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||| Na política, a memória é muito importante.

por Tomás Vasques, em 15.03.08
O PCP ainda retém na memória, entre outras situações, como a arruaça que montou a Mário Soares, candidato à presidência da República, em 1985, na Marinha Grande, foi o «tónico» que obrigou os comunistas a votarem de olhos vendados em Soares na segunda volta dessas eleições. Desta vez, temendo que o único beneficiário fosse o PS, desmobilizaram a arruaça que estava a ser montada por «professores» junto ao comício do PS, no Porto. Ontem, em nota de imprensa, o PCP escreveu: «O PCP reafirma que no quadro dos direitos constitucionais tem a concepção de que os protestos devem ser dirigidos ao poder político e às associações patronais e não a instalações ou actividades partidárias.» Quando os «professores» foram fazer arruaça para a sede do PS, no Largo do Rato, há duas semanas, o entendimento do PCP sobre os direitos constitucionais, nesta matéria, ainda não estava consolidado…

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publicado às 23:45

||| Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 15.03.08
Como diz o Jumento: «Até aqui tem havido uma guerra surda entre a extrema-esquerda e o PS, quando estiver em causa a democracia essa luta dirá respeito a todos os democratas

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publicado às 23:38

||| Leituras matinais.

por Tomás Vasques, em 15.03.08
«Sabia que Portugal é um dos países onde os professores mais ganham? E também um daqueles que mais dinheiro público investem na Educação? E um dos que mais desigualdade perpetuam no sistema? E um dos que piores resultados têm
Henrique Monteiro, Expresso, 15.03.08.
«A reacção da Igreja talvez tenha beneficiado Zapatero e prejudicado Rajoy. As reivindicações do "independentismo" catalão e basco talvez tenham beneficiado Rajoy e prejudicado Zapatero. Mas, no fundo, a "memória histórica" não contou. A Igreja sofreu um vexame inútil. Os partidos regionalistas quase desapareceram. E a eleição acabou por se decidir pelas questões prosaicas da economia e da estabilidade

Vasco Pulido Valente, Público, 15.03.08.
«Ora estes dados ficam baralhados, porque não é normal, nem sequer seria expectável, que os partidos de direita, de forma mais directa ou indirecta, caucionassem ou apoiassem situações que parecem retiradas do PREC (processo revolucionário em curso, como era chamado em 1975).
Ao apoiar, ou ao não condenar politicamente estes avanços dos sindicatos e das forças que eles conseguem congregar, ao não gerar um discurso político que se oponha à força demagógica (e naturalmente não democrática, na sua essência) do discurso da rua, da força dos números, das bandeiras e dos punhos erguidos, a direita contribui anacronicamente para o fortalecimento daqueles que a querem liquidar.»
O PREC ocorreu numa altura em que a direita pouco existia e a que existia tinha vergonha de o ser. Neste momento em que a desorientação e falta de rumo são a marca dessa área política, a rua volta a contar

Editorial do Expresso, 15.03.08.

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publicado às 10:27

||| Piercings e tatuagens.

por Tomás Vasques, em 15.03.08

No último dia de uma semana de contestação de rua ao governo, a qual se iniciou com uma significativa manifestação do PCP, passou pelo sucesso da «marcha da indignação» dos professores e acabou com o insucesso de uma greve dos trabalhadores da Função Pública, o grupo parlamentar do PS, num «golpe de asa», como quem já esgotou a imaginação ou perdeu a capacidade de distinguir entre o essencial e o acessório, apresentou um projecto de decreto-lei sobre a proibição de piercings e tatuagens. Se a falta de oportunidade é de bradar aos céus, a «cultura» subjacente a tal proibição (de intromissão do Estado na vida privada dos cidadãos, em nome de interesses públicos, desta vez a saúde pública), é de bradar aos infernos. Haja bom senso.

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publicado às 09:18



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