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por Tomás Vasques, em 05.01.07
A propósito:
Só agora li um texto interessante de Ana Sá Lopes no DN de hoje: «O pior vem aí».

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publicado às 23:22

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por Tomás Vasques, em 05.01.07
Rectificações.
O título de três postes anteriores aqui inseridos é infeliz (abortemos, então!) na medida em que pode ser entendido como uma crítica à proposta de lei do IGV a sancionar dia 11 de Fevereiro, o que manifestamente não foi a intenção. Reconhecer a infelicidade de uma frase não é nada difícil.
Hoje citei de cor um provérbio popular: quanto mais se fala, mais se erra. Uma leitora atenta corrigiu-me: quem muita fala, pouco acerta.

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publicado às 23:07

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por Tomás Vasques, em 05.01.07
Ler os outros:
«Como filho de pescador não posso ficar indiferente à morte dos pescadores junto às praias da Nazaré, é necessário perguntar se foi feito tudo o que era possível, se este país está a dar a devida atenção aos homens do mar. É evidente que os recursos são escassos e que um modelo de salvamento assente em meios aéreos concentrados nas respectivas bases pode ser insuficiente. (...) Não há sistema de segurança que possa acorrer a este tipo de situações. Pescador é uma profissão de alto risco e quando se transige em regras de segurança esse risco cresce exponencialmente. Pescar na zona da rebentação é como circular numa auto-estrada no sentido inverso, o acidente ocorrerá mais tarde ou mais cedo
(no Jumento, sublinhado meu).

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publicado às 22:01

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por Tomás Vasques, em 05.01.07
Abortemos, então. (3)


Hoje, Fernanda Câncio que, tal como eu, gosta de conquilhas, tirou o dia para mim, o que me deixa muito honrado e sensibilizado. A Fernanda é uma força da natureza e tem uma genica que lhe faz saltar o coração pela boca. E essa característica é, na maior parte das situações, uma grande virtude. Talvez, por isso, nem perde tempo a carregar em duas teclas ao mesmo tempo para provocar a maiúscula, transformando qualquer texto num arrazoado. É tudo a eito que se faz tarde. E escreve muito, o que lhe poupa muito tempo. (Como dizia o escritor: desculpe pela carta longa, mas não tive tempo de escrever uma curta.) A prosa da Fernanda é rápida e fulminante, como uma bala: deixa-me cansado só de a ler, apesar de, longe de mim, a considerar insensata, irreflectida ou coisa que o valha. Antes pelo contrário, sublinho. Mas vamos ao que interessa: não vou atender a diferenças semânticas, suposições infundadas, nem a interpretações que não correspondem a intenções que me são atribuídas e que em textos anteriores já linkados estão claras. (Só que parece terem sido lidos na diagonal e, ao ritmo fernandino, linha sim, linha não). Se não eliminasse o acessório teria de escrever um post igual aos quinze tomos da correspondência de Cícero, para citar de novo o escritor.
A questão de fundo, da qual decorrem todas as outras, é a seguinte: eu não estou preocupado com as mulheres formadas, informadas e com dinheiro que reclamam o direito à disposição do seu corpo, incluindo a IVG. Este é um outro nível de direitos, um outro nível de discussão que muito boa gente, normalmente oriunda do Bloco de Esquerda, pretender confundir com a descriminalização do aborto, colocando-o ao mesmo nível da descriminalização das drogas leves. Por isso, insisto: este é um outro tema. Voto Sim no próximo referendo porque estou, sempre estive, preocupado com as mulheres que não têm formação, não têm informação, nem têm dinheiro. Não são engenheiras, advogadas, jornalistas, gestoras, empresárias, nem adolescentes filhas de “boas famílias”. São empregadas domésticas, empregadas rurais, empregadas de mesa, domésticas, desempregadas, operárias fabris e suas filhas adolescentes. Essas, sim, não tendo pretensões à disposição do seu corpo (muitas vezes são violadas no quadro do próprio matrimónio), nem reclamando esse direito, estão sujeitas à ignomínia de as criminalizarem, de as julgarem e de as prenderem por terem procurado resolver um problema grave que lhe surgiu do nada: uma gravidez que resulta das suas precárias condições de vida e que lhe vão agravar terrivelmente essas mesmas condições, para ela e para a família. Isto significa que a difícil decisão de uma mulher em abortar, em determinadas condições fixadas na lei, é uma decisão responsável e não se pode atrair a cultura da irresponsabilidade, tipo: esta noite vou dar o corpo ao manifesto e se alguma coisa correr mal tenho dez semanas para resolver o problema.A lei actual é ineficaz para resolver estas situações que devem ser resolvidas (já escrevi várias vezes) não porque os médicos fazem “interpretação de lei”, porque não é essa a sua função (ou então os meus muitos anos de Direito vão pela borda fora) mas porque diversas inércias ganharam espaço e a que o poder político e legislativo não é alheio.

Esta carta, na volta do correio, como me foi pedida, e que pretendi evitar (essa intenção foi interpretada como ignorância sobre o assunto, quando no fundo apenas se trata de ópticas diferentes (como diria Einstein: segundo a relatividade o tempo de colisão de uma pedra com o solo não será o mesmo para todos os observadores) já vai longa. Como muita coisa ainda ficou por dizer, chamemos-lhe então o primeiro capítulo. Até breve.

PS: travei batalhas políticas, em ditadura e em democracia, que a Fernanda não vai ter oportunidade de travar até ao fim da vida, a não ser que a invasão do Iraque, como marco do retrocesso do Ocidente, arraste a curto/médio prazo grandes convulsões. Neste caso, estou de consciência tranquila: andei de Lisboa a Madrid (aqui ouvi um dos mais empolgantes e emotivos discursos políticos que jamais os meus ouvidos tinham experimentado, feito por Almodovar nas Portas do Sol) em todas as manifestações contra a guerra no Iraque. E não me enganei.

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publicado às 20:44

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por Tomás Vasques, em 05.01.07
Aparições.
Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, declarou que não estava entre os pastorinhos que tinham presenciado as
aparições na base das Lages.

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publicado às 19:03

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por Tomás Vasques, em 05.01.07

Abortemos, então. (2)


Fernanda Câncio está imparável. Escreve que se desunha. Talvez por não perder tempo com maiúsculas, detendo-se apenas nas minúsculas. Não sei se, neste caso, o provérbio popular quanto mais se fala, mais se erra bate certo ou não, mas passemos adiante. Minha cara Fernanda: pode estar sequiosa de uma boa liça – olhe que eu também –, mas não me apanha na ligeireza de, a um mês do referendo sobre o aborto, discutir consigo esta questão (dois partidários do SIM que votam da mesma forma com perspectivas diferentes) já que seria uma delícia para os partidários do Não. Tenho opinião amadurecida sobre as questões que me colocou mas dou-lhas após o 11 de Fevereiro. Talvez seja interessante prolongar esta discussão no rescaldo dos resultados do referendo. Se, por acaso, estiver com muita pressa, dou-lhe resposta por e-mail.


PS. 1. Fernanda só se deixa vilipendiar quem quer. 2. Neste referendo, dado o tema e os argumentos de cada uma das partes, pode ganhar quem tratar o assunto com maior seriedade. 3. Para lhe afagar o ego transcrevo um dos e-mail recebidos (espero que o autor esteja de acordo porque não lhe pedi autorização):



Caro Tomás Vasques,

Entenda que seria fácil dizer-lhe que a Fernanda Câncio tem feito maiscampanha pública do que o senhor, o que nos remeteria para um concursode participação cívica. Não tenciono argumentar por aí, embora meconfunda que, partidário do sim, vá encontrando "sins" remissos e tãodispostos à dúvida que acabam por conceder o espaço todo ao "não". Sempretender fazer juízos preconceituosos sobre a sua posição, faloapenas do que leio. Hoje, criticando a jornalista, não quis explicar oporquê da ausência de sensatez. E quanto à sensatez, vale a penareforçar que pouco tem sido o levantamento do "sim" quanto àsescabrosas faltas do lado do "não".Quanto à moderação.Apesar de vaga, a da posição do PS tem boa sustentação e poucos sevalem dela: a lei é iníqua, a sociedade demonstra-o, vamos resolver. Éo argumento pragmático e legal, considerando que podíamos estar mesesa discutir o valor da vida e o seu controlo nas sociedadespós-modernas, mas isso podia levar-nos a um sem-fim de contradiçõesque não estamos dispostos a sanar, portanto fiquemo-nos por esta.Concorda com a posição do "não" segundo a qual a IVG não iria para afrente, mas em compensação seria aprovada (por quem?) uma lei queacabasse com a penalização? Essa nova lei, a existir, não seria"manca"? Gostaria que esclarecesse as suas posições.


Do leitor, João Machado.

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publicado às 11:08

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por Tomás Vasques, em 05.01.07
Comunicação directa.
Vi a mensagem de Natal de Ségolène Royal através de um vídeo reproduzido e comentado em vários blogues (aqui e aqui, por exemplo). O que me parece relevante nesta mensagem é o facto de, hoje em dia, ser possível aos políticos comunicarem com os eleitores sem intermediação da comunicação social. Esta comunicação directa é um dado novo no relacionamento dos políticos com os eleitores.

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publicado às 09:32

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por Tomás Vasques, em 05.01.07
Intrigas.
Que tal o fim de
semana em Madrid?

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publicado às 00:43



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