Depressão.
O senhor Anacleto Louçã ainda não saiu da depressão que dele se apossou após o resultado minguado que obteve nas presidenciais. Desde aí ultrapassou a postura ideologicamente trostkista, vagamente modernizada, despejada em ritmo seminarista, e entrou abertamente no devaneio paranóico, a recordar: 1.«Temos o Carrapatoso/Corleone, o Belmiro/Corleone e o Paulo Teixeira/Corleone", que "tal como Corleone fazia aos seus colaboradores, apresentando-lhes propostas que não podiam ser recusadas, sob pena de morte, também os empresários fazem propostas irrecusáveis de rescisões voluntárias aos trabalhadores».
2. «O desemprego combate-se aumentando para 3 dias o descanso obrigatório de todos os trabalhadores.»
Dado o notório estado depressivo aconselha-se consulta a psiquiatra.
(PS: Eu sei que questões político-ideológicas não são assunto de psiquiatra, mas há aqui uma "aceleração" pessoal que merece cuidados especiais de especialistas).
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Piadas sem piada.
Este restaurante encerra de Sexta a Domingo para descanso do pessoal. Nestes dias está aberto um restaurante na sede nacional do bloco de esquerda.
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Histórias.
«Não te julgues o único autor de histórias neste mundo. Mais tarde ou mais cedo há de haver algúem, mais mentiroso que Baudolino, que a contará.»
(Última frase deBaudolino, de Umberto Eco)
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Clubite?
Quando populistas de esquerda e extrema-esquerda, em países da América Latina, como aconteceu várias vezes nos últimos anos, saem à rua para destituir um presidente ou um primeiro-ministro eleito constituicionalmente, por isto ou por aquilo, as vozes do costume vêm a terreiro, escandalizadas - e bem! -, dizer aqui d'el-rei que querem destruir a democracia. As mesmas vozes mostram simpatia, agora, na Hungria pela oposição da direita e de extrema-direita que está na rua a exigir a destituição do primeiro-ministro que mentiu durante a campanha eleitoral. Estas vozes do costume têm de decidir-se de uma vez por todas sobre a ligitimidade, no quadro democrático, da destituição, através de manifestações de rua, mais ou menos violentas, mais ou menos participadas, de presidentes e primeiros-ministros eleitos constitucionalmente e sem denúncias de fraude eleitoral. Motivos para a destituição encontram-se sempre - uns mentem, outros não cumprem. Enquanto os critérios de avaliação das situações forem de "esquerda" ou de "direita" andamos a imitar os princípios da III Internacional, aplicados ainda hoje pelos comunistas (PCP/BE) portugueses: o que é bom aqui, não é bom ali e vice-versa.
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