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por Tomás Vasques, em 22.01.07
MEMÓRIAS DE EDMUNDO PEDRO, José Leitão (Inclusão e Cidadania) .

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publicado às 01:18

...

por Tomás Vasques, em 22.01.07
Há quem ande com os cabelos em pé...
... ou quando o bom humor foge para debaixo do tapete.

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publicado às 00:58

Liberalizar ou despenalizar?

por Tomás Vasques, em 21.01.07
Não há maneira de escapar ao debate sobre a despenalização do aborto. Pelo menos até dia 11 de Fevereiro. Contudo, nestas últimas duas semanas, observo algumas alterações: a onda da liberalização do aborto, protagonizada pela ala radical pequena burguesa de fachada socialista (esta frase assenta que nem luva de pelica a certas pessoas) dos apoiantes do SIM, que parecia dominar ideologicamente, está a perder espaço para os defensores da despenalização. Pelo que vou lendo e ouvindo já começa a fazer escola a tese de que ninguém quer a liberalização do aborto, mas sim a sua despenalização. Outra tese que se começa a ouvir e a ganhar espaço é a seguinte: no quadro da actual lei (ou caso o Não vença) nenhuma mulher de classe média (e daqui para cima) será minimamente prejudicada. Em caso de necessidade mete-se no carro e vai até Badajoz (é mais perto de Lisboa do que do Porto ou de Faro, como o Porto é mais perto de Vigo do que de Lisboa e Sevilha mais perto de Faro do que de Lisboa). A despenalização do aborto é indispensável para as mulheres que nem sequer a Badajoz podem ir e que não têm alternativa senão correrem o risco de perderem a vida num “vão de escada” ou, se sobreviverem, irem malhar no calaboiço. E por estas eu voto SIM. A dúvida que se adensa, caso o SIM vença, como espero, é se tudo isto não fica de pernas para o ar. Ou seja, proliferem as clínicas para evitarem a ida a Badajoz para resolver os problemas de quem hoje não precisa, mas o SNS não responda satisfatoriamente a quem precisa, empurrando como hoje para o “vão de escada” e para a prisão sempre as mesmas. Se o SIM vencer, a partir de 11 de Fevereiro, inicia-se a verdadeira luta: o cumprimento da lei no SNS. A ver vamos!

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publicado às 01:02

Aí está ela outra vez.

por Tomás Vasques, em 20.01.07
Com óculos (estudante de jornalismo sem óculos não cai bem), o "pai" e a falar com mortos - o crime quase perfeito.

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publicado às 23:54

Citações (5).

por Tomás Vasques, em 20.01.07
O referendo, Vasco Pulido Valente, Público 20.01.07.
«Não gosto do referendo e sempre o achei perigoso e nocivo. Primeiro, porque diminuiu e desvaloriza a representação política. Segundo, porque inevitavelmente tende a deturpar o debate e a vontade do eleitorado. Nenhum problema complicado tem uma resposta de "sim" ou "não". E, como não tem, os dois lados de qualquer campanha, como, no caso, a campanha sobre o aborto, acabam por cair na "simplificação terrível" da demagogia. Basta abrir os jornais. José Pinto Ribeiro, por exemplo, disse isto: "Um ovo não tem os mesmos direitos de um frango." Fora o mau gosto, quem falou em frangos? Mas Pinto Ribeiro não foi o único. César das Neves, no seu estilo hiperbólico, avisou que "a vitória do "sim"" torna o aborto tão "normal" como comprar um "telemóvel". Uma ideia que não se distingue pela sua especial humanidade. Gentil Martins quer punir as mulheres que reincidirem em abortar. E até houve um bispo que resolveu comparar o aborto com o enforcamento de Saddam Hussein. Deus lhe perdoe. Significativamente, os grandes militantes do "sim" e do "não" vêm quase todos da classe média. Sucede que, para a classe média, o aborto não é um problema. Conhecendo bem os meios de contracepção e a "pílula do dia seguinte", quase nenhuma mulher (ou casal) da classe média é apanhada (ou apanhado) na necessidade de escolher entre um filho e um aborto. E, se as coisas por negligência ou acidente chegarem ao pior, não recorrem com certeza ao "vão de escada". Não admira, por isso, que vejam no aborto primariamente uma questão moral, de justiça social ou dos direitos da mulher e não hesitem em entrar numa polémica de "intelectuais", abstracta e violenta e, ainda por cima, incompreensível para quem, de facto, aborta.Mas, pior do que o resto, é que, a pretexto de permitir uma decisão directa do "povo", o referendo criou pouco a pouco um confronto azedo entre a Igreja e a esquerda. Ou, se quiserem, entre a esquerda (com o PS à frente) e os católicos. Não se percebe como, apesar da prudência do patriarca, a Igreja se deixou envolver numa causa puramente política, que não contribui para a reafirmação da sua doutrina (e pode, pelo contrário, mostrar o desinteresse do país por ela) e que, ganhe o "sim" ou ganhe o "não", nada, ou quase nada, mudará na prática. Como não se percebe que o PS, excepto por exorcismo, se meta numa querela que só serve para promover o Bloco. A Igreja julga que pode fechar a porta ao aborto e os políticos que se livraram de um grande sarilho. Erro deles. Com o "sim" ou o "não", o referendo é o princípio de uma longa guerra, não é o fim. »

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publicado às 12:48

...

por Tomás Vasques, em 20.01.07
Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007)

Se alguém descrevesse
o meu rosto, pálpebra
a pálpebra, aleta a aleta
do nariz, a curva
de lábio a lábio,
a fronte agora, a face depois
eu poderia desdenhar
da solitária alheada
imagem num espelho.

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publicado às 12:35

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por Tomás Vasques, em 20.01.07
Guerra e Paz (2)
Aumenta a preocupação pelo má sorte da jornalista portuguesa Rute Monteiro: O Tugir elenca as preocupações já reveladas: Ante et Post; A Arte da Fuga; Cocanha; Crítico; Diário de um Quiosque; Divas e Contrabaixos; Food-i-do; Freelance; Indústrias Culturais; Jornada; La Tadhab; Da Literatura; Mar Salgado; Mas certamente que sim; Memória Virtual; Miniscente; Portugal dos Pequeninos; Substrato; Tugir em português. A ideia (a preocupação, a solidariedade...) é linda e ninguém pode deixar de alinhar.

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publicado às 01:24

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por Tomás Vasques, em 19.01.07
Guerra e Paz.
Parece que Rute Monteiro, uma jornalista portuguesa, foi raptada no Líbano por um grupo terrorista pouco conhecido. Por esta altura já está no Afeganistão. A notícia percorre a blogosfera. Podem comprovar aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, por exemplo. E o Governo o que faz? Nada. Mantêm um silêncio profundo. O Ministro dos Negócios Estrangeiros só pensa na viagem à China e nos voos da CIA. Pelo andar da carruagem só vamos ter notícias sobre o paradeiro da Rute lá para Fevereiro. Não se deve admitir tão sepulcral silêncio!

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publicado às 23:07

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por Tomás Vasques, em 19.01.07
Gostei de ler:
«AINDA O CONCURSO E MÁRIO SOARES», Tiago Barbosa Ribeiro (Kontratempos).

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publicado às 21:09

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por Tomás Vasques, em 19.01.07
Culto da personalidade.
Os selos de correio, as estampilhas, e o culto da personalidade sempre estiveram muito ligados.

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publicado às 01:00

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por Tomás Vasques, em 18.01.07
Clima.
Mau tempo assola Largo do Caldas.

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publicado às 20:35

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por Tomás Vasques, em 18.01.07
Zangam-se as comadres...
"Nunca como hoje sinto a fraqueza de George W. Bush", afirmou o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki.

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publicado às 16:02

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por Tomás Vasques, em 18.01.07
Se Marques Mendes alinhasse...
O PSD está a braços com a eleição do seu líder parlamentar. Até agora o cargo foi desempenhado por Luís Marques Guedes, um nome que não diz nada a ninguém fora de S. Bento. A impressão que tenho da mera leitura dos jornais é que o senhor deputado costuma fazer entradas de leão e saídas de sendeiro. São muitos os exemplos, mas ocorre-me de imediato a “telenovela” da sala para receber os deputados do Parlamento europeu que “investigam” os voos da CIA. Nesse dia declarou exaltado e politiqueiramente convicto, aos microfones da TSF, que ia arrasar o presidente do Parlamento. Dois dias depois, mais calmo, quase com o rabo entre as pernas, declarou que estava satisfeito com a explicação de Jaime Gama. É neste contexto, que Pedro Santana Lopes, num primeiro momento, declara que ocupar esse cargo está “fora de questão” e, dois dias depois, se mostra disponível. A hipótese Santana Lopes para líder parlamentar do PSD nesta legislatura, significava, a meu ver, sobretudo, duas coisas boas para o PS: primeira: consolidava definitivamente a “cooperação estratégica” entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro (o ressabiamento de Santana Lopes contra ambos é público e notório – um, recusou a fotografia em cartazes da última campanha eleitoral e designou-o como moeda má e ocupou-lhe o cargo mais desejado; o outro humilhou-o no terreno em que Santana se considerava um Deus – as eleições, o que provocaria naturalmente o cerrar fileiras entre os atingindos); segunda, o PSD entraria em ebulição (para ser preciso: entraria num grau de ebulição incomensuravelmente superior ao que já se encontra) com Marques Mendes a aliar-se a José Sócrates para combater o seu adversário principal: Santana Lopes. É evidente que para a comunicação social, incluindo a blogosfera, a eleição de Pedro Santana Lopes para líder parlamentar do PSD seria uma boa notícia: saímos do marasmo actual. É pena que Marques Mendes não alinhe nesta solução.

PS: Entre os defensores da solução Pedro Santana Lopes tenho amigos que muito estimo e considero.

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publicado às 00:33

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por Tomás Vasques, em 17.01.07
Até amanhã.
(Catherine Abel, Moulin Rouge, Oil on canvas).

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publicado às 01:03

...

por Tomás Vasques, em 17.01.07
Ponta final.

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publicado às 00:07




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