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A luta dentro do Bloco está a agudizar-se.

por Tomás Vasques, em 20.08.07
«Sabendo que está a insinuar uma falsidade, o ministro da Agricultura tenta associar o Bloco de Esquerda ao ataque à plantação de milho transgénico no Algarve.» (Daniel Oliveira).
Uns dão a cara; outros tapam-na «por causa da estética do movimento».

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publicado às 23:25

É concentrar, por estreitas razões partidárias, o odioso da acção de destruição da plantação de milho, em Silves, no Instituto da Juventude, como assinala Eduardo Graça. Nesta calmaria de Agosto, sem incêndios dignos de grandes notícias, era necessário apontar a mãozinha do Governo à acção de vandalismo da extrema-esquerda «ambientalista». A fraude argumentativa é demasiado notória. Não colhe e tem o efeito perverso de desculpabilizar os autores materiais e morais da dita accão de «restabelecimento da ordem ecológica, moral e democrática».

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publicado às 18:19

Treinador de sofá

por Tomás Vasques, em 20.08.07
Como sportinguista gostava muito de Fernando Santos, mas Camacho também é capaz de servir.

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publicado às 16:25

Parece que esta merda dos meninos e meninas do verde eufémia, com o apoio de Miguel Portas, está a dar mesmo para o torto: «O ecoterrorismo chegou a Portugal e é melhor que o mundo saiba que cá não irá longe.» Daniel Oliveira já disse de sua justiça, mas Francisco Louçã, tão pronto a botar faladura noutras situações, demora mais tempo a dizer o que lhe vai na alma do que o Ministério da Administração Interna. Ficou entupido?

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publicado às 00:55

Ainda o milho marado.

por Tomás Vasques, em 20.08.07

Nuno Ramos de Almeida procura recentrar a discussão sobre a acção de destruição de uma plantação de milho transgénico, na sexta-feira, em Silves, nos malefícios do dito. Não é difícil estar de acordo quanto aos eventuais efeitos do milho marado, como de todos os transgénicos, apesar de se dever ponderar os aspectos negativos e positivos. Mas, no caso concreto que despoletou estas conversas, a questão central está no modo de alertar as pessoas para as situações. Ora, se um agricultor – um pequeno agricultor, ao que parece – que cumpriu as leis em vigor deve ser tratado como um «negociante dos transgénicos» e, cirurgicamente, arrumado na prateleira da «ganância de uns poucos», então, depreende-se, que está «justificada» a acção de destruição da plantação. Não há meio-termo. Áté Miguel Portas já percebeu que o tiro lhe saiu pela culatra.

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publicado às 00:06

Ambientalistas e «ambientalistas»

por Tomás Vasques, em 19.08.07

Cerca de 600 pessoas posaram nus num glaciar na Suiça para o fotógrafo Spencer Tunick, numa campanha de alerta da Greenpeace contra os efeitos do aquecimento global. A Greenpeace pretende alertar para as consequências do aquecimento global. Spencer Tunick associou-se a esta iniciativa e as fotografias vão fazer parte de uma campanha publicitária que será lançada nas próximas semanas. Os ambientalistas avisam que, se nada for feito, a maioria dos glaciares suíços vai desaparecer até 2080.
Por cá os «ambientalistas» (as aspas significam a instrumentalização e a subserviência destes às estratégias de partidos políticos) em vez de fazerem sacrifícios pelas causas em que se empenham (por exemplo, entrarem em greve de fome pela ilegalização das plantações de milho transgénico) preferem o uso da «via armada» para o «socialismo». A IV Internacional não dorme.

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publicado às 18:17

Diz-me com quem andas dir-te-ei que és.

por Tomás Vasques, em 18.08.07
Miguel Portas acha bem a acção da Verde Eufémia ontem numa propriedade em Silves. Pelos factos descritos sobre o assunto não está só: a GNR, pelo seu comportamento, também deve ter acho bem.

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publicado às 23:22

O tiro pela culatra.

por Tomás Vasques, em 18.08.07


Há duas horas entrei num pequeno café no centro de uma vila alentejana. Uma dúzia de clientes, uns sentados nas duas ou três mesas, outros, em pé, ao balcão falavam sobre a acção dos «ecologistas» Verde Eufémia, ontem em Silves. A condenação dos «meninos família» era unânime. O agricultor prejudicado merecia a simpatia dos presentes. Das conversas cruzadas, o que sobressaía era a dicotomia legalidade-ilegalidade («o homem tinha tudo legal e aquela cambada destruiu tudo» ou «meninos família que não têm respeito pelo trabalho dos outros» ou ainda «a guarda estava lá mas nunca está ao lado de quem trabalha»). Se os «ecologistas» pretendiam chamar a atenção para os malefícios do milho transgénico saiu-lhe o tiro pela culatra. Naquele café, como provavelmente no resto do país, ninguém evocou tais malefícios, mas sim a brutalidade da acção de «restabelecimento da ordem ecológica, moral e democrática». É um bom tema para discutir!

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publicado às 19:29



A «criatividade» do Bloco, pela voz do Zé, a ler no semanário O Sol de hoje, para fazer face às despesas da Câmara de Lisboa: comercializar as amêijoas e as corvinas que se pescam no Tejo e pôr as vinhas e as oliveiras da Tapada da Ajuda a produzir vinho de mesa e azeite. Pela originalidade e, sobretudo, pela «profundidade económica» que resulta destas sugestões, há certamente aqui a mãozinha de Francisco Louça. O Bloco vai reivindicar a chefia do Departamento Municipal de Ameijoas e Corvinas e o Departamento de Vinho Tinto e Azeites, estruturas a integrar no Pelouro do Ambiente.

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publicado às 13:00

Verde Eufémia.

por Tomás Vasques, em 17.08.07


A extrema-direita já tem movimentos «ecologistas» ou a extrema-esquerda voltou ao ataque? «O objectivo é restabelecer a ordem ecológica, moral e democrática» - escrevem em comunicado. De cara tapada? Não tenho opinião formada sobre o milho transgénico, mas tenho opinião sobre legalidade democrática. Se esconderam a cara por causa do pólen podem agora aparecer de cara destapada? Ku Klux Klan há muitos, como os chapéus.

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publicado às 23:55

A vida continua...

por Tomás Vasques, em 15.08.07

Hoje, pela manhãzinha, morreram mais 200 (Adenda: este número foi actualizado para 250, e posteriormente, para 500) iraquianos num daqueles diários atentados no Iraque. Um pouco mais do que ontem ou do que anteontem, talvez um pouco menos do que amanhã. A mortandade e o sofrimento daqueles povos não têm conta, nem fim à vista. Mas, estão longe. Não afectam a consciência dos partidários da invasão. Para estes, o «essencial» está resolvido: invadiram um país soberano e assassinaram o ditador em nome da «democracia». Agora, quem lá está que se amanhe. Os partidários da invasão têm mais que fazer do que se preocuparem com «guerras inter-religiosas» e outras ninharias de quem «não sabe ou não quer» viver em democracia. Uns têm que escrever editoriais todos os dias, outros têm que preparar as suas quadraturas na televisão. Sabem que a opinião não é um delito e os milhares e milhares de mortos inocentes não lhes pesam na consciência. A vida continua…

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publicado às 23:51

Eles são assim.

por Tomás Vasques, em 14.08.07
Ainda não começou a chover e já Francisco Louçã está a sacudir a água do capote.

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publicado às 19:48

Isto promete...

por Tomás Vasques, em 13.08.07

Por obra e graça de António Costa, o BE vai perder a virgindade do poder. Governa com o PS a Câmara de Lisboa, com o apoio dos «governamentalistas» do Bloco. Para o PS, do ponto de vista táctico é mau (não aquece, nem arrefece uma vez que não permite maioria absoluta, mas obriga a uns quantos números folclóricos à Bloco); do ponto de vista estratégico é bom (vai começar a desnudar o «paleio» oposicionista da extrema-esquerda, ao mesmo tempo que lhes lima as unhas nas próximas legislativas). Dito isto, passemos ao concreto. Sá Fernandes está deslumbrado, baralhado e, como não podia deixar de ser, anda às voltas sem saber para que lado se há-de deitar. Isto é notório na sua entrevista ao DN de ontem. Tanto afirma «Sei exactamente os problemas que a câmara e a cidade têm nas mais diversas áreas.», como de imediato, quase sem respirar, avança: «Há dossiers sobre os quais não tenho ainda ideias concretas.». Mas, ainda está a iniciar o mandato, e já se defende na perspectiva do fiasco: vai concretizar o Corredor Verde do arquitecto Ribeiro Teles? – Pergunta o jornalista, ao que Sá Fernandes responde: «A maior parte dos desenhos estão feitos há 20 ou 30 anos e são cada vez mais difíceis de realizar.» Não está mal para quem fez do corredor verde de Monsanto, praticamente concluído desde 2001, uma bandeira eleitoral. Na mesma linha, quando lhe perguntam pela conclusão do Jardim de S. Pedro de Alcântara, responde: «Estou convencido que até ao Natal, o mais tardar até Janeiro do próximo ano, vamos poder reabrir o Jardim de S. Pedro de Alcântara. Mas a falta de verbas é um problema grande.» Ou seja, se não estiver concluído será por falta de verbas e não pela sua incapacidade. Desculpas de mau pagador, literalmente. Isto promete…

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publicado às 14:30

A cartilha.

por Tomás Vasques, em 13.08.07



Anabela Fino é uma refinada «jornalista» do Avante – órgão central do PCP. A senhora é uma daltónica política, como são todos os comunistas. A perturbação da percepção visual-mental incapacita-a de distinguir determinadas situações. A senhora olha para a antiga União Soviética e o que vê: «a democracia mais avançada do mundo». E quando olha para o encerramento de um canal de televisão na Venezuela de Chávez por criticar o poder, ela aplaude e exclama: «a reacção não passará!». Mas, por cá, quando a directora de um museu é substituída porque discorda publicamente da política da Ministra que a tutela, a senhora Fino já não consegue aplicar os critérios anteriores. E, então, revolta-se contra a censura e o fascismo. E lembra-se, então, de Marcelo Caetano: «explicando ao povo a essência da sua democracia: ninguém era impedido de pensar o que muito bem entendesse... desde que estivesse calado.» A senhora Fino, sem querer, o que lhe acontece muitas vezes, caracteriza bem o seu Partido e as «democracias» que defende com unhas e dentes, de Pyongyang a Havana. Desta vez caracterizou-os como salazarista-marcelista. O daltonismo da senhora Fino não lhe permite ver que, no seu Partido, os que «pensam o que bem entendem» só não são presos ou fuzilados porque, aqui, em democracia, não dá. São apenas «expulsos». Mas, onde têm o poder, ainda hoje em Cuba ou na Coreia do Norte, como antes em Moscovo ou em Varsóvia, quem «pense o que bem entende» é preso, torturado ou morto. A senhora Fino só leu uma cartilha e, por isso, está incapacitada (ética, moral e politicamente) de atirar pedras a quem quer que seja. Porque tem telhados e paredes de vidro. Há quem tenha moral para criticar. Manifestamente, a senhora Fino não tem.

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publicado às 12:58

Não se pode nascer em Agosto.

por Tomás Vasques, em 12.08.07



Miguel Torga nasceu a 12 de Agosto. Em São Martinho de Anta, Vila Real. Há 100 anos. Hoje, em Coimbra, terra onde se licenciou em Medicina, onde exerceu a profissão e viveu durante 50 anos, foi inaugurada a Casa-Museu Miguel Torga e uma exposição retrospectiva da vida e obra do escritor e poeta, bem como um monumento, no Largo da Portagem. Nestas comemorações do centenário do nascimento de Miguel Torga, o Governo fez-se notar pela ausência. É um mau sinal. Bem avisava o poeta: «E na face do muro uma palavra a giz. MERDA! – lembro-me bem

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publicado às 15:01




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