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||| Vender gato por lebre.

por Tomás Vasques, em 21.09.07
Francisco Louçã questionou, hoje, no Parlamento, José Sócrates sobre duas nomeações para cargos públicos de coordenação na área da saúde de personalidades que têm funções dirigentes na actividade privada. Esta é uma falsa questão. Para Louçã é irrelevante que essas pessoas deixem de exercer o cargo que ocupam ao serem nomeados para cargos públicos. Não está em causa a competência técnica das pessoas ou a sua isenção. O que está em causa para ele – Louçã – é que exercer (ou ter exercido) cargos na actividade económica privada é uma espécie de antecâmara de «criminalidade». Estão «infectados». Duas consequências: no modelo de sociedade «socialista» que o BE almeja, a propriedade privada, como «crime», será abolida (até o partido comunista chinês percebeu o desastre deste «socialismo»); no entretanto, os cargos públicos serão destinados, apenas e só, a quem decidiu «abraçar» a causa pública e não se deixa «contaminar» pela «ideologia» dos interesses privados, nomeadamente pessoas que giram à volta das nomenclaturas partidárias e fazem disso modo de vida. Aí, onde a «competência» se mede pela fidelidade ao partido. Por exemplo, como os 11 assessores de um vereador sem pelouro na Câmara de Lisboa. Louçã não perde uma oportunidade para escorregar para a «revolução permanente». Não tem nada de mal, antes pelo contrário. As sociedades democráticas são feitas da (e na) diversidade. É essa a sua principal riqueza em relação a todos os modelos experimentados. Louçã não precisa é de vender gato por lebre.
(Adenda: «Declarando-se "profundamente sentido", Joaquim Gouveia (um dos visados) declarou: "Desminto categoricamente e lamento profundamente uma acusação desta grandeza feita numa situação em que não me era possível defender." Em comunicado precisou que foi "substituído na direcção do Serviço de Oncologia do Hospital Cuf Descobertas a 7 de Abril de 2006» e «Não dirigo um serviço cardiovascular nos Hospitais Privados de Portugal. É mentira", disse Seabra- Gomes (outro dos visados)», segundo o Público de hoje.

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publicado às 23:38

||| Alma portuguesa [2]

por Tomás Vasques, em 21.09.07

A SIC apresentou, hoje, no Jornal da Noite, mais um exemplo da verdadeira e insondável alma portuguesa: o valor de um «passe» mensal para a viagem de comboio entre Barcelos e o Porto é 57 euros mais cara do que a soma dos «passes» Barcelos – Nine e Nine – Porto. Ou seja, centenas de utentes, apercebendo-se da idiotice, adquirem os 2 «passes» e fazem descansadamente a viagem entre Barcelos e o Porto por menos 57 euros por mês do que aqueles que, por desconhecimento, adquirem o «passe» Barcelos – Porto. A história repete-se em dezenas de outros percursos no território nacional. É mais barato comprar bilhete do Entroncamento até à Azambuja e, depois, da Azambuja até à Gare do Oriente, do que o bilhete Entroncamento – Gare do Oriente ou Azambuja – Setil, Setil – Entroncamento e por aí fora. Parece que este tarifário está em uso há muitos anos. A «sorte» deste bom povo é que vai encontrando a «solução» para «enganar» o deixa-andar de Administrações da coisa pública que deviam decidir sobre estas «engenhosas” complicações à portuguesa. Essa «sorte» estava estampada no sorriso maroto de uma entrevistada que dizia: «há cinco anos que eu compro os dois «passes», o que é como quem diz: «esses senhores importantes têm a mania que são espertos, mas eu sou mais esperta do que eles». Seria muito fácil resolver este tipo de situações mas, por isso mesmo, por ser muito fácil, é que, para nós – portugueses – se torna difícil.

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publicado às 22:11

||| Recordes com nuvens negras na paisagem.

por Tomás Vasques, em 21.09.07
O crude atingiu ontem o seu valor mais alto de sempre – 83,80 dólares. O euro atingiu anteontem o seu nível mais alto de sempre – ultrapassou a barreira de 1,40 dólares. Pescadinha de rabo na boca: a queda do dólar aumenta a procura do petróleo. A tormenta financeira com epicentro no outo lado do Atlântico vai contrair o crédito por todo lado. Vem aí borrasca. Antes de tempo. Acumulam-se os sinais de que não vai dar tempo para desapertar o cinto.
(Adenda: «Razões para inquietação?» por Vital Moreira (Causa Nossa).

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publicado às 08:15



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