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||| Ditadores.

por Tomás Vasques, em 29.10.07



O Pedro Correia desafiou-me para entrar numa nova corrente blogosférica. Desta vez – usando as suas palavras – para sublinhar o papel do acaso na abordagem ao texto literário. São cinco as regras:
1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro; 2. Abra o livro na página 161;3. Na referida página procurar a quinta frase completa;4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais cinco bloguistas à escolha.



Procurei seguir à risca as instruções. O resultado não foi assim tão fácil de obter como me pareceu à primeira impressão. Em cima da secretária tinha dois livros. Duvidei de imediato se teriam 161 páginas, mas confirmei um a um: não tinham. Dirigi-me às estantes e aí, ao acaso, sem olhar os livros de frente, cumprindo religiosamente as regras, fiz duas tentativas frustradas. Na primeira, na dita página, saiu-me uma fotografia de Che Guevara (Che, de Paco Ignacio Taibo II); na segunda uma única frase (Dádiva Divina, de Rui Zink). À terceira tentativa saiu-me uma edição velhinha de O zero e o infinito, de Arthur Koestler, Livros de Bolso Europa-América. Página 161, 5ª frase completa: «Os diletantes em tirania tinham obrigado os seus súbditos a agir sob comando, o Nº 1 tinha-lhes ensinado a pensar às suas ordens».


E por aqui me fico. Agora, resta-me convidar 5 «camaradas», sugerindo-lhes que façam o mesmo que eu agora fiz, como me sugeriu o Pedro: o Eduardo Graça (Camus não vale); a miss woody & miss allen (para matar a curiosidade de saber que frase lhes caberá em sorte); à Carla (na esperança de que o sorteio a brinde com uma frase cândida); o Raimundo Narciso (pode ser que acerte no Foi assim); e o Lauro António (se a Cine Eco lhe der tempo).




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publicado às 19:54

||| Peronismo.

por Tomás Vasques, em 29.10.07


Cristina Kirchner foi eleita, como todas as sondagens indicavam, à primeira volta, Presidente da Argentina, com 44% dos votos expressos. No país do tango, o peronismo ainda continua a ser o que era. E tal como Isabelita Perón sucedeu na Presidência a seu marido, Juan Domingo Perón, em 1974, Cristina sucede a seu marido, em 2007. (Está errada a notícia do DE que titula: “Cristina Kirchner eleita a primeira mulher Presidente da Argentina», como está errada a «informação» de que seriam necessários 45% do votos para evitar a segunda volta. Hoje, quando a memória nos falha, o conhecimento está à distância de um computador).

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publicado às 12:09

||| Achas para a fogueira.

por Tomás Vasques, em 29.10.07

Excerto de Referendos e democracia, João Marques de Almeida, Diário Económico de 29.10.07 (sublinhados meus).


«O argumento que associa o referendo à democracia constitui uma séria ameaça aos princípios e instituições fundamentais da democracia representativa. Este ponto é claro quando se observa o recurso ao referendo por parte de ditadores. Hitler, por exemplo, era um grande adepto do referendo. Entre 1933 e 1938, o ditador nazi convocou quarto referendos. O primeiro decidiu retirar a Alemanha da Sociedade das Nações com 95% dos votos. O segundo, em 1934, reforçou os poderes de Hitler como Chanceler, com 90% dos votos. O terceiro, em 1936, confirmou a remilitarização do Reno, com 98,8% dos votos. O último ratificou a anexação da Áustria, com 99% dos votos. Conclusão: segundo aqueles que associam os referendos à democracia, a estratégia de conquista militar de Hitler foi um caso exemplar de “expansão democrática”»

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publicado às 11:37

||| LisboArte.

por Tomás Vasques, em 29.10.07

Dia 3 de Novembro, a partir das 15 Horas, na Galeria Novo Século, Rua do Século 23, Pintura de Rinoceronte. (Na imagem, Um Cão Visita o Museu, acrílico sobre MDF, 50x50).

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publicado às 11:22

||| Sondagens e inquéritos.

por Tomás Vasques, em 29.10.07
1. De acordo com uma sondagem da Marktest para o DN e a TSF, 67% dos portugueses consideram que a ida de agentes da PSP às instalações de um sindicato na Covilhã, nas vésperas da visita do primeiro-ministro, representou uma interferência no direito de manifestação dos organizadores do protesto. Mas, o que me deixa candidamente perplexo é que há 33% de portugueses que não consideram tal facto uma interferência. São muitos portugueses. São mais do que aqueles que elegeram Cavaco Silva primeiro-ministro, em 1985. E são mais do quádruplo dos eleitores do PCP.

2. De um inquérito encomendado pelo Instituto Nacional de Administração (INA) à Universidade Católica resulta que três em cada quatro pessoas inquiridas entendem que a administração pública funciona «pior» ou «muito pior» do que o sector privado. Mas, o que me deixou candidamente perplexo é que há 25% de portugueses que consideram que a Administração Pública funciona melhor do que o sector privado. Contudo, encontrei a explicação no texto da notícia «O inquérito abrange não só cidadãos/utentes, mas também dirigentes públicos, que naturalmente têm opinião distinta quanto ao desempenho da "sua" administração».

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publicado às 08:25



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