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||| A coisa está negra para o lado dos autarcas.

por Tomás Vasques, em 22.01.08
Na SIC – Notícias estão, neste momento, frente a frente, José Miguel Júdice e António Barreto. Este iniciou a sua intervenção a explicar como, em Portugal, o pequeno crime é perseguido e denunciado, enquanto o grande crime passa quase despercebido. Tudo isto a propósito do sistema financeiro. Mas, o interessante foi a frase de António Barreto a abrir: «o pequeno crime praticado por um autarca, um contrabandista, um cigano é perseguido…»

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publicado às 23:22

||| A velocidade dos nossos dias.

por Tomás Vasques, em 22.01.08
Vivemos um tempo vertiginoso. O que é verdade de manhã, quando acordamos, pode não ser verdade ao fim do dia, quando regressamos a casa. Um comentário, uma notícia não se aguentam actualizados 24 horas, mas alguns minutos. Talvez umas horas. Isso exige mais ponderação nos comentários. Mais adequação à velocidade do nosso tempo. Atentem nestes dois título de um diário on-line:
1) «Bolsas asiáticas de novo em colapso dão o mote para dia negro na Europa». Público, 22.01.2008 - 08h37.
«Bolsa portuguesa subiu 1,3 por cento e acompanhou parte da Europa». Público, 22.01.2008 - 17h04.

Afinal, bastaram uma horas para «o dia negro na Europa» se transformar em «cenário cor-de-rosa», usando a expressão do autor das duas notícias.

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publicado às 22:39

«Tenho que dizer, com seriedade, que está melhor, na medida em que a taxa de crescimento económico é hoje mais forte do que era quando fui eleito. A confiança, apesar de tudo, também é hoje mais forte do que era há dois anos a esta parte", disse hoje Cavaco Silva.

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publicado às 14:16

||| A nossa saúde.

por Tomás Vasques, em 22.01.08
«O caso da morte do bebé da Anadia é exemplar de até onde pode ir a instrumentalização das populações, o oportunismo político de autarcas e dirigentes partidários e a despudorada falta de imparcialidade de certo jornalismo nacional. » (ler na íntegra).
(via Causa Nossa)

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publicado às 14:02

||| Contra o fundamentalismo.

por Tomás Vasques, em 22.01.08




«Portugal é um país amável, de brandos costumes, como é habitual dizer-se. É uma das suas virtudes. Mas parece estar a tornar-se, aos poucos, num país fundamentalista. Sinal dos tempos. A recente lei antitabaco pode vir a ser um exemplo disso, mas não o único.



Não sou fumador. A não ser eventual, "se me dão", quando "o Rei faz anos", se estou particularmente bem-disposto, após um bom almoço com amigos fumadores...



Penso, aliás, que o tabaco é um mal, apesar do exemplo de Churchill, com o seu eterno charuto, de Simenon, inseparável do cachimbo, e de Camus ou de Humphrey Bogart, com os seus eternos cigarros...



Houve um tempo em que fumar era moda. As senhoras que o digam: começaram a fumar, habitualmente, no princípio do século XX. Hoje é uma actividade reprovável, senão um acto de malvadez. Passou-se do oitenta a zero, de um dia para o outro. Sem pedagogia, sem ouvir os interessados, fumadores activos e passivos, sem preparação prévia, dos estabelecimentos públicos, por decreto e por moda política da chamada "boa governação". Tenho dúvidas que resulte. Lembro-me do que sucedeu com o abolicionismo do álcool, em Chicago, nos anos trinta...



Depois criou-se a ASAE, organismo para fiscalização e protecção dos cidadãos, quanto aos artigos que consomem. Uma boa iniciativa. Claro, se houver bom senso e as intervenções públicas não se tornarem excessivas. Se a ASAE for vista como um organismo persecutório, que mete medo e estimula os bufos (um velho estigma nacional desde os tempos da Inquisição), então, não. Ao serviço das "grandes superfícies" com produtos estandardizados - sem gosto e inodoros - dos insuportáveis McDonald's, para atacar o pequeno comércio personalizado, também não. Seria acabar com as produções caseiras: o pão saloio, os bons frutos e legumes de produção individual, o mel, a flor do sal, o peixe pescado à linha e consumido no dia, em pequenas tascas, os doces locais... Acabar com tudo isso seria a ASAE, imprudentemente, destruir o que faz a nossa diferença e tornar Portugal, de norte a sul, um país apetecido e amado. Pelos estrangeiros sobretudo...»

Mário Soares , DN, 22.01.08

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publicado às 09:52

||| Prós e Contras.

por Tomás Vasques, em 22.01.08
Em regra, às segundas-feiras à noite, faço um esforço para ver os Prós e Contras quando o tema me parece interessante. Mas o resultado é invariavelmente o mesmo: dez minutos depois já desliguei. Na terça-feira de manhã leio uns salpicos, aqui e ali, e fico satisfeito por ter desligado.

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publicado às 09:04



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