CITAÇÕES: (Actualizado)
1. - «E valha a verdade, testemunhei os dois acontecimentos, havia mais gente na manifestação de apoio à política ultramarina no Verão de 64 do que ontem na manifestação a exigir a demissão do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças (não, isso é o Alberto João!, a CGTP ainda está na fase da "a luta continua...", "o Governo para a rua" vem a caminho. Em muitos autocarros alugados.» José Teles (Corta-fitas) 2. - «
Que o jornal tenha andado dois anos (2003-4) a tentar decapitar o Partido Socialista, eis o que parece indiferente ao dr. Jorge Sampaio. O director é ele, ponto final. Bem vistas as coisas, não foi ele que se lixou. Foram os outros.»
Eduardo Pitta (
Da Literatura)
3. - «
Sinto Vergonha. Nem a mais nobre causa universal me reconcilia com o facto do Dr. Jorge Sampaio ser, mesmo só por um dia, Director do “Correio da Manhã”. Desta forma o Dr. Jorge Sampaio dá credibilidade à linha editorial – de ontem, hoje e… amanhã – deste jornal. »
Eduardo Graça (
Absorto)
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Disparates.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciou hoje, em Aveiro, com pompa e circunstância: "A crise acabou". Não adiantou quando mas, com a ligeireza que o caracteriza, ao querer apresentar "trabalho", deu um forte argumento aos que, ontem, no Rossio se manifestaram contra a reforma na Administração Pública.
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CITAÇÕES.
«As reformas de Sócrates: Num país com 750.000 funcionários públicos, a verdadeira "revolução" não é "tecnológica" ou "científica", é a libertação da sociedade de um Estado que a sufoca e de que ela depende. Ora, nesta matéria, Sócrates não se atreveu até agora a tocar. E o adiamento, anunciado ontem, da "reforma" da administração central para o fim de 2007, a um ano de eleições, significa no fundo que, por convicção ou impotência, se resignou, ou prefere a velha mediocridade portuguesa.» Vasco Pulido Valente, Público 13.10.06.
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Visões pequeninas:
Se José Sócrates seguisse o conselho de certos entendidos em política nacional, o PS ficaria ao nível eleitoral do Bloco de Esquerda, mas muito mais grave do que isso, afundaria o que resta deste triste país. Eu, como cidadão, exijo reformas na Administração Pública que emagreçam o aparelho de Estado: só quero, no fundo, que todos os portugueses tenham os mesmo direitos e os mesmos deveres. Não aceito que uns tenham tenham ADSE e outos Caixa de Previdência; que uns tenham regimes especiais e outros regimes gerais; que uns sejam promovidos automáticamente e outros só o possam ser por mérito. Para abreviar razões, quero um Portugal própero e solidário e sei que nos países que os arautos da desgraça me apontam como modelo só há miséria, repressão e prisões por delito de opinião. Fazem-me sempre lembrar o pequeno diálogo entre Olof Palme e Otelo Saraiva de Carvalho, em 1975: Perguntava Olof a Otelo: quais são os objectivos da revolução? Otelo, sem pensar, como era seu hábito, tinha a resposta na ponta da língua: acabar com os ricos. Olof, sem querer ofender, porque era um homem de vistas largas, com voz quase sumida, respondeu: nós na Suécia lutamos há décadas para acabar com os pobres.
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Complicado?
Hoje, ao fim do dia, Fernando Henrique Cardoso, apoiante de Geraldo Alckmin, o adversário de Lula da Silva, apresentou o seu livro: "A Arte da Politica – a historia que vivi”, na Fundação Mário Soares. O mesmo Mário Soares que disse hoje que mantém uma boa opinião de Lula da Silva, considerando que este enfrentou problemas, mas "foi um bom presidente" do Brasil. O mesmo Fernando Henrique Cardoso que, também hoje, em entrevista ao DN, comparou Lula da Silva a George W. Bush. Complicado? Não. É a democracia!
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