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O delator.

por Tomás Vasques, em 22.05.07



Elia Kazan foi um dos maiores directores de cinema e de teatro da história americana. Já na década de 40 se destacou como director do teatro da Broadway. Recebeu dois Óscares de melhor director, foi indicado outras três vezes, e, se houvesse alguma dúvida sobre seu talento para dirigir actores, bastaria lembrar que levou nove deles a ganhar estatuetas. Outros 15 foram nomeados. No entanto, sempre que se fala do realizador de Viva Zapata! fala-se de «o delator». Os Óscares, Leões e Ursos de Ouros que lhe foram atribuídos em festivais de cinema, o último dos quais em 1996, em Berlim, nunca apagaram o facto do cineasta, que durante a sua juventude pertencera ao Partido Comunista, ter denunciado os camaradas do seu ex-partido no Comité de Investigações de Atividades Anti-Americanas, a partir de 1952, para ele próprio salvar a pele e não entrar na lista negra dos estúdios de cinema. Lembrei-me de Kazan – o delator – porque só hoje percebi, através deste texto, que o tal professor que contou uma anedota sobre a licenciatura de José Sócrates, o fez «durante uma conversa com um colega, dentro do seu gabinete». Há aqui, também, nesta história, um delator. E, penso eu, os delatores, são o sustentáculo das prepotências e devem, na mesma medida, ser denunciados. Esta não é uma questão de pequenas lutas de poder entre o PS e o PSD numa Direcção Regional. É uma questão de saúde democrática.

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publicado às 22:55

Eu já vi este filme!

por Tomás Vasques, em 22.05.07



As artes visuais, a pintura e o cinema, por exemplo, são pródigas nas transmutações entre cópias e originais, entre passado e presente. Com igual beleza estética, narrativa e autonomia criativa. Às vezes - muitas vezes, por sinal - o dia a dia reserva-nos «remakes» que só «as meninas» de Velasquez e «as meninas» de Picasso nos permitiam.

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publicado às 19:45

Crenças.

por Tomás Vasques, em 22.05.07
Há quem acredite em fadas. Eu já não sei se estou para aí virado.

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publicado às 18:30

Atitudes.

por Tomás Vasques, em 22.05.07

O eurobarómetro divulgado hoje pela Comissão Europeia sobre a atitude dos europeus face ao tabaco fornece dados curiosos. Está lá escarrapachado que 92 por cento dos portugueses apoiam a proibição de fumar nos escritórios e outros locais de trabalho fechados e 91 por cento defendem a interdição de fumo em todos os espaços públicos fechados, sendo que, no dito estudo, nestes casos, a média europeia é 88 por cento. E quanto à proibição de fumar em bares e pubs, 74 por cento dos portugueses está de acordo, contra a média europeia de 62%. Pior ainda: o estudo demonstra que Portugal é o país da União Europeia com uma maior percentagem de pessoas que nunca fumou (64 por cento dos inquiridos, contra 47 da média da UE). E por aí fora. Face aos resultados fico com o sentimento de que o estudo foi feito num sanatório ou, então, os portugueses são gente tramada. São de modas, mais do que de convicções; divertem-se a parecer aquilo que não são e pulam de contentamento quando trocam as voltas às sondagens.

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publicado às 18:15

Distracções.

por Tomás Vasques, em 22.05.07

Mostrei-me surpreendido com algumas nomeações de Nicolas Sarkozy. Escrevi, então - o novo presidente francês não pára de surpreender: nomeou para ministro dos negócios estrangeiros o socialista Bernard Kouchner. Voz amiga escreveu a chamar a minha atenção para o seguinte: Alain Bauer, ex-grão mestre do Grande Oriente de França, antes das eleições presidenciais, disse: «Creio que Nicolas Sarkozy é capaz de sair da lógica do slogan e trazer um choque de verdade de que o país precisa.». Provavelmente está tudo explicado.

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publicado às 14:35

Ler os outros.

por Tomás Vasques, em 22.05.07
«A candidatura de António Costa não pode correr o risco de surgir como uma candidatura do governo para conquistar Lisboa contra todos as outras que se vão tentar posicionar como candidaturas de Lisboa para derrotar o governo. É este o cerne da dificuldade que António Costa tem que ser capaz de tornear
Eduardo Graça (Absorto).

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publicado às 11:51



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