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Aí está ela outra vez.

por Tomás Vasques, em 20.01.07

Com óculos (estudante de jornalismo sem óculos não cai bem), o "pai" e a falar com mortos - o crime quase perfeito.

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publicado às 23:54

Citações (5).

por Tomás Vasques, em 20.01.07
O referendo, Vasco Pulido Valente, Público 20.01.07.

«Não gosto do referendo e sempre o achei perigoso e nocivo. Primeiro, porque diminuiu e desvaloriza a representação política. Segundo, porque inevitavelmente tende a deturpar o debate e a vontade do eleitorado. Nenhum problema complicado tem uma resposta de "sim" ou "não". E, como não tem, os dois lados de qualquer campanha, como, no caso, a campanha sobre o aborto, acabam por cair na "simplificação terrível" da demagogia. Basta abrir os jornais. José Pinto Ribeiro, por exemplo, disse isto: "Um ovo não tem os mesmos direitos de um frango." Fora o mau gosto, quem falou em frangos? Mas Pinto Ribeiro não foi o único. César das Neves, no seu estilo hiperbólico, avisou que "a vitória do "sim"" torna o aborto tão "normal" como comprar um "telemóvel". Uma ideia que não se distingue pela sua especial humanidade. Gentil Martins quer punir as mulheres que reincidirem em abortar. E até houve um bispo que resolveu comparar o aborto com o enforcamento de Saddam Hussein. Deus lhe perdoe. Significativamente, os grandes militantes do "sim" e do "não" vêm quase todos da classe média. Sucede que, para a classe média, o aborto não é um problema. Conhecendo bem os meios de contracepção e a "pílula do dia seguinte", quase nenhuma mulher (ou casal) da classe média é apanhada (ou apanhado) na necessidade de escolher entre um filho e um aborto. E, se as coisas por negligência ou acidente chegarem ao pior, não recorrem com certeza ao "vão de escada". Não admira, por isso, que vejam no aborto primariamente uma questão moral, de justiça social ou dos direitos da mulher e não hesitem em entrar numa polémica de "intelectuais", abstracta e violenta e, ainda por cima, incompreensível para quem, de facto, aborta.Mas, pior do que o resto, é que, a pretexto de permitir uma decisão directa do "povo", o referendo criou pouco a pouco um confronto azedo entre a Igreja e a esquerda. Ou, se quiserem, entre a esquerda (com o PS à frente) e os católicos. Não se percebe como, apesar da prudência do patriarca, a Igreja se deixou envolver numa causa puramente política, que não contribui para a reafirmação da sua doutrina (e pode, pelo contrário, mostrar o desinteresse do país por ela) e que, ganhe o "sim" ou ganhe o "não", nada, ou quase nada, mudará na prática. Como não se percebe que o PS, excepto por exorcismo, se meta numa querela que só serve para promover o Bloco. A Igreja julga que pode fechar a porta ao aborto e os políticos que se livraram de um grande sarilho. Erro deles. Com o "sim" ou o "não", o referendo é o princípio de uma longa guerra, não é o fim. »

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publicado às 12:48

...

por Tomás Vasques, em 20.01.07
Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007)



Se alguém descrevesse
o meu rosto, pálpebra
a pálpebra, aleta a aleta
do nariz, a curva
de lábio a lábio,
a fronte agora, a face depois
eu poderia desdenhar
da solitária alheada
imagem num espelho.

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publicado às 12:35

...

por Tomás Vasques, em 20.01.07
Guerra e Paz (2)
Aumenta a preocupação pelo má sorte da jornalista portuguesa Rute Monteiro: O Tugir elenca as preocupações já reveladas: Ante et Post; A Arte da Fuga; Cocanha; Crítico; Diário de um Quiosque; Divas e Contrabaixos; Food-i-do; Freelance; Indústrias Culturais; Jornada; La Tadhab; Da Literatura; Mar Salgado; Mas certamente que sim; Memória Virtual; Miniscente; Portugal dos Pequeninos; Substrato; Tugir em português. A ideia (a preocupação, a solidariedade...) é linda e ninguém pode deixar de alinhar.

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publicado às 01:24



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