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Pequenas verdades sobre flexi-segurança.

por Tomás Vasques, em 06.07.07

Como se prova, pela imagem acima, da EFE, reproduzida em vários blogues, há manifestações que, não só têm toda a cobertura da comunicação social, como não passa pela cabeça de ninguém discutir o número de participantes. Mais: ninguém questiona se os manifestantes são correias de transmissão de um qualquer partido comunista. É só uma questão de imaginação. «Bullfighting is Cruel»? Tudo Bem. Não há problema.

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publicado às 17:29


Fernando Negrão é um homem bom a quem só fazem maldades. É notório que não tem o menor jeito para estas andanças eleitorais, apesar de ser um incorrigível voluntarista. E nem sequer esconde essa falta de jeito. Não foi talhado para fazer o «número» de candidato ao que quer que seja, muito menos a umas eleições autárquicas em Lisboa. Tanto lhe dá para dizer que vai fazer jardins suspensos no Largo do Rato, como fazer, com o seu ar cândido, a maior baralhação que seria possível imaginar com a EPAL, a EPUL e o IPPAR. Nunca os profissionais da política o deviam ter desencaminhado da sua toga de Juiz de Direito enviando-o para Director da Polícia Judiciária. Foi a primeira maldade que lhe fizeram. E ele, qual masoquista, tomou-lhe o gosto. Teve de se demitir do cargo por andar a revelar segredos de justiça a jornalistas, com a mesma ingenuidade com que agora, ao visitar o aterro de Vale do Forno, diz que vai transformar as águas residuais para regar as ruas da cidade (numa Câmara que nem dinheiro para regar as ruas tem) ou em visita a um centro de terceira idade diz, com ar enfastiado, que «os idosos são a sua primeira prioridade» sem ter uma única ideia sobre como traduzir isso no dia a dia. Já o tinham mandado para Setúbal, mas com uma justificação: há muitos anos que aí reside. Agora, candidato à Câmara de Lisboa? Só o desespero de Marques Mendes se lembraria de mais esta maldade. Deixem o homem tranquilo, não o convidem para «batalhas» destas porque ele, incapaz de dizer que não, aceita tudo.

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publicado às 15:59


As contas que Helena Roseta fez, há uns meses atrás, vão sair furadas. Pretendia repetir em Lisboa a «façanha» de Manuel Alegre nas últimas presidenciais: ficar à frente do candidato oficial do PS numa disputa eleitoral para a Câmara de Lisboa. Alegre já tinha demonstrado que isso era possível. Mas, aqui, as possibilidades eram mais sérias, porquanto o PSD, em Lisboa, estava de rastos: Isto significava a forte possibilidade de, ao derrotar o candidato oficial do partido socialista, vir a ser presidente da Câmara de Lisboa. Viu a nesga por onde podia passar. Valia a pena abandonar o PS e caminhar com os «cidadãos» – aqueles homens e mulheres que, desencantados com a política e os partidos políticos, ficam sensíveis ao discurso populista – rumo a esse sublime objectivo. E na passagem, como quem não quer a coisa, escaqueirar o PS. Muita gente de direita percebeu o «truque» e rumou célere às Portas de Santo Antão levando-lhe, em vez de rosas, assinaturas. Nada mais ilusório. No fundo, Helena Roseta é uma mulher a quem corre a política e a vida partidária nas veias, desde há mais de 30 anos; sempre esteve em cima do palco nos dois partidos por onde passou e durante todo este tempo. Agora, não aguentou sequer dois anos sentada na plateia e sem os holofotes em cima. Só isso!

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publicado às 14:47


A Câmara de Lisboa é, para Marques Mendes, um calvário que verdadeiramente só vai começar na noite de 15 de Julho. Marques Mendes foi exigindo a Carmona Rodrigues a suspensão do mandato dos vereadores que, em Lisboa, iam sendo constituídos arguidos, mas não pensou na queda do executivo; quando o próprio presidente da Câmara foi constituído arguido, Marques Mendes, enleado na sua própria teia, «destituiu» Carmona Rodrigues em conferência de imprensa, mas não pensou que este podia recusar a «destituição», tal como aconteceu; ao «destituir» Carmona Rodrigues também não pensou que, nesse momento, já tinha que ter um candidato ao cargo de presidente da Câmara; dias depois de «destituir» Carmona, quis, então, escolher um candidato ao cargo, mas não pensou que, um atrás do outro, lhe recusassem o convite; sempre procurou manobrar a Câmara de Lisboa a partir da sombra da R. de São Caetano, porque pensou que não se molhava. Mas aqui - quando pensou- pensou mal: vai ser a principal vitima das eleições intercalares de Lisboa. E nem a hipótese de Fernando Negrão - o «duplo» que escolheu para as cenas perigosas - ficar à frente de Carmona o livra da derrota anunciada.

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publicado às 14:15

Sondagens (2).

por Tomás Vasques, em 06.07.07
O Barómetro DN/TSF apresenta outros resultados, sobretudo em relação a Fernando Negrão: António Costa 23,3% das intenções de voto. Carmona Rodrigues, com 10,6%. Helena Roseta com 9,8%. Fernando Negrão, fica com 9,1%. Ruben de Carvalho com 5,3%. José Sá Fernandes com 4,5%. Telmo Correia 1%. Apesar das diferenças, mantêm-se as mesmas 4 dúvidas.

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publicado às 09:53

Sondagens.

por Tomás Vasques, em 06.07.07

Sondagem Intercampus para o Público, TVI e Rádio Clube.
António Costa 34,7% (sobe 3,6). Fernando Negrão 17,5% (desce 2). Carmona Rodrigues 14,9% (sobe 1,2); Ruben de Carvalho 12,2% (sobe 2,6). Helena Roseta 6,5% (desce 2,6). Sá Fernandes 6 % (desce 3,1) e Telmo Correia 3,2% (sobe 0,7).
Mantêm-se as 4 dúvidas:
1. António Costa conseguirá ou não maioria absoluta?
2. Quem ganhará a «guerra» no PSD: Negrão ou Carmona?.
3. Quem ganhará o «campeonato» entre Ruben, Helena Roseta e Sá Fernandes?
4. Telmo Correia será eleito?
A ver vamos.
(O Público, nas fotografias, meteu Sá Fernandes em 4º lugar - terá algum signifidado?).

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publicado às 08:58

...

por Tomás Vasques, em 05.07.07
Benfiquistas: a coisa promete. Se não for um, são os outros.

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publicado às 23:35

Passatempo.

por Tomás Vasques, em 05.07.07


A senhora Kuneva, comissária europeia para a Protecção ao Consumidor, quer instaurar uma medida de auto-apagamento em todos os cigarros vendidos dentro da UE. Não dá para se preocupar um pouco com o pessoal que não tem rendimentos para o consumo mínimo.

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publicado às 20:13

O homem novo ou a felicidade paradoxal.

por Tomás Vasques, em 05.07.07
«Em apenas algumas décadas, a affluent society abalou os modos de vida e os costumes, instituiu uma nova hierarquia de objectivos, assim como uma nova relação do indivíduo com as coisas e o tempo, consigo próprio e com os outros. A vida no presente sobrepôs-se às expectativas do futuro histórico, e o hedonismo, às militâncias políticas; a febre do conforto ocupou o lugar das paixões nacionalistas e os lazeres substituíram a revolução. Apoiando-se na nova religião da melhoria contínua das condições de vida, o melhor-viver tornou-se uma paixão das massas, o objectivo supremo das sociedades democráticas, um ideal exaltado em cada esquina. Raros são os fenómenos que conseguiram mudar de forma tão profunda os modos de vida e os gostos, as aspirações e os comportamentos da maioria das pessoas num período de tempo tão curto. Nunca teremos verdadeiramente a noção de quanto o homem novo das sociedades liberais «deve» à invenção da sociedade de consumo de massa»

( Gilles Lipovetsky, A felicidade paradoxal, Edições 70)

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publicado às 15:06

Arguidos.

por Tomás Vasques, em 05.07.07

Começa a perceber-se, com nitidez, o erro político colossal de Marques Mendes com a história dos «autarcas arguidos»? No «caso EPUL», para já, o Juiz de Instrução Criminal não produziu despacho de pronúncia a nenhum dos arguidos. O que significa que considerou não existir qualquer ilícito criminal a submeter a julgamento judicial. O que significa, ainda, que aqueles arguidos, entre os quais Fontão de Carvalho, ex-vice-presidente da Câmara de Lisboa, neste caso, deixará de ser arguido, caso o Ministério Público não recorra ou o seu recurso não mereça provimento. É simples. Quando é que jornalistas e blogueiros deixam de misturar no mesmo saco situações tão distintas como «arguido», «acusado» e «condenado»? Agora, era bom ver notícias e comentários sobre esta decisão na mesma proporção dos que foram estampados aquando da constituição de arguidos.

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publicado às 13:08

Exposição de Pedro Vieira.

por Tomás Vasques, em 05.07.07

Exposição de ilustração de Pedro Vieira (irmaolucia), dia 10 de Julho, às 19 horas, na Trem Azul Jazz Store, Rua do Alecrim, 21 A.

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publicado às 02:24

De que lado está o vento?

por Tomás Vasques, em 04.07.07
Caso o PSD estivesse no Governo, neste momento e nestas circunstâncias, estão a ver Vasco Graça Moura a escrever isto?: «O mandato que a presidência portuguesa recebeu, quanto à reforma dos tratados, não lhe deixa qualquer margem de intervenção autónoma: foi-lhe entregue um rascunho minucioso que terá de passar a limpo escrupulosamente. Qualquer terceiro amanuense é capaz de o fazer.» (DN, 4.07.07). A «política» é obrigatoriamente isto?

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publicado às 20:26

A democracia agradece (2).

por Tomás Vasques, em 04.07.07

Há dias escrevi aqui:


Enquanto estes cargos (directores de centros de saúde, por exemplo) estiverem à mercê da sanha insaciável dos aparelhos partidários do PS e do PSD, os quais exigem «vingança» sempre que muda o partido no governo, não nos livramos destas andanças sul-americanas. Aproveitem a reforma da Administração Pública para profissionalizar estes cargos e acabar de vez com estes «deveres de lealdade» partidários. A democracia agradece.

Hoje, numa reunião da Comissão Parlamentar de Saúde, o deputado socialista Vítor Baptista foi bastante claro quanto ao futuro destas nomeações: «As substituições são normais, tendo em conta os resultados eleitorais». Esta posição é igual à de todos os outros partidos, apesar de os que agora estão na oposição vestirem a pele de cordeiros. Sabemos que os aparelhos partidários se alimentam, como vampiros, destas e outras nomeações, como sabemos que os partidos são a trave mestra das democracias. No entanto, à semelhança de outros países europeus, sobretudo os modelos que tantos pretendemos seguir noutras matérias, podíamos aproveitar para retirar da competência das concelhias partidárias a nomeação de certos cargos da Administração Pública.

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publicado às 20:11

Foi você que pediu um referendo?

por Tomás Vasques, em 04.07.07



Eduardo Pitta e Raimundo Narciso dão conta do desleixado abandono a que os deputados votaram esta senhora na Assembleia da República. E querem eles referendo.

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publicado às 17:51




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