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«sound-bytes», dizem eles.

por Tomás Vasques, em 10.09.07
«Défice comercial português baixou 7,5 por cento no primeiro semestre

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publicado às 22:41

Onde se misturam corvinas e chineses.

por Tomás Vasques, em 10.09.07


O Expresso do último sábado noticiava que Maria José Nogueira Pinto, de novo à frente do projecto de reabilitação da Baixa-Chiado, agora pela mão do PS, quer acabar com as lojas chinesas na Baixa de Lisboa. Esta «ideia» pouco fica a dever à «ideia» das amêijoas e das corvinas de Sá Fernandes. Para além de poder ser interpretada como xenófoba (os partidários de Sá Fernandes já escreveram: «a Câmara ter uma “comissária” para a Baixa-Chiado, que já pela segunda vez dá provas da mais bafienta xenófobia é, no mínimo, desprestigiante para uma cidade que se quer moderna, cosmopolita e desenvolvida»), a «ideia» só é concretizável, a curto prazo, violando as mais elementares regras de mercado e violando a Constituição. Ou seja, impedindo (ilegalizando) a compra, o arrendamento ou o trespasse na Baixa a um determinado tipo de comerciantes, em função da nacionalidade (chineses) ou do objecto do comércio (produtos chineses). É óbvio que se trata de uma tonteria. A Baixa lisboeta está degradada, a todos os níveis, e é apenas um ponto de passagem. A restauração definha em qualidade e até a Loja das Meias sucumbiu por falta de clientes, por exemplo. As boas marcas e o comércio de qualidade não querem a Baixa e, por isso, a compra, o arrendamento e os trespasses são baixos em relação a outras zonas da cidade. Só a requalificação daquele território, em função dos desejos, dos hábitos e das necessidades das pessoas (e não em função de «projectos» saídos da cabeça de «iluminados»), que dê nova vida à Baixa, irá permitir a valorização dos espaços físicos, da procura e do comércio, e então, haverá uma selecção da oferta e da qualidade. Um dos males do nosso «planeamento» passa, em primeiro lugar, pela noção de que nunca se executará; em segundo lugar, pela (ir)responsabilidade dos «responsáveis» em função dos resultados. Assim, podemos brincar à vontade às cidades, ao planeamento, etc. O último a sair que apague a luz.

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publicado às 18:10

Ilustração.

por Tomás Vasques, em 10.09.07
Amanhã, 11 de Setembro, às 19 horas, inauguração (se não for cancelada até 3 horas antes) da exposição de ilustração de Pedro Vieira. Na Trem Azul Jazz Store, Rua do Alecrim, 21 A, em Lisboa.

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publicado às 14:24

Peúgas brancas.

por Tomás Vasques, em 09.09.07



No comício de encerramento da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa centrou o seu discurso nas «medidas contra o desemprego e o endividamento das famílias». Percebeu que o anunciado discurso dos «traços da deriva antidemocrática e fascizante» do Governo PS não se coadunava com a comemoração da revolução soviética de Outubro de 1917 e a presença dos «camaradas» da Coreia do Norte ou da Bielorússia. Isto de usar peúgas brancas com fato preto não só é de mau gosto, como dá muito nas vistas.

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publicado às 20:59

Um Domingo televisivo.

por Tomás Vasques, em 09.09.07


Durante a manhã podemos assistir a «uma operação de salvamento» do casal que, ampliando uma desgraça, se lançou, por vontade própria, nas bocas do mundo – os McCann. Neste momento, com a contribuição de uns cães ingleses, estão na corda bamba: ou vão presos ou substituirão o já gasto culto de Diana.
Ao começo da tarde a selecção nacional de basquetebol venceu (com uma intranquilidade desnecessária no período final) a selecção de Israel, na segunda fase do Eurobasket-2007 que decorre em Espanha. Abriu, com esta vitória, espaço de sonho para o confronto com a Grécia.
Mas, quase sem tempo para digerir, já decorre o primeiro jogo da selecção nacional de râguebi, em Saint-Étienne, um jogo para o Mundial da modalidade, onde Portugal, uma equipa amadora, participa pela primeira vez a este nível por direito próprio. Não ganham milhões, mas dão o corpo ao manifesto.


PS. A nadadora portuguesa Sara Oliveira venceu os 200 metros mariposa do 36.º Campeonato Brasileiro Absoluto de Natação, que hoje terminou em Florianápolis.

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publicado às 16:35

Treinador de sofá.

por Tomás Vasques, em 08.09.07


Fim de ciclo do «empata». Nem o eventual apuramento o salva.

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publicado às 22:48

A síndrome de Ulisses, Santiago Gamboa.

por Tomás Vasques, em 08.09.07

O último romance de Santiago Gamboa (Bogotá, Colômbia, 1965), A Síndrome de Ulisses, editado pela ASA, conduz-nos aos meandros da imigração em Paris. Revela-nos uma outra cidade, diferente de Paris nunca se acaba, de Enrique Vila-Matas ou Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway. É um outro retrato literário: uma Paris vivida por imigrantes colombianos, onde se cruzam ex-guerrilheiros do M-19, gente simples à procura de uma vida digna e jovens candidatos a escritores, mas também africanos, outros sul-americanos e orientais. «Nós, chegamos pela porta das traseiras, tirados à sorte do lixo, vivíamos muito pior do que os insectos e os ratos». Histórias de vidas que se desenvolvem, ao nosso lado, quer em Paris, quer em Madrid, em Londres ou em Lisboa, muitas vezes abaixo da «linha de visibilidade».

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publicado às 19:31

1. «Tenho dúvidas que [a Coreia do Norte] não seja uma democracia» - Bernardino Soares, deputado do PCP.


2. «…não tenho conhecimento da existência de presos políticos [em Cuba]». - Bernardino Soares, deputado do PCP.


3. «Os traços da deriva antidemocrática e fascizante” [em Portugal]» - Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP.

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publicado às 12:47

O arguido.

por Tomás Vasques, em 08.09.07

Muitas vezes escrevi aqui sobre «o arguido», esse conceito «perverso» que judicialmente serve para conferir a uma pessoa mais garantias de defesa no processo judicial, mas que socialmente se transformou (com a ajuda da comunicação social) em sinónimo de «acusado» antes de qualquer acusação ou, mesmo, «condenado» antes de qualquer julgamento. O caso McCann está a colocar, pela primeira vez, o conceito de arguido em crise. Ferreira Fernandes no DN de hoje, com humor, dá uma ajuda(sublinhados meus):


«Vai haver festa em Coimbra, pátria da adolescência dos penalistas nacionais. Conseguiram! A sua especialidade, lendo os jornais estrangeiros de ontem, exportou-se. Tal como já acontecera com o queijo da serra e o pastel de Belém, a palavra "arguido" conquistou o mundo. "What is an 'arguido'?", titulava o inglês Guardian. Ao que respondia, também em título, o espanhol El Mundo: "'Arguido', figura para el sospechoso oficial em Portugal." E o francês Le Monde pediu a um jurista luso para explicar a típica palavrinha. Ele compara com "suspeito" mas alertou: "Não implica acusação exacta." E, assim, se demonstrou a paternidade portuguesíssima de "arguido". Este é uma coisa em forma de mais ou menos. Está para os touros de morte como a tourada portuguesa. Arguido é todo curvas, é uma pega de cernelha. É acusar e dizer em seguida: "Mas não leve a mal, homem." Mais português é impossível. A palavra "arguido" conquistou o mundo. Só falta convencer os juízes.

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publicado às 11:12

Livros.

por Tomás Vasques, em 07.09.07
A conversa sobre livros está a marcar a rentrée blogosférica: a resposta a uma pergunta «inócua» (os livros que não mudaram a minha vida) está a transformar-se num «tratado» sobre literatura, com inestimáveis contributos aqui, aqui e aqui, por exemplo.

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publicado às 16:32

Reacções à flor da pele.

por Tomás Vasques, em 07.09.07
O caso McCann é paradigmático do comportamento dos «populares» – essa figura imprecisa de povo anónimo, mas opinativo. Julgam sempre as situações à flor da pele e reagem em conformidade. Tanto lhes dá para, compungidos e solidários, acompanhar o casal MaCann em múltiplas vigílias na Igreja da Praia da Luz, a última das quais anteontem, como os vaiar e apupar, hoje, à porta da PJ de Portimão. Muitas vezes - quase sempre - os jornais acompanham os «sentimentos populares».

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publicado às 16:00

Alguém se sente incomodado?

por Tomás Vasques, em 04.09.07

Os que não mudaram, 2

por Tomás Vasques, em 04.09.07
A propósito de livros cuja leitura não muda a vida do seu leitor, ocorre-me o seguinte: um dia, há muitos anos, ao fim de uma manhã de primavera, um amigo meu estava dividido entre ler um pequeno livro (quando conta a história refere sempre o livro: Boneca de Luxo, de Capote) ou ir passear junto ao Tejo. Optou pela segunda hipótese. Nesse passeio foi atropelado ao fim da Rua do Alecrim, sob o olhar complacente e liberal do Duque da Terceira. Passou umas semanas num hospital e ainda hoje coxeia. Ele costuma dizer: «há leituras que mudam a nossa vida sem sabermos».

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publicado às 16:42

Os que não mudaram.

por Tomás Vasques, em 04.09.07

O Francisco José Viegas lançou-me o desafio de enumerar 10 livros que não mudaram a minha vida. Trata-se, para mim, de uma tarefa difícil. Quando estou a ler um livro, independentemente das «consequências» da leitura, não estou a fazer outra coisa. Este facto, só por si, pode ter mudado muitas vezes a minha vida. Por isso, a minha primeira tentação foi enumerar 10 livros que nunca li. Parecia-me, racionalmente, a melhor solução. A mais verdadeira. No entanto, a leitura é um pressuposto do repto. Assim optei por:

Livros que poderiam ter mudado a minha vida, mas não mudaram:

A Bíblia, Vários autores.

O que é a Maçonaria, Jorge Ramos (Minerva de Bolso, 1975).

O Erro de Descartes, António Damásio (Pan Macmillan, 1995).

Receitas Eróticas, Leslie C. Carlton, (Editorial Perseu, 2002).

Curso Completo de Tarô, Nei Naiff (Nova Era, 2002).

Como havemos de viver? Peter Singer (Dinalivro, 2005).


Outros exemplos de livros que, em princípio, não mudaram a minha vida.


Desta água beberei, Urbano Tavares Rodrigues (Livraria Bertrand, 1979).

Ensaio sobre a lucidez, José Saramago, (Caminho, 2004).

Foi Assim, Zita Seabra (Alêtheia Editores, 2007).

António de Oliveira Salazar, Jaime Nogueira Pinto (A Esfera dos Livros, 2007).
Deixo o repto nas mãos do Eduardo Graça, do Torquato da Luz, do Tiago Barbosa Ribeiro, da Ana e do Raimundo Narciso.


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publicado às 15:54

Surpresas!

por Tomás Vasques, em 03.09.07
George W. Bush fez escala, hoje, em Bagdad a caminho de Sydney. Foi constatar com os próprios olhos os estragos provocados pela invasão de modo a poder apresentar no Congresso o relatório sobre os «progressos alcançados no Iraque».

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publicado às 21:22




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