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Tenho lido atentamente os textos (1, 2, 3) que Maria do Rosário Fardilha tem escrito no Divas & Contrabaixos a favor da despenalização do aborto nas condições previstas na pergunta a referendar. Da mesma forma que leio-o todos os textos sérios e convictos contra a despenalização, como é o caso de Francisco Sarsfield Cabral (que é capaz de escrever: "Claro que nem toda a gente partilha esta minha convicção. E eu respeito quem pensa de outra maneira.") O que não tenho é pachorra para ler clichés, frases feitas, propaganda primária e o ruído próprio de quem nada tem para dizer (às vezes a raiar um fundamentalismo que se confunde com atraso mental ou vice-versa), seja produzida por um ou por outro lado, do tipo "betinhos" e “associações católicas de famílias numerosas” ou Odete Santos e os padrecos do Bloco de Esquerda.
«Cada vez que me han perguntado por qué estuve dispuesto a dejar mi vocación de escritor por la política, he respondido: "Por uma razão moral". Pero alguien que me conoce tanto como yo, o acaso mejor, Patricia, no lo cree así. "La obligación moral no fue lo decisivo - dice ella -. Fue la aventura, la ilusión de vivir una experiencia llena de excitación y de riesgo. De escribir, en la vida real, la gran novela.» (Mario Vargas Llosa, El pez en el agua)