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||| Histórias e memórias.

por Tomás Vasques, em 11.10.07
Vítor Dias queixa-se com frequência de omissões ou de falta de memória dos «comentadores burgueses». Neste caso concreto, sobre a intervenção militar cubana no Congo e em Angola, ao referir à famosa batalha do Cuito Cuanavale, em Angola, Vítor Dias devia ter dito, pelo menos em nota de rodapé, em nome da memória, que o grande estratega da dita batalha, o General Arnaldo Ochoa Sanchez, foi fuzilado, nos arredores de Havana, a mando dos irmãos Castros, na madrugada de 13 de Julho de 1989. É caso para citar José Luís Borges: «A verdade histórica não é o que sucedeu, é o que pensamos que sucedeu».

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publicado às 21:09

||| Governo e oposição ou apenas puro veneno.

por Tomás Vasques, em 11.10.07
O PCP, na oposição na Câmara de Lisboa, defende que «os trabalhadores não são descartáveis», como a maioria PS/BE pretende. Como ajuíza o «Avante», a maioria PS/BE está a proceder a «despedimentos»: cerca de três dezenas de funcionários da Divisão de Medicina no Trabalho receberam cartas a anunciar a rescisão dos contratos. É notório que o PCP quer fazer, a partir do concreto, a prova de que o BE representa a pequena burguesia radical e, por razões de classe, está sempre disposta a vergar à grande burguesia e ao capital, neste momento «representado pelo PS». Na lógica do olhar marxista, em que o BE se situa, numa revisão «modernista», a desmedida ambição de Sá Fernandes em ser vereador com pelouro vai dando razão ao PCP. Mas, as razões do PCP vão mais longe. O BE não se submetia ao «acordo de Lisboa» só em função das ambições pessoais de Sá Fernandes. O PCP «sabe» que a «pequena burguesia radical de fachada socialista», como a caracterizam os clássicos, por muito que barafuste, capitulará sempre face ao poder do grande capital. Esta luta entre a «classe operária» e a «pequena burguesia» vai dar um grande romance…

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publicado às 20:16

||| Há mais vida para além do deficit.

por Tomás Vasques, em 11.10.07



Não sei a que horas o Eduardo Graça «meteu» este post. Mas, não é relevante. O que importa é que há mais vida para além do deficit... Bom, não abandalhem muito senão vem aí a polícia dos costumes.

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publicado às 19:48




Por estes dias, dois polícias entraram pelas portas de um Sindicato adentro, ali para os lados da serra, e enrodilharam a democracia. Hoje, o Parlamento vergastou o acto. Como resposta, o primeiro-ministro anunciou que este ano o défice público português se vai cifrar em 3% do PIB, quando a meta era 3,7% (O brilharete é à nossa custa, no entanto, pela minha parte, está pordoado atendendo aos bons motivos). Mas, não fica sem resposta, nem perdão de outros lados: dia 18, quinta-feira, é dia da grande manifestação nacional contra o Governo. Os ricos que paguem a crise, dizem. Mas o primeiro-ministro não se fica pelos ajustes e já respondeu à letra por antecipação: «Tudo faremos para que os funcionários públicos não percam poder de compra no próximo ano», declarou José Sócrates hoje. Eu sei que tudo isto é muito importante, mas não se esqueçam de olhar para as melhores capas da Esquire deste ano. Se não injectamos cultura na política a vida torna-se árida, pior do que um deserto. Animaliza-nos. A propósito não se esqueçam, também, de ler as crónicas da Moda Lisboa (ou da Moda Cascais?) que a Miss Pearls nos promete. É a blogosfera a conquistar espaço.

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publicado às 18:46

||| O mundo de Doris.

por Tomás Vasques, em 11.10.07


Doris Lessing, nasceu na Pérsia, que já não é Pérsia, mas Irão. E aí viveu até aos 6 anos. Depois seguiu para a Rodésia, que já não é Rodésia, mas Zimbabué. Já tinha 30 anos quando foi viver para a Grã-Bretanha. Aos 87 recebe o Nobel da Literatura.

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publicado às 15:50



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