PRÍNCIPE REAL.
Torquato da Luz publicou hoje no seu OFÍCIO DIÁRIO um poema sobre um pintor (japonês, penso) que há muitos anos, quase todos os dias, pinta o PRÍNCIPE REAL e que assina m. nagashima. Um dia, há anos, adquiri-lhe um quadro do qual reproduzo um pormenor. Não tenho dúvidas: o "nosso" pintor ama mesmo Lisboa. Atrevo-me a dizer que, vindo de longe, ama mais esta cidade que muitos dos que por cá nasceram. Aqui deixo o poema do Torquato: Nem ele sabe quantas vezes
já pintou estas casas, estas árvores,
estes canteiros e bancos de jardim,
as portas e janelas da Rua de Dom Pedro V,
o mais amado rei que Portugal teve. Nem ele sabe quantas vezes
já saíu de cavalete e tela ao ombro
rumo ao Príncipe Real,
em busca de um novo traço, uma cor nova,
que, sob o sol, a chuva, o nevoeiro,
nos dêem outra imagem de Lisboa. Mas sabe e mostra que esta é a cidade
que, vindo de longe, ele escolheu
e é sua porque a ama
como qualquer de nós.
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DESESPERO.
Marques Mendes, enquanto bebia um “chop” numa esplanada de Copacabana, num fim de tarde acalorado, perante a impossibilidade de solicitar a audição no Parlamento do Presidente da República sobre o conteúdo da entrevista concedida há dias a um canal de televisão, decidiu chamar ao Parlamento o Procurador Geral da República e o director da Polícia Judiciária para que o informem de que meios precisam para combater a corrupção. Depois de obter essa informação, Marques Mendes comunicará a José Sócrates como este deverá resolver o problema.
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