A televisão transmitiu, no telejornal de hoje, o que se passou numa sala de aula na Escola Carolina Michaelis, no Porto, filmado via telemóvel por um outro aluno, que impávido e sereno, tal como todos os outros colegas, assistia à cena escabrosa de falta respeito e agressão de uma aluna para com uma professora. O estado a que, neste país, a Escola e a Educação chegaram é o resultado de mais de 30 anos de desmandos: de governantes, sindicalistas e professores. Só é de estranhar não ser conhecido ainda o castigo exemplar à aluna autora deste desmando. Contudo, acrescento, sabendo ser politicamente incorrecto, que não é impunemente que em programas de televisão, como os Prós e Contras, professores chamam mentirosa, cara a cara, à ministra da tutela; como não é impunemente que professores vão fazer arruaça para a porta de partidos políticos ou de comícios de partidos políticos; como não é impunemente que professores se vistam de negro, colectivamente, para dar aulas ou que envolvam as escolas com panos negros para cenas televisivas; como não é impune a linguagem, muitas vezes insultuosa para com o governo, de dirigentes sindicais dos professores. Os alunos sabem de tudo isso e comentam entre eles. O respeito e a autoridade não são servidos de bandeja, conquistam-se. Quem não se dá ao respeito, dificilmente será respeitado.
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António Abrunhosa, economista e militante do PS, no
Público de hoje, escreve: «
Existe uma questão central que caracteriza a crise do Socialismo Democrático e, com particular acuidade em Portugal, do PS: trata-se do progressivo afastamento da “Utupia Igualitária”, matriz Identitária do Socialismo que Marx sintetizou no princípio: “ de cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades”. Depois da questão central, vem a conclusão
: «É pois nesse sentido que devemos empenhar os nossos esforços, com vista a levar a cabo, em primeiro lugar, uma Refundação Doutrinária do Partido Socialista”. Com a devida modéstia, a esta questão eu já tinha dado a resposta
há quase dois anos.
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Escreve
Paulo Gorjão, homem avisado: «
Lembram-se como Aníbal Cavaco Silva era criticado pelas suas reformas e como na hora da verdade obteve uma segunda maioria absoluta?» O recado tem um destinatário directo: o PSD. Mas, aplica-se que nem luva, ao PCP: na hora da verdade, ninguém quer uma ditadura comunista cá em cada. Nem sequer uma parte dos que têm cartão do partido.
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Hoje o Hot Club faz 60 anos. Para comemorar temos a sua Big Band, Maria João e Mário Laginha, no Cinema São Jorge.
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O
Manuel Alberto Valente abandonou a ASA e o grupo LeYa. Para além do amigo, por experiência própria, faço minhas as palavras do
Francisco José Viegas: «
Sei que é um dos últimos grandes editores clássicos portugueses. Para ele, a vida dos livros não se reduz ao negócio da edição; acompanhou cada um dos autores, cada fase do processo dos seus livros e construiu e manteve amizades fortes no meio editorial, em Portugal e no estrangeiro, o que diz bem da qualidade do seu trabalho e do seu prestígio como editor. Como autor, sei que não será possível ter um editor como ele, excepto ele mesmo.»
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é falar em liberdade e democracia e varrer o Tibete para debaixo do tapete.
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Não é possível reformar um país melhor preparado para o descanso do que para o trabalho.
Ou, como escreve o Eduardo Graça:
«Quem se manifesta então? A classe média dos funcionários públicos auto intitulados de novos explorados, os espoliados do nosso tempo. Que é feito da classe operária que dá o título à maioria dos sindicatos? Trabalha para que se não extinga o seu posto; trabalha para que não se deslocalize a sua fábrica; trabalha para que se não perca a encomenda. Trabalha e, como dizia o poeta, “Trabalhar cansa”.»
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Raúl Castro adopta uma nova medida de «liberalização» económica: os cubanos poderão, em breve,
alojar-se em hotéis.
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A cimeira da guerra, nas Lajes, Açores, foi há 5 anos. 4 dias depois, a 20 de Março de 2003, consumou-se a
invasão do Iraque. O resultado, passados 5 anos, é um milhão de mortes, um país no caos, na guerra civil e sem solução à vista. 5 anos depois da mentira das armas de destruição maciça, o Iraque é dos países mais inseguros do mundo.
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O PCP ainda retém na memória, entre outras situações, como a arruaça que montou a Mário Soares, candidato à presidência da República, em 1985, na Marinha Grande, foi o «tónico» que obrigou os comunistas a votarem de olhos vendados em Soares na segunda volta dessas eleições. Desta vez, temendo que o único beneficiário fosse o PS, desmobilizaram a arruaça que estava a ser montada por «professores» junto ao comício do PS, no Porto. Ontem, em nota de imprensa, o PCP escreveu: «O PCP reafirma que no quadro dos direitos constitucionais tem a concepção de que os protestos devem ser dirigidos ao poder político e às associações patronais e não a instalações ou actividades partidárias.» Quando os «professores» foram fazer arruaça para a sede do PS, no Largo do Rato, há duas semanas, o entendimento do PCP sobre os direitos constitucionais, nesta matéria, ainda não estava consolidado…
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