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Ironias.

por Tomás Vasques, em 11.06.07
Os socialistas franceses, pela boca do seu líder, François Hollande, transmitiram ontem à noite a sua preocupação com a maioria absoluta obtida (mesmo antes da segunda volta das eleições francesas) pela UMP de Sarkozy. Falam na necessidade da «democracia respirar».

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publicado às 23:41

Lisboa ao deus dará.

por Tomás Vasques, em 11.06.07

Quase todos os candidatos à Câmara de Lisboa parecem cata-ventos à procura de votos. Sem estratégia, nem ideias. Visitam um lar de terceira idade e, à saída, afirmam: «os mais idosos são a nossa primeira prioridade»; passam por uma associação de cegos, e proclamam: «a cidade é uma armadilha para os invisuais; permitir-lhes uma melhor qualidade de vida é a nossa primeira prioridade»; recebem o apoio de uma associação de auto-motorizados e, de imediato, sem pensar, disparam: «impedir a entrada de carros na cidade é a nossa primeira prioridade»; dão um passeio pela feira do livro, e exclamam: «melhorar o parque Eduardo VII e a feira do livro é a nossa primeira prioridade”. Para além das «primeiras prioridades» há os disparates primários, daqueles que até a minha prima Josefina, que acabou a 4ª classe em 1961 e não quis prosseguir os estudos, fica de boca aberta: uma candidata afirmou que, com ela na Câmara, os espaços públicos, como o Parque Mayer, teriam sido sujeitos a concurso público de ideias entre os arquitectos portugueses. «Esqueceu-se» de um pormenor irrelevante: o Parque Mayer não era (é?) um «espaço público». Tinha (tem?) um proprietário: a Bragaparques. Já chegámos a Havana ou estamos só em Caracas? E depois dos votos, o que vão fazer de Lisboa?

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publicado às 23:11

O aeroporto do nosso descontentamento (2).

por Tomás Vasques, em 11.06.07
A reacção de Vital Moreira a um suposto «Comité de Sábios» para decidir a localização do novo aeroporto de Lisboa é um bom sinal. É um sinal de que o primeiro-ministro pode estar a querer descalçar esta bota.
(Adenda: mais inteligente, Eduardo Graça prefere não reagir à flor da pele, mas analisar as vantagens).

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publicado às 22:17

O aeroporto do nosso descontentamento.

por Tomás Vasques, em 11.06.07

A localização do novo aeroporto de Lisboa é uma história antiga, como todos sabemos. Os primeiros estudos datam da década de 60 do século passado e, desde aí, há quase meio século, outras «prioridades» encafuaram no fundo das gavetas ministeriais os sucessivos estudos e, bem à portuguesa, remeteram para as calendas qualquer decisão. Há 8 anos, o governo de António Guterres quebrou o enguiço e decidiu-se pela Ota como a localização possível, pesando nessa escolha os inconvenientes, sobretudo ambientais, das outras alternativas consideradas. Guterres não se aguentou o tempo suficiente para concretizar a decisão. (E ainda bem porque na altura a decisão parecia pacífica). Seguiu-se Durão Barroso – o homem da tanga – que logo à chegada, usando a demagogia própria de quem lhe deu a formação política na juventude (muito usada ainda hoje por Saldanha Sanches, por exemplo), disse qualquer coisa do género: «não há novo aeroporto enquanto uma criança estiver em filas de espera nos hospitais». Sócrates, uma vez eleito, agarrou na decisão de 1999 e queria concretizá-la. Sem mais. Não levou em conta dois aspectos negativos da escolha susceptíveis de fundamentada contestação: a distância de Lisboa e as características físicas do local escolhido. Na defesa da Ota, Mário Lino tem ajudado, em vários momentos, o movimento «anti-Ota». Por estes dias surgiu a alternativa de Alcochete. À primeira vista é uma localização que parece merecer um consenso alargado, na medida em que supera os dois aspectos mais negativos da Ota (de fora, para já, estão uns «puristas» que já falam nas desgraçadinhas das aves que vão ser incomodadas e no porco preto que deixará de comer as bolotas dos sobreiros a abater). Na sequência, Mário Lino anunciou hoje que o governo se compromete a, nos próximos seis meses, não tomar qualquer decisão irreversível relativamente à Ota. É um passo importante para o abandono da desastrosa decisão de localizar na Ota o novo aeroporto de Lisboa. Para além do mais, a genética inabilidade política de Marques Mendes ao «escolher» Poceirão como alternativa, permite sem grandes custos políticos para o governo a escolha de Alcochete. Espero que a posição que o governo assumiu hoje, pela boca de Mário Lino, não esteja ferida de «reserva mental», ou seja, sirva apenas para daqui a seis meses vir dizer com ar cândido: «como nós dizíamos, não há outra solução a não ser a Ota. O «deserto» da margem sul do Tejo tem muitos problemas ambientais». Se isto acontecer, quem vai ter problemas «ambientais» é o governo.
(Este texto tem um pressuposto que para mim ainda não está adquirido: a Portela não é solução).

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publicado às 21:38



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