
Ricardo Paula. (Acrílico sobre tela.)
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Helena Roseta, ontem à noite, senhora do seu nariz,
disse que Sá Fernandes, mais conhecido pelo empata túneis,
teria dito durante a campanha uma coisa e, agora, com o cheiro a pólvora por perto, ou seja, ordenado, carro, motorista e dezenas de assessores,
está a fazer outra, ao que o dito Sá Fernandes, no seu estilo pragmático, de quem luta há dezenas de anos por ser «alguém na vida», respondeu que, afinal, era ela, Helena Roseta, que
não tinha percebido patavina do que ele, Sá Fernandes, homem de uma só palavra, disse durante a campanha eleitoral. Posto isto, a que não deve ser estranho estarmos no mês de Agosto, uma pergunta me assalta: alguém pensa que algum lisboeta se vai esquecer, quando chegar a altura, de que Sá Fernandes contou apenas com 6% dos votos em Lisboa?
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O mais importante do agora badalado
corredor verde de Monsanto (da autoria do Arq. Ribeiro Telles) foi executado entre 1997/2001, no mandato de João Soares: todo o ajardinamento do Alto do Parque Eduardo VII (a maior mancha por ocupar do dito corredor que começa nos Restauradores), a que foi dado o nome de
Jardim Amália Rodrigues, e as denominadas
Hortas de Campolide, atrás da sede da polícia municipal. Falta completar apenas o espaço da Quinta José Pinto e uma passagem aérea de ligação a Monsanto. Não nos venham depois contar histórias da carochinha.
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António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, à falta de melhor, e em estado de necessidade, estabeleceu um
acordo com o Bloco de Esquerda, na sequência do qual a Sá Fernandes é atribuído o pelouro dos espaços verdes e jardins. Quando conhecer o acordo falarei sobre isso mas, para já, há a reter dois aspectos importantes: primeiro, o Bloco ensaia, aqui, na Câmara de Lisboa, pela primeira vez com significado (a excepção é Salvaterra de Magos), o exercício do poder. Talvez um primeiro teste para o vir exercer a nível nacional quando as circunstâncias o permitirem ou, em caso de desastre, para demonstrar que o Bloco é só «garganta»; segundo, dois anos é tempo suficiente para realizar muito trabalho, tal como Sá Fernandes sempre exigiu que outros fizessem, e a fasquia está tão baixa (o estado dos espaços verdes e dos jardins de Lisboa bateu no fundo) que o senhor vereador do Bloco tem condições para fazer um «brilharete». A minha opinião é que não vai fazer nada que se veja e vai embrulhar-se em politiquices para disfarçar a incapacidade. Mas, vamos dar-lhe o benefício da dúvida… e ter esperança na recuperação dos espaços verdes de Lisboa.
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