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||| Agenda cultural [3].

por Tomás Vasques, em 27.01.08



Passe os olhos pelo Cenáculo - Boletim on-line do Museu de Évora. Este é o nº 2 e merece leitura.

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publicado às 16:26

||| A luta da memória contra o esquecimento.

por Tomás Vasques, em 27.01.08
Em 1976, um jovem comunista soviético, de seu nome Sergei Yastrzhembskiy, aprendeu português e trabalhou numa tese dedicada à «Revolução Portuguesa». Inevitavelmente, «encontrou» no caminho Mário Soares e se interessou pela personagem («as suas posições face à sociedade e à política não podiam deixar de me interessar enquanto investigador»). Deste interesse nasceu, em 1981, um livro que foi publicado com uma tiragem de 300 exemplares e divulgado sob a chancela «para uso interno», como conta o autor. A editora Temas & Debates acaba de publicar o dito texto sob o título Mário Soares e a Democracia Portuguesa Vistos da Rússia. É um texto interessante, sobretudo do ponto de vista da memória. Transcrevo um parágrafo para situar a óptica do autor: «Confrontam-se duas tendências opostas: a escalada da ofensiva reaccionária contra as conquistas progressistas da revolução de Abril e a luta da esquerda e das massas populares em defesa do que então se conseguiu. (…) Foi precisamente durante a governação do I Governo Constitucional dos socialistas que se enveredou pelo caminho da redução dos direitos económicos dos trabalhadores e progressivamente pela suspensão das conquistas do 25 de Abril

A leitura deste texto, agora transformado em livro, de Sergei Yastrzhembskiy, faz-nos avivar a memória dos anos 1974-1980 e, sobretudo, comparar o que hoje se diz sobre os mesmos temas: ataques aos direitos sindicais, restrições das liberdades dos trabalhadores e por aí fora. O PCP não mudou, e todo o mérito lhe é devido por isso. Diz sempre a mesma coisa a partir da «análise da luta de classes». Mas podemos comparar os outros protagonistas de ontem. Nalguns casos é interessante constatar, na óptica dos comunistas, como os «reaccionários» de há 30 anos se transformaram nos «progressistas» de hoje. Cito, por exemplo: «O diploma que provocou a maior indignação e resistência dos trabalhadores foi a Lei Barreto, que previa sérias restrições das conquistas dos trabalhadores rurais da zona da reforma agrária. A lei em questão condenou ao desemprego três em cada quatro trabalhadores rurais das províncias do Alentejo e Ribatejo.» Restringir as conquistas dos trabalhadores e lançat no desemprego 75% dos trabalhadores rurais da zona da reforma agrária é obra!
Vale a pena ler este livro de Sergei Yastrzhembskiy, cuja publicação em português foi sugerida por Mário Soares. Voltarei ao tema.

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publicado às 15:37

||| Para que a memória não se perca.

por Tomás Vasques, em 27.01.08

O meu amigo João Soares, de Auschwitz, enviou-me hoje, 27 de Janeiro de 2008, uma mensagem: para que a memória não se perca.

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publicado às 13:26

||| Tranquilidade.

por Tomás Vasques, em 27.01.08

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publicado às 09:14

||| Pela nossa saúde (4).

por Tomás Vasques, em 27.01.08
«Ainda ninguém provou que existem agora mais mortes porque fecharam urgências, ou mais partos em ambulâncias devido ao encerramento de maternidades; ainda não houve qualquer pedido para um debate sério e digno sobre a política da saúde em Portugal; ainda não se ouviu nenhuma proposta de contra-reforma daquela que o actual Governo pôs em marcha depois das conclusões do estudo encomendado a uma comissão especializada; nunca foi equacionado qualquer pacto de regime entre os dois partidos que alternam no poder, PS e PSD, sobre esta questão fundamental.·

Perante uma reforma mal explicada a quem dela deve usufruir e o aproveitamento das suas consequências, os episódios a que se assiste só desprestigiam o País e alimentam a descrença da população nos políticos e nas suas políticas. E o pior é que a cada mudança de Governo é preciso começar tudo de novo.»
Editorial do DN, 27.01.08.

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publicado às 08:36

||| A ponte é uma passagem para a outra margem.

por Tomás Vasques, em 26.01.08

Caro Luís: convido-o a ler de novo o que escrevi e que mereceu a sua referência. Não estou a ver Manuel Alegre a fazer o papel de Chávez. Esse papel reserva -o para o Louçã. Por isso, em nenhum momento atribuí a Manuel Alegre (também li as suas declarações a esse respeito) a intenção de criar um novo partido, apesar de pensar que há, entre os seus apoiantes, essa forte tentação. Apenas referi as «movimentações» que o estão a pressionar, como noticia o DN e projectei as consequências. Quanto ao «sonho bolivariano», a que está associado o populismo e a demagogia, bem como a «maioria de esquerda», tem autores concretos no meu breve apontamento: os «estrategas» da extrema-esquerda. E nestes, como é óbvio, não se integra Manuel Alegre, pelo menos atá ver. O que rabisquei apenas significa que há pressões para passar a fronteira entre uma suposta «esquerda» do PS e o «sonho bolivariano» alimentado pela extrema-esquerda. Essa ponte pode ser atravessada. Se o Luís, pessoa sempre bem informada, nos garante que essa fronteira se manterá, ficamos mais descansados.
(Quanto a tendências socialista no PS, parece que muita gente só as descobriu agora. Eu nunca lá estive de outra maneira, ao contrário dos que apoiaram todos os secretários-gerais: apoiaram Soares e depois Contâncio, apoiaram Sampaio e depois Guterres e, em seguida, o Ferro, mas só agora é que descobriram a pólvora).

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publicado às 21:10

||| Amêijoas e corvinas.

por Tomás Vasques, em 26.01.08
Esperamos que a «criatividade» orçamental das amêijoas e das corvinas do Tejo não esteja a fazer escola.

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publicado às 20:41

||| À espera da Primavera.

por Tomás Vasques, em 26.01.08

Foto de Alexandre Guerra.

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publicado às 18:00

||| Leitura obrigatória.

por Tomás Vasques, em 26.01.08
Jaime Bulhosa escreve sobre Leitores, no Pó dos Livros. Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade

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publicado às 17:28

||| Pela nossa saúde (3).

por Tomás Vasques, em 26.01.08
João: tens razão, como eu não deixo de a ter. Ao ministro da Saúde compete-lhe pôr a funcionar as urgências, o SNS e sei lá que mais; À SIC, como a qualquer orgão de comunicação social, compete informar sobre os «casos» esdrúxulos que por aí vão acontecendo diariamente nas urgências, nas ambulâncias e por aí fora. Contudo, todas as competências têm limites. Manda, por isso, o bom senso que não se atribua à «política de saúde» de Correia de Campos (ou de quem quer que seja) a incompetência de um maqueiro, o desleixo de um bombeiro ou uma morte súbita à porta de um hospital sem urgências. Como também manda o bom senso que não aceite – enquanto consumidor – os critérios editoriais que integram «no contexto» de boas informações e boas notícias várias não-notícias, metendo alhos e bugalhos no mesmo saco. Porque é da nossa saúde que estamos a falar.

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publicado às 17:01

||| Sonhos bolivarianos à moda de Caracas.

por Tomás Vasques, em 26.01.08



A maioria absoluta do PS e a governação de José Sócrates deixaram um espaço de crescimento eleitoral à «esquerda». Estando o PCP completamente enferrujado, o Bloco (apesar de ser feito do mesmo material do PCP tem feito um zeloso trabalho para esconder a ferrugem) seria o natural beneficiado. Isso é tão evidente que até Louçã, em tempos, se entusiasmou. («A estratégia do BE é destruir o actual mapa político português para polarizar um campo novo que lute pelo socialismo (…) Podemos e queremos ter a maioria. As grandes ideias da política socialista que defendemos concretizam-se em programas de governo. Quando tivermos a responsabilidade de uma maioria de mudança estaremos prontos a assumi-la por inteiro.» - em entrevista ao DN). Mas a Alegre e Roseta andam a estragar os sonhos de crescimento do Bloco. Nas presidenciais, Louça atirou-se para a frente «convocando» o «povo de esquerda» a votar nele. Mas o desastre bateu-lhe à porta. Manuel Alegre ocupou o espaço de crescimento do Bloco. Nas intercalares de Lisboa, o Zé apareceu desarvorado para o sucesso eleitoral. Aqui, foi Helena Roseta que lhe saiu ao caminho. Para o ano temos eleições europeias, autárquicas e legislativas. Será o ano de todos os balanços: à governação de José Sócrates; à trajectória oposicionista do PSD; à estratégia de «luta» do PCP; aos sonhos de «maioria» do Bloco; e ao grupo de amigos de Paulo Portas. Mas, atenção, que ninguém cala a voz de Manuel Alegre. E Helena Roseta não abandonou o PS para se reformar da política. Hoje, o DN dá conta que Manuel Alegre está a ser pressionado para fundar novo partido. O descontentamento e o desencanto, por um lado, o populismo e a demagogia, por outro, podem produzir resultados catastróficos. O objectivo primeiro destas movimentações é retirar a maioria absoluta ao PS; o objectivo segundo, é formar, finalmente, um governo de «maioria de esquerda»: PS (sem Sócrates), MIC de Alegre-Roseta, Bloco e PCP. Os sonhos do «socialismo do século XXI», aquela coisa ideologicamente estranha inventada por Hugo Chávez, e soprada ao ouvido deste por Fidel Castro, atravessaria o Atlântico e chegaria finalmente a Portugal. O sonho da revolução bolivariana em Portugal poder-se-ia, então, concretizar - pensam os «estrategas» da extrema-esquerda. No entanto, há aqui um problema de calendário eleitoral. As eleições autárquicas realizam-se antes das legislativas. E será nas autárquicas que os eleitores de Lisboa vão dar opinião sobre o que pensam da coligação PS-Bloco. Os resultados em Lisboa vão, certamente, influenciar os arranjos partidários para as legislativas. De qualquer modo, «isto» vai aquecer...

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publicado às 12:10

||| Intolerância e estupidez.

por Tomás Vasques, em 26.01.08
«Comemorar o assassinato de um homem talentoso e bem-intencionado, prisioneiro do seu tempo e de uma velha história, não devia provocar a intolerância e a estupidez da esquerda. Provocou a do Bloco
Vasco Pulido Valente, Público, 26.01.08.

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publicado às 10:24

||| Pela nossa saúde (2)

por Tomás Vasques, em 26.01.08
«Ora, o que importa discutir é a racionalidade das medidas do Governo. E a verdade é que, tendo em conta as melhorias inegáveis nos índices de Saúde nos últimos 20 anos (todos os parâmetros o indicam), a evolução tecnológica dos meios de diagnóstico e de intervenção e a radical diferença da rede viária e das acessibilidades, só se entendia a manutenção dos blocos de partos e das urgências que até agora existiram como formas de não afrontar as populações de certas localidades e de aumentar a despesa na Saúde para níveis impossíveis de manter.

Ou seja, independentemente da sua total falta de jeito para a política, que é notória, o ministro Correia de Campos tem razão quanto ao fundo da questão»
Editorial do Expresso, 26.0108.

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publicado às 10:04


A actualidade política italiana retratada pelo traço inconfundível de Pedro Vieira.

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publicado às 00:27

||| Uma pequena delícia!

por Tomás Vasques, em 26.01.08
«Mas há padres e padres. Oliverio Medina, sacerdote das FARC declarou que Cuba é «a prova de que o capitalismo não é a panaceia para a humanidade, mas sim o socialismo. Cuba é como uma irmã que brilha com luz própria
Avante, 24.01.08.

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publicado às 00:20




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