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vestigador»). Deste interesse nasceu, em 1981, um livro que foi publicado com uma tiragem de 300 exemplares e divulgado sob a chancela «para uso interno», como conta o autor. A editora Temas & Debates acaba de publicar o dito texto sob o título Mário Soares e a Democracia Portuguesa Vistos da Rússia. É um texto interessante, sobretudo do ponto de vista da memória. Transcrevo um parágrafo para situar a óptica do autor: «Confrontam-se duas tendências opostas: a escalada da ofensiva reaccionária contra as conquistas progressistas da revolução de Abril e a luta da esquerda e das massas populares em defesa do que então se conseguiu. (…) Foi precisamente durante a governação do I Governo Constitucional dos socialistas que se enveredou pelo caminho da redução dos direitos económicos dos trabalhadores e progressivamente pela suspensão das conquistas do 25 de Abril.»


ta que Manuel Alegre está a ser pressionado para fundar novo partido. O descontentamento e o desencanto, por um lado, o populismo e a demagogia, por outro, podem produzir resultados catastróficos. O objectivo primeiro destas movimentações é retirar a maioria absoluta ao PS; o objectivo segundo, é formar, finalmente, um governo de «maioria de esquerda»: PS (sem Sócrates), MIC de Alegre-Roseta, Bloco e PCP. Os sonhos do «socialismo do século XXI», aquela coisa ideologicamente estranha inventada por Hugo Chávez, e soprada ao ouvido deste por Fidel Castro, atravessaria o Atlântico e chegaria finalmente a Portugal. O sonho da revolução bolivariana em Portugal poder-se-ia, então, concretizar - pensam os «estrategas» da extrema-esquerda. No entanto, há aqui um problema de calendário eleitoral. As eleições autárquicas realizam-se antes das legislativas. E será nas autárquicas que os eleitores de Lisboa vão dar opinião sobre o que pensam da coligação PS-Bloco. Os resultados em Lisboa vão, certamente, influenciar os arranjos partidários para as legislativas. De qualquer modo, «isto» vai aquecer...