Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Hugo Chavez já foi três vezes a Cuba, no espaço de um mês, visitar o velho ditador das Caraíbas, desde que este acamou. Entre a primeira e a última visita, Chavez fez um inédito périplo internacional, desde a Rússia ao Irão. Estes factos significam duas coisas: a primeira, Castro está a passar inequivocamente o testemunho de líder da “revolução mundial” a Chavez (não a Raul Castro, mas a Chavez, note-se); segundo, Castro sonha ainda que, nas condições actuais, é possível criar uma espécie de novo Cominterm, no qual o Irão, a Síria e, de um modo geral, as organizações político-militares do radicalismo árabe representam o principal eixo, mas em que, por exemplo, alguns países sul-americanos, a Rússia, entre outros países, podem ter um papel importante. É o sonho de um velho ditador que, na hora difícil de saber que o fim se aproxima, vislumbra no horizonte uma nesga de oportunidade de vingar a queda do muro de Berlim e o desmoronar do império soviético. Este sonho castrista passa por Chavez não estar sujeito à instabilidade eleitoral: daí a ideia do referendo para perpetuar Chavez no poder. Em termos de herança, Lenine teve que optar entre Estaline e Trotsky. Castro não teve esse problema, porquanto Raul, seu irmão, é um mentecapto. É curioso seguir os próximos passos deste percurso. (E seguir as posições do PCP, onde se integra as FARC na "Festa do Avante")
Lisboarte: "Suave acometida", Pintura de Carla Tavares, 14 de Setembro, às 22 horas, na galeria Novo Século, Rua do Século, 23.
rascunho - o jornal de literatura do Brasil, com 6 anos de existência.
Editado o ano passado, mas de leitura sempre actual. Recomendado no pós-festa do "Avante", sobretudo aos militantes comunistas. Tradução de Ludgero Pinto Basto, um resistente anti-fascista que aos 96 anos ainda era militante do PC. Apesar de se tratar de "arqueologia", os processos de Moscovo sempre me deixaram um amargo de boca: homens de elevada estatura intelectual, como Bukharine, entre muitos milhares, foram eliminados com um tiro na nuca sem proferir uma palavra contra o "Partido". Fidel Castro reeditou uma farsa semelhante em 1989 ao fuzilar o general Arnal Ochoa. É preciso reavivar a memória porque a cultura do estalinismo ainda não morreu na cultura política ocidental. Os "aparelhos" partidários, cujo substracto ideológico-organizativo assenta na versão bolchevique de "centralismo democrático", são um triste exemplo dos resquísicios dessa cultura. Já não fuzilam, mas fazem o que podem ...