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Vou ali escrever um livro já volto.

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publicado às 23:37

||| Regras, liberdade e qualidade de vida.

por Tomás Vasques, em 16.01.08



Eduardo Pitta, quanto a matéria de regras, em abstracto, tem razão. Pode não ter razão na sua aplicação quanto ao tempo, e quanto ao modo. E o tempo e o modo são muito importantes. Quanto ao tempo: há usos e costumes, alguns seculares, que não podem ser alterados radicalmente por via repressiva, ou seja, fixar a regra, a sanção e a polícia fiscalizadora. Há situações, muitas situações, cuja mudança exige um grande esforço na educação e uma regulamentação gradual. Todos os seres humanos são iguais, mas não estou ver a aplicação de uma norma que obrigue o uso de torneiras com determinadas caracteristicas nas cozinhas das tascas de um muceque de Luanda. É uma questão de encontrar o tempo certo. E o tempo certo na Finlândia pode não ser o tempo certo em Portugal, como o tempo certo no Brasil, pode não ser o tempo certo nos Estados Unidos. Quanto ao modo: volto à torneira nas cozinhas de um pequeno restaurante. Uma coisa é fiscalizar o restaurante e dizer: meu caro, esta torneira não está de acordo com as regras. Dou 10, 15 dias, um prazo, para mudar a torneira. Voltarei após o prazo. Outra coisa é dizer, meu caro, o restaurante está encerrado até que mude a torneira. Quem diz a torneira diz muita coisa. O modo de actuação também é muito importante. A acrescentar ao tempo e ao modo há outro pormenor: porque tenho memória, não alinho, por princípio, nas soluções repressivas e policiais como base de mudanças de hábitos, usos e costumes. Acredito mais na educação e persuasão. As polícias, muitas vezes, tomam o freio nos dentes, aplicam a lei à sua maneira, são fundamentalistas. E eu não gosto de fundamentalistas. Eu gosto de viver em democracia, com todo o respeito pelos outros, mas numa sociedade de liberdade e não de imposições. E além disso há situações e situações, há regras e regras. Generalizar é o pior que nos pode acontecer.


(PS: dizia-me ontem um amigo estrangeiro há alguns anos a viver em Portugal: desde que essa coisa da asae passou pela pastelaria do meu bairro os rissóis deixaram de ser bons e de ter aquele sabor que me deliciava. O dono explicou-me que deixaram de ser rissóis caseiros e, agora, vêm congelados de uma grande fábrica. Neste caso, eu prefiro que me informem: estes rissóis são caseiros e não podemos garantir a qualidade das condições de higiene na sua confecção; estes outros são confeccionados com todas as garantias de higiene. Eu escolho. O Estado não deve impor o que eu devo comer. Deve apenas exigir que eu seja informado de que é coelho e não gato, mas deixar-me a liberdade de eu comer gato se essa for a minha opção. )

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publicado às 22:48

||| Primeiras damas.

por Tomás Vasques, em 16.01.08
Num programa de «primeiras damas», o que farão Bill Clinton e Carla Bruni, aquando de um encontro oficial entre os presidentes Hillary Clinton e Sarkozy, perguntava há dias uma humorista francesa.

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publicado às 09:06

||| Para que servem os radares?

por Tomás Vasques, em 16.01.08
Entre 16 de Julho de 2007, quando entraram em funcionamento os radares, em Lisboa, e 31 de Dezembro, a Polícia Municipal registou 261.728 infracções. Ora, parece que a Câmara de Lisboa não tem meios para processar a avalanche de infracções. E mesmo que tivesse esses meios, se o infractor não pagar voluntariamente, o que acontece? Tribunal? Meio milhão por ano?

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publicado às 08:40



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