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O Ministro da Saúde, no afã de cumprir o Orçamento (“tenho de cumprir um orçamento, se não o fizesse tinha toda a gente a morder-me às canelas”), desnorteou-se. A tal ponto que, na Comissão Parlamentar de Saúde, para justificar as taxas moderadoras ou utilizadoras de internamento hospitalar – nem ele próprio sabe se é moderadora, se utilizadora - jogou mão de um argumento de antologia: “Se o cidadão tiver que pagar uma pequena taxa moderadora por dia de internamento, ele próprio incentiva aqueles que o acolhem e tratam a, desde que não haja necessidade, ser libertado e enviado para casa”. Ou seja: - Senhora doutora, desculpe dar a minha opinião, mas eu considero que já estou curado e não adianta estar aqui internado, por isso ou me dá alta ou fujo já do hospital. A médica, com irritação na voz, responde: - Senhor Antunes, eu sei que o senhor está curado, mas eu adorava tanto visitá-lo aqui todos os dias, medir-lhe a tensão, apalpar-lhe o pulso. Essa decisão de querer sair apressadamente do hospital é para mim uma desconsideração pessoal. O senhor Antunes, que ainda sangra do pós-operatório, meio alucinado porque a febre se mantêm alta, responde: - Senhora doutora, qual desconsideração pessoal, qual quê, é a taxa, compreende?
Craig Mello, norte-americano, Prémio Nobel da Medicina 2006, é neto, por via paterna, de um açoriano, o que levou muita boa gente a gritar que o senhor era "quase português". A minha esperança é que a Angelina (a minha professora primária tinha o mesmo nome) tenha, pelo menos, um avô originário das Berlengas. Isso facilitava a minha escolha no concurso os "Grandes Portugueses".
«Trabalhar muitíssimo e viver a vida. Um passeio pela montanha ou olhar uma mulher formosa, ler um livro ou ouvir um concerto, sugerem-me a visão de formas, ritmos e cores, vão formando e alimentando o meu espírito.» Joan Miró.
Estive fora cinco dias e, por isso, só apanhei os ecos de uma entrevista de Nobre Guedes a Judite de Sousa e os comentários à dita entrevista feitos por Marcelo Rebelo de Sousa. A avaliar por este material em segunda mão, a cabecinha pensadora de Paulo Portas está de novo num reboliço. Ele, que arrasta consigo a síndroma de Maria Callas, saiu do Independente com uma estratégia ambiciosa: dar o abraço de urso ao PSD. Apostou na necessidade de Durão Barroso precisar dele – institucionalmente do PP – para formar governo. E arriscou tudo, desde as feiras ao “Eu fico” nas autárquicas de Lisboa. A obsessão foi premiada e chegou ao Governo, tal como tinha planeado. Mas, a estratégia deu para o torto: o “urso” não se deixou abraçar, nem a postura plástica de “homem de Estado” convenceu quem quer que fosse. Humilhado nas eleições, simulou a retirada porque o PP continuava a ser um partido demasiado pequeno para as suas desmedidas ambições. E, na reflexão do retiro, concluiu que para fazer do PP um grande partido à custa do PSD a estratégia não passava por estar com o PSD no Governo, mas com o PS. Daqui para frente Paulo Portas, por si ou por interposta pessoa, vai apostar na necessidade do PS, em resultado das próximas legislativas, precisar do PP para governar. Obviamente, que esta estratégia vai dar para o torto.