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Nacionalidade.

por Tomás Vasques, em 29.08.07
É isto a alma portuguesa, senhores, diz - e bem - Francisco José Viegas.
«Ontem, num restaurante pequeno e familiar ao lado de casa, gerido por brasileiros, havia um «jantar de grupo»: trinta brasileiros comiam churrasquinho, bebiam cerveja e comentavam o campeonato português. (...) Hão-de cantar o hino, hão-de saber quem eram os reis da primeira dinastia, hão-de cozinhar bacalhau e, quem sabe, emigrar para França. Alguns hão-de ter nomes comuns, como Nelson Évora (nasceu na Costa do Marfim, tem pais cabo-verdianos, vive em Portugal desde os seis anos e adquire a nacionalidade portuguesa aos dezoito), outros chamar-se-ão Bosingwa (nasceu em Kinshasa) ou Obikwelo (nasceu na Nigéria). É isto a alma portuguesa, senhores

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publicado às 19:26

Novo veto presidencial.

por Tomás Vasques, em 29.08.07
Cavaco Silva vai pautando uma adequada distância em relação ao Governo através do veto de leis jurídica e/ou politicamente sensíveis. Hoje, vetou a Lei Orgânica da GNR, como recentemente se recusou a promulgar os Estatuto dos Jornalistas e a inibição dos contribuintes que queiram contestar as decisões do Fisco. O Governo e o Grupo Parlamentar do PS têm o dever de entender estes sinais de Belém. Ou melhor, têm o dever de entender os sinais da sociedade e dos demais partidos políticos antes da aprovação das Leis. Há matérias em que o consenso não desvirtua o rumo do essencial das políticas governamentais, nem a legitimidade de quem governa. E ajuda muito. Pelo menos não agrava a imagem de «autoritarismo». Aliás, a não promulgação é sempre explorada como um recuo e uma «derrota» política. Mais vale o consenso a anteriori, diria la Palisse.

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publicado às 17:47

Notas soltas.

por Tomás Vasques, em 29.08.07

1 – Vamos ouvir falar até ao fim do ano em «democracia participativa» a propósito de uma proposta recentemente aprovada pelo executivo municipal de Lisboa sobre o «orçamento participativo». A participação dos cidadãos no dia a dia na vida política, em princípio, enriquece a democracia. O problema é quando se utiliza esta bandeira com o objectivo de transferir para uma minoria de activistas as decisões que competem aos representantes legitimamente eleitos. Na nossa história recente temos memória de um exemplo de antologia sobre democracia representativa versus democracia participativa: o período entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Abril de 1975. A «democracia participativa» que avassalava empresas, cooperativas, sindicatos, forças armadas, aparelho judicial, comissões de trabalhadores e de moradores e vida política em geral não correspondia ao sentir dos portugueses que, nas primeiras eleições, a 25 de Abril de 75, rejeitaram a «democracia participativa» que Cunhal designara, então, como «processo revolucionário em curso». Porque temos memória, estamos atentos.

2 - Manuel Villaverde Cabral, em entrevista ao Semanário Económico, sugere que “É importante fazer um partido a partir de Belém». A «ideia» da criação de um novo partido à direita sob a tutela de Cavaco Silva é, apenas, mais uma acha para a fogueira em que o PSD arde lentamente. É um oportuno lembrete para a incapacidade de Marques Mendes.

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publicado às 10:37



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