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por Tomás Vasques, em 19.06.07
Lisboa. A cidade, hoje, foi enclausurada no Museu da Electricidade. A possibilidade dos lisboetas serem electrocutados é muito grande.

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publicado às 22:02

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por Tomás Vasques, em 19.06.07
Boas notícias: é bom saber que há tribunais que rejeitam liminarmente o papel de instrumentos de luta política.

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publicado às 19:35

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por Tomás Vasques, em 19.06.07
Telepatias. Francisco: eu sei que tu sabes que eu sei em quem estás a pensar.

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publicado às 16:43

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por Tomás Vasques, em 19.06.07
Portugal dos Pequeninos: O João Gonçalves há 4 anos que mantém «a energia dos malditos contra as osgas e o tempo». Deus lhe conserve a língua afiada, mesmo quando se atira contra moinhos de vento.

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publicado às 16:13

Leituras.

por Tomás Vasques, em 19.06.07

A leitura atenta de Álvaro Cunhal e a dissidência da terceira via, de Raimundo Narciso, por quem tenho grande apreço, não me afastou um milímetro das conclusões que sempre retirei de outras leituras de «dissidências» do partido comunista: foram os protagonistas das «dissidências» que mudaram, não o partido. Mudou o seu olhar sobre os mesmos factos, quer no funcionamento interno, quer na apreciação política nacional e internacional. Podiam ter chegado às mesmas conclusões 10 anos antes, 20 ou 30 anos antes. Não chegaram. Aliás, isso mesmo perpassa em todo o livro. Por exemplo, a propósito da substituição de Krutchev por Breznev, no Verão de 1964, escreve Raimundo Narciso: «Mudança aliás que teve o agrado de Álvaro Cunhal que não apreciava (…) provavelmente o estrondo provocado pelas denúncias do estalinismo.» Se este «agrado» de Cunhal era uma «coisa má», era-o desde a década de 60. Antes de 1974, a ausência de democracia interna «justificava-se» aos olhos de todos os militantes pelas difíceis condições de clandestinidade. Mas, depois de 74, o PC continuou a funcionar rigorosamente como se estivesse na clandestinidade: a velha fórmula leninista do «centralismo democrático» a sustentar o pensamento único e inatacável. E esse funcionamento interno não era (é) uma questão organizativa. É uma questão ideológica. E é desde sempre. Não surge na década de 90. Insisto: não há «acontecimentos» novos no modo de funcionamento ou de análise do PC que expliquem as «dissidências», sobretudo de militantes de muitas décadas, como fundamento para o processo de divórcio com o partido. A explicação encontra-se sempre na mudança do «dissidente» e não do partido. E raramente leio, em obras deste tipo, uma explicação assente nas motivações que levaram o «dissidente» a integrar o partido comunista, a aceitar as regras de organização e a matriz político-ideológica durante décadas e, depois, explicar o seu novo olhar sobre o mundo, a sua mudança como a base sobre a qual assenta a ruptura. Contam-nos sempre a história de que o partido se transformou numa «coisa má», quando na verdade nunca houve qualquer transformação.

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publicado às 14:49

Aeroportos (2).

por Tomás Vasques, em 19.06.07

A atitude do governo em admitir à discussão, antes da decisão final, o estudo de opções alternativas à Ota – Alcochete e Portela+1 – tem provocado reacções que me levam a crer que muitos dos opositores à localização do aeroporto na Ota não são opositores à Ota, mas apenas opositores ao governo. Ou seja, tanto se lhes dá que o aeroporto seja na Ota, no Poceirão, em Alcochete ou na Portela. A localização para eles não é relevante. Relevante é o desgaste da imagem do governo até à decisão final. Antes criticavam – e bem – o governo pela obstinada opção pela Ota; mas, agora, criticam-no pelo «forma» como conduziu à admissão dos novos estudos. Andam sedentos de declarações e de cronologias para poderem avaliar a «transparência» do processo que levou à admissão dos novos estudos. Ora, o substancial é a decisão sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa. O resto é festa e foguetes. E, neste momento, estão finalmente reunidas as condições para que se decida bem sobre esta questão, depois de 30 anos de estudos e indecisões. Pelo andar da carruagem, se o governo se decidir, daqui a 6 meses, por Alcochete ou pela Portela+1, não haverá aplausos pelo abandono da Ota, mas um coro afinado que se repartirá por duas bancadas: numa, gritam – «Eu tinha razão»; na outra, gritam - «E agora, como eu que eu sei que esta é a melhor opção». Como diria Almada-Negreiros: «O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, portugueses, só vos faltam as qualidades»

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publicado às 11:35



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