Sócrates como Cavaco vinte anos depois. Do
Pedro Correia (Corta-fitas).
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Num dia em que acordou «mal disposto», Bagão Félix, ministro no Governo de Durão Barroso, despediu 18 directores distritais da segurança social através de fax. Provavelmente, os ditos directores não mereciam a «confiança política» do governo ou, quem sabe, as mandíbulas da marabunta que enxameia os aparelhos partidários do PSD e do CDS (neste caso) devem ter exigido «sangue» e o ministro não se fez rogado. Agora, o Tribunal, em última instância, decidiu que o Estado deve pagar um milhão de euros de indemnizações aos despedidos. Estes assaltos não terão termo enquanto não se restringir os lugares de «confiança política» na Administração Pública. Ou, pelo menos, se os lugares em causa são de «confiança política», é obvio que devem cessar como a queda do governo que os nomeou. Este meio-termo reinante entre estatuto de dirigente da “Função Pública” e «confiança política» é um pântano com o sabor das velhas ditaduras sul-americanas.
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A direita «pós-moderna”, com alguns representantes na blogosfera, furibunda com a «esquerda» e desiludida com a «direita”, encetou uma cruzada «anti-sistema». Mas perdeu-se pelo caminho. Desorientou-se e, por incapacidade de pensar o futuro, caiu no raciocínio simplista: se o «sistema» é democrático é na atitude anti-democrática que está a virtude, a fuga. E como «sistema» anti-democrático só conhece o que está para trás, anseia pelo regresso ao passado: um passado morto e enterrado, desde a «alma lusa» do contabilista de Santa Comba Dão à pátria derramada nas glórias «ultramarinas». Falta-lhe a lucidez (e o substrato liberal) de saber nadar contra a corrente. Não tem solução: vai morrer afogada.
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Ontem à noite vi o jogo do Benfica, sem som, num restaurante. O Benfica jogou bem e ganhou. O adversário, equipado de cor de rosa, não jogou nada. Mereceu perder. Desculpou-se com o calor, mas quem tem culpa dos 40º graus que estão em Lisboa?
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O
Canhoto deixou de fazer prova de vida.
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A oposição: «Os sindicatos da Função Pública manifestaram, esta segunda-feira, a sua oposição à intenção já anunciada do Governo de reduzir para apenas três as quase 1500 carreiras existentes na Administração do Estado.» (Dos jornais)
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Luís Coimbra, administrador do INAC, em entrevista ao Diário Económico de hoje, recorda que: a) Foi o Engenheiro Viana Baptista, Ministro dos Transportes da AD que, em 1982, apareceu, pela primeira vez, pela mão da empresa norte-americana TAMS, com a Ota como solução para o novo aeroporto de Lisboa; b) nos últimos trinta anos, nenhum estudo de localização considerou Alcochete como solução porque estava excluído à partida dada a irredutibilidade dos militares em retirar dali o campo de tiro. c) Se o Ministério da Defesa prescindir do campo de tiro...
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As peças estão todas a encaixar como num
puzzle. A deslizarem, uma de cada vez e sem alarido. Lá para o Natal,
Alcochete é a prenda no sapatinho.
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O PS-Madeira percebeu qual deve ser o
tom do dircurso político.
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«A maior parte da nova geração de políticos, até aos 55 anos, que singraram no pós 25 de Abril, são figuras públicas geradas apenas pela sua actividade partidária. Não se lhes conhece obra própria, um destino individual e, por isso, a sua disponibilidade para a política não tem o mérito de uma dedicação a uma causa com prejuízo de carreiras pessoais porque traduz apenas o seu apego àquilo de que dependem para sobreviver e para terem o reconhecimento dos outros.»
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Excertos de O manifesto de Alegre, 28.07.2007, Vasco Pulido Valente. Sublinhados meus.
«pensando na sua candidatura à Presidência e agora na candidatura de Roseta à Câmara de Lisboa, previne (ou prevê) que chegará o dia em que "os cidadãos punam e corrijam" o "afunilamento" dos partidos. Parece que a lição do MIC (o seu ridículo Movimento de Intervenção e Cidadania) não lhe serviu de nada. Não basta ganhar votos que no dia seguinte já são uma memória. Se os votos representam uma vontade e uma ideia (no caso de Alegre e de Roseta, um ponto duvidoso), é preciso uma organização, que os junte, que os solidifique e que pouco a pouco os transforme em acção, ou seja, um partido. E com o tempo um partido acabará como o PS (ou CDS ou o Bloco). A aspiração de Alegre a uma liberdade mítica e a uma espécie de governo do povo pelo povo é à superfície um bom sentimento. Mas de facto é uma recusa da modernidade e levou sempre à impotência ou à tirania. »
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O general venezuelano Raúl Baduel é um dos mais importantes militares da «revolução boliviana». Está com Chávez desde o falhado golpe militar de 4 de Fevereiro de 1992, apesar de não ter alinhado nessa aventura golpista. Depois da chegada de Chávez à presidência, Raúl Baduel ocupou todos os cargos de topo da hierarquia militar e no governo foi Ministro da Defesa até 18 de Julho último. Reformou-se, mas no discurso de entrega do ministério ao seu sucessor, na presença de Chávez, disse coisas tão simples como: «Debemos inventar el socialismo del nuevo siglo, pero no de una forma caótica y desordenada... Antes de redistribuir la riqueza, debemos crearla. No podemos redistribuir lo que no tenemos», ou « Debe estar claro que un sistema socialista de producción no es incompatible con un sistema político profundamente demócrata, con controles y separación de poderes. (...) Deberíamos apartarnos de la ortodoxia marxista que considera que la democracia con división de poderes es solamente un instrumento de dominación burguesa» ou ainda: «No se pueden implantar cambios bruscos en el sistema económico, es decir abolición a rajatabla de la propiedad privada y la socialización brutal de los medios de producción, sin que esto repercuta negativamente en la producción de bienes y servicios y sin que concomitantemente se genere un descontento generalizado en la población». . O discurso provocou uma polémica nacional, ainda em curso, sobre o destino da revolução venezuelana. Os chavistas radicais já chamam «traidor» a Baduel, mas este, apesar de se ter retirado, ainda representa alguma coisa nos meios militares. Aliás, foi Baduel que em 2002 salvou Chávez de ser corrido do poder quando ameaçou avançar com as suas tropas sobre Caracas. O que há a reter é que foi um general prestigiado do chavismo e um dos mais intímos de Chávez a criticar o actual rumo da Venezuela e a dar voz ao descontentamento.
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Uma parte considerável das pesquisas no Google «empurradas» para este blog procura o modo de cozinhar
conquilhas. É normal, sobretudo nesta altura do ano: meio Portugal anda a «
patetar » no Algarve, sobretudo na zona de Sotavento (no Barlavento já não há conquilhas), de pé na areia, em semicírculos, e a dar à anca, a apanhar o saboroso bivalve. E, depois, pelos vistos, não sabe bem o que fazer. Chegam aqui (em férias? Na praia? Na Internet? Só pode ser o plano tecnológico) e, em vez da esperada receita, apanham com o Alegre a botar palavra ou com a revolução de Outubro na Festa do Avante. Se tiverem sorte sai-lhes um nu feminino de Velasquez ou de Lucian Freud. É, no mínimo, falta de respeito. Para não desiludir quem cá chega acalorado e desprevenido, com as conquilhas num saco de plástico, e sem saber o que fazer, aqui vai a receita de
Conquilhas abertas ao natural: deixe as conquilhas em água do mar (ou água da torneira com um pouco de sal) – a diferença é muita, mas há quem não dê por isso – durante, pelo menos, um hora. Fica com a garantia de que não vai mastigar areia durante o banquete. Numa frigideira, em lume forte, deite azeite, muitos dentes de alho esmagados e um generoso ramo de coentros. Quando os alhos começarem a alourar, deite as conquilhas e coloque uma tampa sobre a frigideira. Dê-lhes a volta uma ou duas vezes (Dar a volta é muito simples neste país). Quando estiverem todas abertas - as conquilhas -, ainda ao lume, regue com sumo de limão. Sirva-se de imediato com muita cerveja. Não se esqueça do pão: o molho é delicioso. (Bom, não vale a pena acrescentar que as ditas conquilhas acompanhadas com
xerém (papas de milho, dizia a minha mãe) transformam-se em algo transcendental. Mas não tenho agora tempo para vos dar a receita. Já que estão na Internet procurem-na. Bom apetite.
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Hoje, depois dos resultados eleitorais de Lisboa, começa-se a falar na formação de novos partidos. Mas isso já estava escrito nas estrelas. Escrevi, aqui, logo em cima das eleições presidenciais de 2006 «
Nos próximos tempos vamos ter um “movimento” alegrista como um balão de ensaio. Se esvaziar, tudo não passou de um sonho escondido atrás da “cidadania”; se encher, então, mandam às urtigas a “cidadania” e lá vem um novo partido.» Ao longo deste ano e meio, por diversas vezes, chamei a atenção para esse fenómeno político. Ainda antes das eleições de Lisboa escrevi: «
Um bom resultado eleitoral de Helena Roseta em Lisboa (qualquer coisa entre os 10 e os 15 por cento), depois do resultado de Manuel Alegre nas presidenciais, vai levar à reflexão, por aquelas bandas, sobre as legislativas de 2009. Como nessas eleições os «independentes» ficam de fora, o tal MIC de Manuel Alegre pode, finalmente, encarar a hipótese de se constituir em partido político e concorrer às legislativas.». Aliás, todo o comportamento de Roseta, quer na campanha, quer depois, e sobretudo durante o próximo ano e meio, será pautado por esse objectivo.
Agora, para os «estrategas» do novo partido, existe uma dificuldade: o calendário eleitoral. Em 2009, provavelmente as europeias e as autárquicas serão em Junho e as legislativas em Outubro. Caso assim seja, o alegrismo terá que decidir se vai já como partido às autárquicas e, se aí esvaziar, é quase um nado-morto nas legislativas ou, se quer passar ainda o teste das autárquicas, para tomar o pulso ao eleitorado, fica quase sem tempo para preparar as legislativas. Estes dois próximos anos vão ser muito mais animados, políticamente falando, do que os últimos dez. E, ainda falta falar de Santana Lopes, sobretudo agora que Paulo Portas se «suicidou». Nestas coisas de «meteorologia» não há nada que enganar: venha a tempestade de onde vier, aparece sempre um anti-ciclone ao largo dos Açores. Mas, às vezes...
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