Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Sinais?

por Tomás Vasques, em 27.07.07



O general venezuelano Raúl Baduel é um dos mais importantes militares da «revolução boliviana». Está com Chávez desde o falhado golpe militar de 4 de Fevereiro de 1992, apesar de não ter alinhado nessa aventura golpista. Depois da chegada de Chávez à presidência, Raúl Baduel ocupou todos os cargos de topo da hierarquia militar e no governo foi Ministro da Defesa até 18 de Julho último. Reformou-se, mas no discurso de entrega do ministério ao seu sucessor, na presença de Chávez, disse coisas tão simples como: «Debemos inventar el socialismo del nuevo siglo, pero no de una forma caótica y desordenada... Antes de redistribuir la riqueza, debemos crearla. No podemos redistribuir lo que no tenemos», ou « Debe estar claro que un sistema socialista de producción no es incompatible con un sistema político profundamente demócrata, con controles y separación de poderes. (...) Deberíamos apartarnos de la ortodoxia marxista que considera que la democracia con división de poderes es solamente un instrumento de dominación burguesa» ou ainda: «No se pueden implantar cambios bruscos en el sistema económico, es decir abolición a rajatabla de la propiedad privada y la socialización brutal de los medios de producción, sin que esto repercuta negativamente en la producción de bienes y servicios y sin que concomitantemente se genere un descontento generalizado en la población». . O discurso provocou uma polémica nacional, ainda em curso, sobre o destino da revolução venezuelana. Os chavistas radicais já chamam «traidor» a Baduel, mas este, apesar de se ter retirado, ainda representa alguma coisa nos meios militares. Aliás, foi Baduel que em 2002 salvou Chávez de ser corrido do poder quando ameaçou avançar com as suas tropas sobre Caracas. O que há a reter é que foi um general prestigiado do chavismo e um dos mais intímos de Chávez a criticar o actual rumo da Venezuela e a dar voz ao descontentamento.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:41

Conquilhas ao natural.

por Tomás Vasques, em 27.07.07



Uma parte considerável das pesquisas no Google «empurradas» para este blog procura o modo de cozinhar conquilhas. É normal, sobretudo nesta altura do ano: meio Portugal anda a «patetar » no Algarve, sobretudo na zona de Sotavento (no Barlavento já não há conquilhas), de pé na areia, em semicírculos, e a dar à anca, a apanhar o saboroso bivalve. E, depois, pelos vistos, não sabe bem o que fazer. Chegam aqui (em férias? Na praia? Na Internet? Só pode ser o plano tecnológico) e, em vez da esperada receita, apanham com o Alegre a botar palavra ou com a revolução de Outubro na Festa do Avante. Se tiverem sorte sai-lhes um nu feminino de Velasquez ou de Lucian Freud. É, no mínimo, falta de respeito. Para não desiludir quem cá chega acalorado e desprevenido, com as conquilhas num saco de plástico, e sem saber o que fazer, aqui vai a receita de Conquilhas abertas ao natural: deixe as conquilhas em água do mar (ou água da torneira com um pouco de sal) – a diferença é muita, mas há quem não dê por isso – durante, pelo menos, um hora. Fica com a garantia de que não vai mastigar areia durante o banquete. Numa frigideira, em lume forte, deite azeite, muitos dentes de alho esmagados e um generoso ramo de coentros. Quando os alhos começarem a alourar, deite as conquilhas e coloque uma tampa sobre a frigideira. Dê-lhes a volta uma ou duas vezes (Dar a volta é muito simples neste país). Quando estiverem todas abertas - as conquilhas -, ainda ao lume, regue com sumo de limão. Sirva-se de imediato com muita cerveja. Não se esqueça do pão: o molho é delicioso. (Bom, não vale a pena acrescentar que as ditas conquilhas acompanhadas com xerém (papas de milho, dizia a minha mãe) transformam-se em algo transcendental. Mas não tenho agora tempo para vos dar a receita. Já que estão na Internet procurem-na. Bom apetite.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:24



Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2006
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Links

SOBRE LIVROS E OUTRAS ARTES

CONSULTA

LEITURA RECOMENDADA.