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por Tomás Vasques, em 29.12.06
Ler os outros:
1. «NEW-YEAR GREETINGS », o Eduardo deu-me o prazer de me incluir na sua lista de bloggers com os quais estabeleceu "relações de amizade, cumplicidade, cordialidade ou simples afinidade electiva", algumas surgidas por causa do blogue. A blogosfera, para além de muitas outras virtualidades, também tem esta boa faceta: encontramo-nos.
2. «A vida humana é um valor absoluto», Pedro Correia (Corta-Fitas).

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publicado às 23:41

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por Tomás Vasques, em 29.12.06

Material impróprio para consumo.

Nos velhos tempos, o PCP, quando a linha oficial era contrariada por algum militante e as coisas azedavam, o prevaricador era expulso do partido e, em muitos casos, levava estampado nas costa um argumento fatal: tratava-se de um "pide" infiltrado nas fileira do glorioso. Aliás, esta actuação estava na linha das acusações dos processos de Moscovo, onde os militantes fuzilados eram todos "agentes do imperialismo americano". Esta linha "argumentativa", própria de quem lhes escasseia outros argumentos, está praticamente morta, sobretudo em democracia, apesar de a ainda haver resquícios para as bandas de Havana, por exemplo. Apesar de saber que não devo meter a foice em seara alheia, há situações que me deixam os nervos à flor da pele. Mas não só: há comportamentos a que não devemos fechar os olhos para não sermos cúmplices. Ora vejam isto: o autor do Bloguitica escreveu isto. E o jornalista visado, co-autor do Glória Fácil, respondeu isto. Independentemente das razões, que cada leitor avaliará, pergunto: "Caro pidezinho"? Nem sequer falta o "por conta de quem?". Já chegámos a Cuba ou estamos a caminho de Pyongyang? Esta relação - esta fiscalização - dos média pelos blogues começa a tomar forma e as reacções são as que se lê. Ainda agora a procissão vai no adro...

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publicado às 21:29

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por Tomás Vasques, em 29.12.06
História de um enforcamento anunciado.




O dia de hoje tem sido fértil em informação e contra-informação sobre o enforcamento Saddam Hussein. A CNN dava como certa a execução do ex-presidente do Iraque este fim-de-semana. Pouco depois, o Ministério da Justiça iraquiano desmentia a CNN, declarando que o ditador não seria executado antes de 26 de Janeiro. Mais tarde, um juiz autorizado a assistir ao enforcamento disse que tal acto se realizaria o mais tardar amanhã. Há poucos minutos, uma fonte oficial do Governo iraniano confirmou que o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, já assinou a ordem da sentença de morte. Os advogados de Saddam dizem que os Estados Unidos já o entregaram à custódia do governo iraniano, enquanto o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tom Casey, corrigiu que “não houve alterações no estatuto” de Saddam e que este continua sob o controlo dos Estados Unidos.
Dentro deste filme, uma coisa é certa - Bush está entalado (em boa verdade, quem está entalado é Saddam, o Bush volta para o seu rancho e para as suas empresas de armamento): não enforca o ditador (poucos têm dúvidas que a decisão “judicial” saiu de Washington) e corre o risco dos Estados Unidos serem humilhados com o regresso ao poder de Saddam após a retirada militar; ou enforca-o, e corre o risco de criar um mártir. Os conselheiros de Bush inclinaram-se para esta última hipótese como a menos dolorosa. Nos últimos dias decidiram que a execução devia ser imediata para não deixar criar um movimento internacional anti-execução, com a União Europeia à cabeça. Aguarda-se, pois, a todo o momento, a notícia de um enforcamento ao nascer do sol decidido pelo país invasor, repetindo outras páginas negras da história da humanidade.
(na foto: Donald Rumsfeld e Saddam: tão amigos que eles eram).

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publicado às 20:10

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por Tomás Vasques, em 29.12.06
Ficção 2006.


Só li Paris nunca se acaba, de Enrique Vila-Matas este ano, por sugestão de um amigo, apesar de ter sido editado (pela Teorema) em 2005. Já iniciei a segunda leitura (descobre-se sempre algo mais), sinal de que a escrita e a trama me entusiasmaram. Literatura dentro da literatura ( Ernest Hemingway e Marguerite Duras, entre muitos outros), tendo Paris - mítico, literário e artístico - como pano de fundo. Um contador de histórias no melhor estilo hispano-americano (não escrevi latino-americano, obviamente).

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publicado às 15:54



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