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Isto promete...

por Tomás Vasques, em 13.08.07

Por obra e graça de António Costa, o BE vai perder a virgindade do poder. Governa com o PS a Câmara de Lisboa, com o apoio dos «governamentalistas» do Bloco. Para o PS, do ponto de vista táctico é mau (não aquece, nem arrefece uma vez que não permite maioria absoluta, mas obriga a uns quantos números folclóricos à Bloco); do ponto de vista estratégico é bom (vai começar a desnudar o «paleio» oposicionista da extrema-esquerda, ao mesmo tempo que lhes lima as unhas nas próximas legislativas). Dito isto, passemos ao concreto. Sá Fernandes está deslumbrado, baralhado e, como não podia deixar de ser, anda às voltas sem saber para que lado se há-de deitar. Isto é notório na sua entrevista ao DN de ontem. Tanto afirma «Sei exactamente os problemas que a câmara e a cidade têm nas mais diversas áreas.», como de imediato, quase sem respirar, avança: «Há dossiers sobre os quais não tenho ainda ideias concretas.». Mas, ainda está a iniciar o mandato, e já se defende na perspectiva do fiasco: vai concretizar o Corredor Verde do arquitecto Ribeiro Teles? – Pergunta o jornalista, ao que Sá Fernandes responde: «A maior parte dos desenhos estão feitos há 20 ou 30 anos e são cada vez mais difíceis de realizar.» Não está mal para quem fez do corredor verde de Monsanto, praticamente concluído desde 2001, uma bandeira eleitoral. Na mesma linha, quando lhe perguntam pela conclusão do Jardim de S. Pedro de Alcântara, responde: «Estou convencido que até ao Natal, o mais tardar até Janeiro do próximo ano, vamos poder reabrir o Jardim de S. Pedro de Alcântara. Mas a falta de verbas é um problema grande.» Ou seja, se não estiver concluído será por falta de verbas e não pela sua incapacidade. Desculpas de mau pagador, literalmente. Isto promete…

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publicado às 14:30

A cartilha.

por Tomás Vasques, em 13.08.07



Anabela Fino é uma refinada «jornalista» do Avante – órgão central do PCP. A senhora é uma daltónica política, como são todos os comunistas. A perturbação da percepção visual-mental incapacita-a de distinguir determinadas situações. A senhora olha para a antiga União Soviética e o que vê: «a democracia mais avançada do mundo». E quando olha para o encerramento de um canal de televisão na Venezuela de Chávez por criticar o poder, ela aplaude e exclama: «a reacção não passará!». Mas, por cá, quando a directora de um museu é substituída porque discorda publicamente da política da Ministra que a tutela, a senhora Fino já não consegue aplicar os critérios anteriores. E, então, revolta-se contra a censura e o fascismo. E lembra-se, então, de Marcelo Caetano: «explicando ao povo a essência da sua democracia: ninguém era impedido de pensar o que muito bem entendesse... desde que estivesse calado.» A senhora Fino, sem querer, o que lhe acontece muitas vezes, caracteriza bem o seu Partido e as «democracias» que defende com unhas e dentes, de Pyongyang a Havana. Desta vez caracterizou-os como salazarista-marcelista. O daltonismo da senhora Fino não lhe permite ver que, no seu Partido, os que «pensam o que bem entendem» só não são presos ou fuzilados porque, aqui, em democracia, não dá. São apenas «expulsos». Mas, onde têm o poder, ainda hoje em Cuba ou na Coreia do Norte, como antes em Moscovo ou em Varsóvia, quem «pense o que bem entende» é preso, torturado ou morto. A senhora Fino só leu uma cartilha e, por isso, está incapacitada (ética, moral e politicamente) de atirar pedras a quem quer que seja. Porque tem telhados e paredes de vidro. Há quem tenha moral para criticar. Manifestamente, a senhora Fino não tem.

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publicado às 12:58



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