de cima, como o azeite.

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publicado às 00:20

||| Voltámos à rua?

por Tomás Vasques, em 04.03.08

O PS, tal como qualquer outro partido, tem todo o direito de realizar os comícios que quiser, quando quiser e onde quiser. O facto de ser o partido no governo, para o qual foi eleito por vontade da maioria absoluta dos portugueses que se pronunciaram sobre o assunto, não diminui esse direito. Isto é tão elementar que se estranha as vozes dos que, por demagogia ou má-fé, de forma aberta ou velada, comparam o comício marcado para o próximo dia 15 de Março com as «manifestações» de apoio ao governo marcelista. Vivemos em democracia, apesar de muito «boa» gente não entender isso. A questão é outra: o PS responder ao PCP – partido que vale 7% do eleitorado – e ás manifestações de rua, sobretudo dos professores, com a convocação de uma acção de rua - um comício. A realização do dito comício retira «margem de manobra» às contestações? Creio que não. Ou, talvez, antes pelo contrário. Para comemorar 3 anos de governação? Falsa questão, já que não o fez no primeiro e segundo ano. Como se escreve aqui (de onde retirei a foto), não estamos nos tempos da Fonte Luminosa, em que o PS saiu para a rua para derrotar a ameaça de uma ditadura comunista. No dia 15 de Março, ou o PS faz uma demonstração de rua que deixa o país de boca aberta, o que não creio ser possível, ou é o PS que fica de boca aberta.

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publicado às 23:01

||| Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 04.03.08
Eduardo Graça, uma guerra suja: «as lideranças políticas da Venezuela e do Equador – admiradas por certa esquerda ocidental - mostram ao mundo a sua relação íntima com as FARC. Chavez pensa que descobriu o ovo de Colombo: vende as suas boas graças ao ocidente e, em troca, financia as FARC. Não sei qual o preço praticado por refém. Deve depender da importância, pessoal, social e política de cada um, para os compradores da sua liberdade. A França revelou que o nº 2 das FARC, morto no ataque do exército colombiano, era um seu interlocutor. Vive-se por ali um dos mais dramáticos episódios da história contemporânea com todos os ingredientes dos poderes podres: reféns, droga, petróleo e armas

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publicado às 16:27

||| Democracia representativa.

por Tomás Vasques, em 04.03.08
Ainda há quem se queixe, em Portugal, da falta de democracia participativa. Nunca, desde 1976, «a rua» esteve tão activa.

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publicado às 09:01

||| Notas soltas.

por Tomás Vasques, em 04.03.08
Hugo Chávez está tentado a alcançar num conflito militar contra a Colômbia o que não conseguiu no referendo sobre a constituição.

Domingo há eleições em França. A primeira volta das municipais. Será o primeiro teste ao estilo e às políticas de Sarkozy. Os socialistas estão à espreita da primeira desforra.

Também no Domingo, os nossos vizinhos vão escolher entre os socialistas no poder há 4 anos e a direita representada pelo PP. Ontem, no último debate, Zapatero derrotou claramente Rajoy. Zapatero, durante o seu mandato, enfrentou quem teve que enfrentar, incluindo os sectores mais retrógrados da Igreja Católica. Apesar disso, continua à frente nas sondagens.

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publicado às 08:52

||| Blogue do dia.

por Tomás Vasques, em 03.03.08

A Cristina e o José Simões tiveram a amabilidade de distinguir este blogue como Blogue do Dia, o que agradeço - e o atraso não diminui o agradecimento -, sobretudo por vir de dois bloggers que muito prezo. Aproveito para distinguir como Blogue do Dia todos os que têm dado destaque à situação de Ingrid Betancourt – um símbolo para os defensores dos direitos humanos, da liberdade e da democracia - sequestrada e mantida em cativeiro pelas FARC há 6 anos.

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publicado às 22:40




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