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||| Agenda Cultural [9]

por Tomás Vasques, em 16.02.08

A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (Sintetizada). Teatro-Estúdio Mário Viegas, até 28 de Março, Quintas, Sextas e Sábados, às 21 horas. Interpretação: João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro, Tobias Monteiro. Encenação: Juvenal Garcês.

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publicado às 22:30


1. «Alguns dos manifestantes disseram ser professores e que tinham sido convocados a partir de mensagens de telemóvel, alegando desconhecer quem enviou os SMS


2. «vários dos presentes disseram ser professores convocados por SMS para se juntarem hoje, às 16h00 horas, no Largo do Rato, admitindo, no entanto, desconhecer quem convocou o protesto


3. Um professor está em casa com a família. É sábado. Provavelmente, está combinado um almoço familiar ou um passeio para apanhar sol. De repente, o telemóvel vibra. É uma mensagem. Ele não sabe sequer quem é o remetente, mas tal facto não é importante. Ele não pensa, nem tem que saber quem lhe enviou a mensagem. Apenas se quer manifestar. Despede-se da família e corre para o Largo do Rato. Amanhã pode receber outra mensagem, sem remetente, que lhe diga outra coisa qualquer. E, ele, o professor dos nossos filhos, irá por aí fora, para onde o SMS lhe indicar. Ou não se trata de um professor ou mente. O que nos vale é que estes «professores» são uma minoria.

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publicado às 20:08

||| De onde vem o espírito anti-democratico?

por Tomás Vasques, em 16.02.08

Em 1974/75, o PCP procurava por todos os meios calar os seus opositores, como sempre o faz quando tem poder. Assisti a várias situações, a mais violenta das quais foi a interrupção e perseguição à assistência de uma reunião/comício da UDP, na Academia Almadense. Hoje, a lembrar esses tempos, uns «professores» foram para a porta da sede nacional de um partido político – o Partido Socialistaprocurar perturbar uma reunião partidária. Actuam na semi-clandestinidade, são convocados por SMS «anónimos» e não conhecem «pai, nem mãe». Serão de extrema-direita? Serão estes os sinais de que alguns nos falam?

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publicado às 18:53

||| USA, 2008 [5]

por Tomás Vasques, em 16.02.08
Barack Obama, desde que ultrapassou em número de delegados eleitos pelo Partido Democrata Hillary Clinton, começou a ser alvo de outra atenção por parte da média. O tom desta atenção pode resumir-se na frase de Charles Krauthammer: «Vende esperança como quem vende água da torneira engarrafada». No Ohio e no Texas, a 4 de Março, se verá o resultado desta nova pressão.

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publicado às 17:58

||| Sinal dos tempos [2].

por Tomás Vasques, em 16.02.08
João: a verdade é essa e não é «Nada que não soubéssemos já». Há quem queira ter sol na eira e chuva no nabal. Acaba por não ter uma coisa, nem outta.

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publicado às 14:51

||| Sinal dos tempos.

por Tomás Vasques, em 16.02.08
Houve tempos em que atirar à cara de outro a palavra «bufo» era uma ofensa gravíssima, não só política, mas sobretudo de carácter – de mau carácter para ser mais preciso. Em épocas difíceis do século passado, para não ir mais longe, por todo o mundo, foi através dos «bufos» que milhares de famílias foram destruídas, milhares de pessoas foram parar à prisão ou foram mortos. Hoje, a palavra «bufo» aparece quase como um elogio. Uma espécie de sinónimo de «empenhado», «dedicado», «defensor dos bons costumes». Como dizia o poeta, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Mas, para mim, um «bufo» será sempre um «bufo»: uma pessoa de mau carácter.

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publicado às 14:39


«Na última edição publicámos a história de uma mulher francesa que, por um incrível azar, sofreu uma perda irreparável e um acidente brutal numa praia algarvia. Nesse dia do Verão de 1988, há quase 20 anos, Véronique perdeu o seu namorado, com quem tencionava casar, e ficou em coma. Recuperou, e ainda paraplégica, iniciou uma luta pela vida. Hoje anda com dificuldade, refez, tanto quanto se pode numa situação destas, a sua autonomia, mas nunca conseguiu ser indemnizada pelo Estado português.

E, no entanto, o Estado português foi condenado em todas as instâncias. A última vez foi no Supremo Tribunal Administrativo, a 19 de Dezembro de 2006, correndo agora um processo contra Portugal no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Segundo a nossa República fez saber ao advogado desta francesa, hoje com 51 anos, o Governo português não tem dinheiro para lhe pagar.

Trata-se de 370 mil euros. Um valor ridículo muito abaixo de algumas indemnizações ou reformas dadas a gestores públicos, ou do que verbas gastas em publicações, brochuras, propaganda que ninguém vê ou lê.

Não obstante, é um valor que não repara o imenso sofrimento de alguém que foi vítima da incúria de uma Câmara (como se deu por provado no processo).

Este Estado é desumano. Fala em grandes números, em grandes iniciativas, em grandes obras, mas não consegue honrar um dever a que um tribunal o condenou. Apregoa a modernização e o apego aos valores democráticos e humanistas, mas é incapaz de reconhecer um erro.

É este o Estado que temos. E o silêncio que reinou depois de conhecidos os factos é também bastante eloquente. Significa que tudo vai continuar na mesma


O Estado é desumano, Editorial do Expresso, 16.02.08.

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publicado às 11:09

||| Fundamentalismo luso.

por Tomás Vasques, em 16.02.08
´


Fiscais da Câmara de Lisboa exigem licença de ocupação de via pública para o uso de tripés de máquinas fotográficas e de filmar. No regulamento de ocupação de via pública, nem na letra, nem no espírito, se prevê tal situação. Trata-se de uma interpretação fundamentalista, como fundamentalistas são algumas interpretações da lei feitas pela ASAE ou pela DGS em ralação à lei do tabaco, por exemplo. Esta onda fundamentalista ainda está no começo. Hoje, muitos estão ao lado deste afã «civilizacional», uns batendo palmas, outros fazendo o papel de bufos. Amanhã, quando o colete-de-forças legislativo e repressivo os atingir nos seus direitos mais elementares, quererão protestar. Mas será tarde: o fundamentalismo estará, então, instalado como cultura dominante neste país pobre e inculto.

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publicado às 10:36

||| As não-notícias.

por Tomás Vasques, em 16.02.08
A RTP notícia que «Procuradores podem processar Bexiga». Lá poder, podem. Mas, esse «podem», tão natural como respirar, é notícia ou encomenda?

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publicado às 00:46



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