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por Tomás Vasques, em 09.10.06
Lápis vermelho e lápis azul.












António de Oliveira Salazar não consta da lista em que a RTP desafia a escolher
"
QUEM É O MAIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE?" Há quem pergunte: Será que tinham medo que Salazar pudesse ganhar? Independentemente dos méritos e deméritos de cada um dos personagens, eu inclino-me mais para dizer que Salazar não consta desta lista pelos mesmos motivos que daqui a a 10 ou 15 anos Fidel Castro provavelmente não constará numa lista semelhante promovida pela RTCubana. Se está mal no caso da RTP não deixará, naturalmente, de estar mal no eventual caso da televisão cubana. Ou não será assim?

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publicado às 23:54

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por Tomás Vasques, em 09.10.06
Negócios a sério.
Há por aí uns pategos sempre disponíveis para dizerem cobras e lagartos quando algum empresário luso pretende fazer um negócio de poucos milhões. O lançamento de qualquer OPA é uma espécie de "assalto à mão armada", a privatização de 19% do capital social de uma empresa pública é "um crime contra o povo". A Google acaba de comprar a You Tube por 1310 milhões de euros. Mais de 260 milhões de contos para falarmos em moeda antiga. Quem acompanhou as últimas evoluções da You Tube entende agora melhor os montantes envolvidos nesta compra. Às vezes, alguns pategos da nossa praça parecem nortecoreanos envergonhados a querer perpectuar a cepa torta em que nos afundamos.

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publicado às 23:27

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por Tomás Vasques, em 09.10.06
Porquê?
O Professor Pedro Arroja fez, finalmente, a sua estreia na blogosfera, desfazendo o sebastianismo em que o queriam envolver. Li e reli o texto, para traz e para a frente, à procura do objectivo último da sua estreia. Umas vezes inclinava-me para uma interpretação; outras vezes para outra. Tomei notas. Fiz equações. Ponderei palavra a palavra. E, no fim, fiquei sempre na dúvida: porquê desconsiderar Bush desta maneira como começo de conversa? Porquê explicar ao comum dos mortais que as mentiras de Bush têm uma explicação filosófica? Porquê transferir para os straussianos que rodeiam Bush a mentira em que assentou a invasão do Iraque e todas as outas mentiras que o sustentam?
Cito o professor:

«A corrente de filosofia política mais influente na Administração Bush é provavelmente aquela que é herdeira do pensamento de Leo Strauss (1899-1973). (…) Como os straussianos não acreditam nos princípios da moralidade – excepto para as massas - eles não se sentem restringidos por quaisquer considerações éticas. A decepção e a mentira ganham assim o estatuto de instrumentos aceitáveis, senão mesmo indispensáveis, da acção política. Porém, numa sociedade racionalista, os mitos são como os castelos-de-cartas, desmoronam-se facilmente. Por isso, para realizarem o seu programa político, os straussianos têm de criar "mentiras esplêndidas e fraudes espectaculares" (Drury, 1994).»

Como última explicação, interroguei-me: será uma tentativa de reabilitação?

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publicado às 22:35

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por Tomás Vasques, em 09.10.06
Desfazer a hipocrisia.
«A TORRE, A PETIÇÃO», Eduardo Pitta (Da Literatura).

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publicado às 21:57

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por Tomás Vasques, em 09.10.06
Lá vai bomba!
Pelas reacções aos ensaios nucleares da Coreia do Norte – da “comunidade internacional”, do “conselho de segurança” da ONU, da “União Europeia”, dos Estados Unidos – percebe-se que ninguém faz a menor ideia como poderá travar os coreanos. Uns falam em “bloqueios marítimos”, outros em “respostas firmes e rápidas” o que vai dar tudo ao mesmo: os efeitos práticos aproximam-se do zero. (Aliás, com o Irão passa-se, com as devidas distâncias, mais ou menos a mesma coisa). Mas, mais que as experiências nucleares (e o perigo que isso representa nas mãos de esquizofrénicos), o que é impressionante é que o regime de Pyongyang (que nos chega através de elucidativas imagens e reportagens) é o estádio elaborado a que chegou o modelo de sociedade defendido pelo Partido Comunista Português. E há muita boa gente que esquece isso, sobretudo pelo facto dos comunistas portugueses se situarem, eleitoralmente falando, dentro dos limites de segurança. A propósito, recordo a badalada entrevista de Bernardino Soares ao DN, em Fevereiro de 2003:

DN: Consideraria que na Coreia do Norte vigora um regime comunista?
BS: Temos falado nisso em vários congressos... julgo que o que caracteriza a questão do Coreia do Norte, neste momento, é a difícil apreensão do que se passa, de facto, naquele país.
DN: Difícil apreensão? Os dados que dispõe não são suficientes para poder dizer, por exemplo, se a Coreia do Norte é uma democracia?
BS: Tenho muitas reservas em relação à filtragem da informação feita pelas agências internacionais.
DN: Ao ponto de não poder dizer se o país é democrático?
BS: Sim. Tenho dúvidas que não seja uma democracia.

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publicado às 21:25



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